São Paulo registrou altos índices de mortalidade de ciclistas e pedestres em 2017. De acordo com dados da CET, pedestres passaram a ser as maiores vítimas do trânsito, enquanto o número de ciclistas mortos subiu entre 23% e 48% a depender da fonte (CET ou Infosiga). O que fazer para frear os retrocessos nas políticas de segurança de trânsito e fazer a cidade #Desacelerar?
ACidadeapé e a Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo convidam você para um encontro de planejamento sobre quais serão as prioridades da coalizão pela mobilidade ativa para este ano.
O que há no cenário para 2018? Quais são os grandes temas no horizonte? Quem são os principais atores e agentes de mudança? Onde concentraremos nossas forças e com quem podemos contar para buscar mudanças reais?
O encontro será dividido em dois momentos. Pela manhã, faremos uma sessão de compartilhamento de conhecimentos, que contará com parceiras e parceiros das duas associações. Dentre os temas a serem abordados, estão uma abordagem plural sobre mortos e feridos (ciclistas e pedestres) no trânsito; análise de mídia sobre as principais mensagens que estão circulando; panorama geral sobre legislação para mobilidade ativa e mapeamento do legislativo municipal; revisão da Lei de Zoneamento e a importância das Operações Urbanas. À tarde, faremos uma leitura coletiva de cenário, ameaças e oportunidades.
Não é preciso confirmar presença, mas nos ajuda a planejar o encontro ter uma ideia de quantas pessoas virão. Envie um email para contato@ciclocidade.org.br.
Compareça! Ajude-nos a construir de forma conjunta nossa forma de atuação!
Reunião de planejamento
“Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres”
Dia: Sábado, 17/03/2018 Hora: Das 9h30 às 17h00 Local: Sede do Greenpeace Endereço: Rua Fradique Coutinho, 352 – Pinheiros Como chegar: Entre a Rua Teodoro Sampaio e a Rua Arthur de Azevedo. Estação Fradique Coutinho do Metrô. Bicicletário no local.
No dia 17 de fevereiro, Ciclocidade e Cidadeapé promoveram a atividade “A pé e bicicleta: aprendendo um com o outro”. O objetivo do encontro foi trocar conhecimentos fundamentais em mobilidade a pé e ciclomobilidade, para que os ativistas entendam melhor os principais conceitos e questões referentes à mobilidade ativa.
Realizada no âmbito do projeto “Iniciativa Global pela Segurança Viária”, a ideia era a atividade ajudasse ambas as organizações a discutir uma agenda mais robusta e integrada de políticas públicas de segurança viária, focada na proteção de pessoas a pé e de bike.
A Cidadeapé apresentou os princípios da mobilidade a pé e o conceito de rede de mobilidade a pé, que norteia grande parte de suas demandas por infraestrutura. Já a Ciclocidade abordou a evolução da sua atuação e do advocacy pela bicicleta ao longo da última década em São Paulo.
Os pontos altos da conversa foram o desafio de tratar a questão da convivência entre modos ativos sem cair nas armadilhas de opor ciclistas e pedestres e as principais ameaças que se acercam no contexto atual. Ao fim, os participantes convergiram em um tema prioritário para as próximas ações conjuntas da mobilidade ativa: é preciso unir forças para enfrentar a proposta de multar pessoas a pé e de bicicleta, que sinaliza claramente para a culpabilização das vítimas mais vulneráveis no trânsito brasileiro.
Publicado originalmente em: Archdaily Autoria: Cidade Ativa Data: 05/02/2018
Cidades ativas são aquelas em que a população pode fazer escolhas mais saudáveis e sustentáveis. Para que isso seja possível, as cidades devem proporcionar acesso a espaços públicos e serviços de qualidade a todas as pessoas, garantindo que possam passear, descansar, brincar e se exercitar em praças, parques e equipamentos. Cidades ativas são também compactas, nas quais a proximidade entre a moradia e o trabalho, escola, serviços, lazer faz com que as redes de mobilidade a pé, cicloviária e de transporte público sejam mais eficientes e melhores distribuídas no território. Assim, a escolha pelo modal a pé ou bicicleta nos deslocamentos diários se torna viável. Por isso, cidades ativas são, necessariamente, mais caminháveis.
Para garantir um planejamento adequado da rede e dos espaços dedicados a pedestres, é necessário equalizar o entendimento dos atores envolvidos – sejam do setor público ou privado – sobre o que é de fato mobilidade a pé:
O DESLOCAMENTO A PÉ É UM MODO DE TRANSPORTE
Para que haja o planejamento efetivo da rede, e que ela seja incorporada nas ações, programas e políticas públicas, é importante reconhecer o deslocamento a pé como um modo de transporte. Hoje, mais de 30% dos deslocamentos diários da população brasileira é feito exclusivamente a pé. Quando somados a esses todos os deslocamentos feitos por transporte público, já que necessariamente eles começam ou terminam com o caminhar, essa porcentagem chega a mais de 60% dos deslocamentos. Além disso, a Política Nacional de Mobilidade Urbana reconhece os modais ativos (ou não-motorizados) como meios de transporte, e a priorização do pedestre é exigida para os Planos de Mobilidade Urbana.
O DESLOCAMENTO A PÉ É O PRINCIPAL INTEGRADOR DE OUTROS MODOS DE TRANSPORTE
Todas as pessoas, em algum momento do dia, são pedestres. Seja no início ou no final da viagem, seja para caminhar até o ponto de ônibus/metrô, para o comércio próximo da moradia, local de trabalho ou no momento em que estaciona a bicicleta, o deslocamento a pé está presente.
O planejamento da rede de mobilidade a pé é relativamente mais complexo do que o da tradicional infraestrutura de transporte público coletivo (ônibus, metrô e outros). Na mobilidade a pé, os trajetos são muito mais flexíveis: os pontos de origem e destino – residência, edifício comercial, parques e praças – são muitos, trazendo a necessidade de se ter uma malha urbana amplamente conectada, garantindo a diversidade, articulação e continuidade entre todos esses pontos.
A MOBILIDADE A PÉ SE MANIFESTA EM DIFERENTES ESCALAS
Na escala da cidade, a mobilidade a pé está relacionada à definição de densidade populacional e à distribuição de usos do solo no território, o que influencia nas distâncias a serem percorridas. Uma cidade mais compacta é, portanto, mais caminhável porque as atividades do dia-a-dia estão mais próximas.
Na escala do bairro, o caminhar é influenciado, por exemplo, pela dimensão das quadras, continuidade das calçadas, posicionamento e frequência das travessias. Nela, é possível estabelecer rotas prioritárias de pedestres, garantir a conexão entre espaços públicos e principais destinos, como serviços e transporte público.
Por fim, mas talvez a mais importante, a mobilidade a pé se revela na escala do pedestre: o dimensionamento de calçadas, os materiais empregados no piso, a presença de árvores, iluminação dedicada ao pedestre, mobiliário urbano e a relação dos lotes privados e edificações com o passeio são aspectos que certamente influenciam na escolha pelo modal.
PESSOAS QUE CAMINHAM TÊM DIFERENTES CARACTERÍSTICAS E PODEM UTILIZAR A REDE PARA REALIZAR DIVERSAS ATIVIDADES
O caminhar está em toda parte e é feito por todas as pessoas, independente de suas habilidades (e se precisam, por exemplo, de algum dispositivo para caminhar) ou do propósito do deslocamento. Essa diversidade deve ser considerada no planejamento da rede. Para muitos caminhantes, a acessibilidade, por exemplo, é um quesito essencial no momento da escolha pelo modal a pé. Por isso, o desenho dos espaços deve ser inclusivo e priorizar as pessoas portadoras de deficiência e com mobilidade reduzida e, ainda, aquelas que transitam com carrinho de bebê ou compras. Uma rede de mobilidade a pé que responda a essas necessidades específicas será uma rede adequada a todos. É importante levar em conta que todos nós, em algum momento de nossas vidas (quando criança, com criança de colo, quando idoso ou após sofrer alguma lesão ou doença) exigimos que os espaços públicos atendam a nossas necessidades específicas. Por isso, a rede de mobilidade a pé deve ser sempre planejada considerando cada pedestre, respeitando suas limitações e priorizando sempre os mais vulneráveis. Com isso, estaremos caminhando rumo a cidades mais ativas.
Por fim, é importante reconhecer que as qualidades da rede são avaliadas continuamente pelos usuários. Entre os principais elementos utilizados, ainda que intuitivamente, pelos usuários para avaliar a opção pelo deslocamento a pé, destacam-se:
Utilidade: se a rede serve o propósito de promover o caminhar, se os pontos de origem e destino estão a uma distância – e tempo – adequada à necessidade do pedestre;
Acessibilidade: se os espaços podem ser percorridos por pessoas com diferentes capacidades e habilidades;
Conforto: se a rede e seus espaços proporcionam espaço suficiente para fluxo e permanência de pessoas, se oferecem conforto ambiental ou proteção às intempéries;
Segurança: em relação aos veículos motorizados ou contra crimes;
Atratividade: se os espaços foram planejados e desenhados considerando a escala da pessoa, se são interessantes e oferecem diversidade de usos para além da passagem.
Cartunista Andy Singer visita Brasil para lançar seu primeiro livro publicado em português e participar do Fórum Social Mundial de 2018 na Bahia. Programação inclui apresentações em 9 e 10 de março em São Paulo e nos dias 13 e 14 em Salvador
“Existem carros demais.” É assim que começa o livroCARtoons – atropelando a ditadura do automóvel, do cartunista Andy Singer, que será lançado em março em São Paulo e Salvador. O autor viaja dos Estados Unidos para o Brasil a convite da Fundação Rosa Luxemburgo para apresentar seu trabalho, debater mobilidade urbana e participar do Fórum Social Mundial de 2018 na Bahia. A programação, detalhada a seguir, inclui eventos de lançamento abertos em que o público terá chance de conversar com o autor.
CARtoons – atropelando a ditadura do automóvel
Lançamento do livro com roda de conversa com Andy Singer Data: 9/03/2018, sexta-feira Horário: 19h às 21h Local: Auditório da Fundação Rosa Luxemburgo Endereço: Rua Ferreira de Araújo, 36 – Pinheiros, São Paulo (SP) Realização: FRL e editoras Autonomia Literária e Avocado Apoio: Cidade Ativa, Cidadeapé, Ciclocidade, Rede Nossa São Paulo e Transporte Ativo Evento no Facebook
A publicação é o primeira de Singer traduzida para o português. Ele cresceu nos Estados Unidos e seus desenhos e textos destacam como, cada vez mais, as cidades têm sido formatadas para priorizar o deslocamento de carros e não de pessoas. Seu trabalho perturba pela universalidade. Mesmo sem nunca ter pisado no Brasil antes, ele consegue retratar qualquer grande cidade do país, com suas avenidas, viadutos, pontes, concessionárias, postos e shoppings centers. Carros demais, como o cartunista pontua já no começo do livro.
A Cidadeapé está se preparando para se formalizar como associação. Para tanto, precisamos discutir o que a Cidadeapé é e o que pretende ser; avaliar os esforços empreendidos até agora; definir os objetivos da associação e futuras ações; determinar nossa gestão assim como formas de assegurar recursos para seu funcionamento.
Teremos quatro sessões de discussão facilitadas por profissionais de planejamento de organizações ativistas: Carolina Munis e Gabi Juns.
Venha nos ajudar a construir nossa associação!
Sessão 1: Missão, Visão, Valores e Estatuto
Dia: Sábado, 10/03/2018 Hora: Das 8h30 às 17h30 Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
Sobre as sessões
Teremos quatro sessões de discussão nos meses de março e abril que vão nos dar os subsídios para que possamos:
Definir nossos Objetivos, Missão e Valores
Nortear a elaboração o estatuto da associação
Desenvolver um plano estratégico
Sessão 1
A primeira sessão terá 8 horas de duração, para a discussão coletiva dos elementos necessários para a elaboração do nosso estatuto social, o documento que organiza a estrutura de funcionamento e administração da organização, além de nossos objetivos e atividades. Entre eles:
Declaração de Missão, Visão e Valores
Finalidade da associação
Atividades que a associação se propõe a exercer
Gestão
Sessões 2, 3 e 4
As demais sessões terão 4 horas cada e servirão para elaborar o plano estratégico da Cidadeapé para os próximos meses ou anos.
Finalmente realizaremos a Assembleia Constituinte da Cidadeapé num sábado festivo de maio!
Calendário
Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30 Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30 Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30 Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30 Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30
CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.
GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K
Qual a sua relação com os ônibus na cidade de São Paulo? Já enfrentou problemas ao pedalar ou caminhar perto de corredores e faixas exclusivas de ônibus?
Responda à pesquisa organizada pela Ciclocidade com o apoio da Cidadeapé e nos ajude a entender quais são os principais conflitos entre transporte por ônibus e modos ativos na cidade: http://bit.ly/PesquisaOnibus
Você pode responder a pesquisa do ponto de vista de ciclista ou de pedestre. São menos de 5 minutos se você responder só uma seção e 7 minutos se você responder as duas! As respostas da pesquisa nortearão sugestões para o treinamento de motoristas de ônibus. Participe:http://bit.ly/PesquisaOnibus
Nota: Parte do projeto “Iniciativa Global pela Segurança Viária”, do Road Safety Grants Programme, dentro da Bloomberg Initiative for Global Road Safety. A Cidadeapé é parceira da Ciclocidade para desenvolver campanhas e atividades voltadas para a redução de velocidade no trânsito, acalmamento de tráfego e segurança de pedestres em São Paulo.
Todos e todas estão convidados a participar da 35ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 26/02/18, às 19h00, no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.
Dia: Segunda-feira, 26/02/2018 Hora: Das 19h00 às 21h00 Local: Mobilab Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
A Cidadeapé é parceira do Idec no debate “Desafios da Licitação de Ônibus de São Paulo”.
Confira na íntegra o convite do Idec:
Gostaríamos de convidá-lo(a) para o debate O futuro da mobilidade em São Paulo: desafios e oportunidades da nova licitação dos ônibus, organizado pelo Idec.
Local: Sindicato de Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP) Endereço: Rua Araújo, 216, São Paulo Data: 22 de fevereiro (quinta-feira) Horário: 19h00
Sérgio Avelleda (Secretário de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo) Soninha Francine (Vereadora da Câmara Municipal de São Paulo) Clarisse Linke (Diretora do ITDP Brasil) Rodrigo Chauvert (Advogado do Programa de Mobilidade Urbana do Idec)
O Idec vem atuando na área de mobilidade urbana com objetivo de melhorar o serviço de transporte público, informando os usuários sobre seus direito e estimulando-os a exigi-los.
Estamos acompanhando o processo de licitação de ônibus da cidade de São Paulo, momento em que se definem os critérios de qualidade dos ônibus da cidade. A sua participação é muito importante, pois o envolvimento da população torna a discussão mais democrática. É nesse momento que as necessidades dos usuários devem ser inseridas no planejamento da rede de ônibus, para que tenhamos melhorias concretas nos próximos 15 anos.
Participe do debate e venha descobrir como se envolver no processo de licitação da sua cidade!
A Cidadeapé e a Ciclocidade convidam suas associadas e associados a participar da atividade “A pé e bicicleta: aprendendo um com o outro”.
Este sábado, 17/2, das 10h às 13h
Na sede da Ciclocidade – Rua Martins Fontes, 91, 11º andar
O objetivo do encontro é propiciar uma troca de conhecimentos fundamentais em mobilidade a pé e ciclomobilidade, onde serão apresentados e discutidos, de forma construtivas, conceitos referentes a esses modos de deslocamento.
Realizada no âmbito do projeto “Iniciativa Global de Segurança Viária”, a ideia é que essa atividade nos ajude a discutir uma agenda mais robusta e integrada de políticas públicas de segurança viária, focada na proteção de pessoas a pé e de bike.
Transmitido originalmente em: Rádio Brasil Atual Entrevistador: Glauco Faria. Data: 29/01/2018
Ana Carolina Nunes, ativista da Associação Cidadeapé e da CicloCidade, fala do programa Marginal Segura e do aumento da velocidade nas marginais de São Paulo, na gestão do prefeito João Doria, completarem um ano. ‘A CET soltou um boletim com os números consolidados desse período e tivemos um aumento de 6 mortes nas marginais, mostrando o que nós da sociedade civil já estávamos alertando’, afirma.
Imagem do post: Redução nas marginais: notícias são retiradas do site da CET. Foto: Fábio Miyata/Mobilize