37ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 37ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 23/04/18, às 19h00,  no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.

As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na biblioteca do nosso site.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.
Venha contribuir para uma cidade mais caminhável! Participe.

PAUTA DA 37ª REUNIÃO GERAL

37ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 23/04/2018
Hora: Das 19h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível. 

 
Imagem do convite: Metrô Sumaré. Foto: Andrew Oliveira

 

Formalização institucional da Cidadeapé – Última reunião

Estamos chegando ao final de nossa caminhada em direção à formalização institucional da Cidadeapé. Nossa última reunião será este sábado, 21/04/18, das 8:30 às 13:00, no MobiLab.

Na reunião de 7/4 discutimos bastante as estratégias da organização: os objetivos macro e as linhas de atuação, ou seja, como a Cidadeapé responde à realidade.

No próximo sábado vamos entrar na parte mais organizacional: como vamos nos estruturar, como vamos nos organizar internamente, como será a gestão da associação e nossa atuação na prática.

Venha nos ajudar a construir nossa associação!

Mais informações aqui.

Sessão 4: Planejamento Estratégico 3

Dia: Sábado, 21/04/2018
Hora: Das 8h30 às 13h00
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

Como foi o encontro anterior da Cidadeapé, em 07 de abril?

Consolidamos as linhas gerais do planejamento estratégico: o objetivo macro, seus dois eixos principais – poder público e sociedade – e as estratégias de cada um. Listamos, ainda, as linhas de ação que cada estratégia abarca. Com isso, compusemos o caminho crítico da organização.

O que esperar do próximo e último encontro, de 21 de abril?

Vamos refletir que tipo de organização precisamos para tornar realidade esse objetivo estratégico. Olharemos para aquilo que queremos manter, abandonar e construir. Por fim, desenharemos acordos organizacionais e operacionais: formalização, fundos, equipe, papeis… E, como falar de gestão é algo que toca em nossos conflitos e necessidades, vamos construir um processo de fala franca, abertura e percepção do efeito de nossas palavras e ações sobre o todo.

Tem alguma lição de casa?

Ótima pergunta! É necessário que todo mundo leia a Relatória dos três encontros anteriores. No final do arquivo tem também um jogo para ser preenchido em casa, com gabarito divulgado no encontro.

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo

Formalização institucional da Cidadeapé – Terceira reunião

O terceiro encontro de planejamento estratégico da Cidadeapé será este sábado, 7/4/2018. Vamos continuar discutindo o que pretendemos alcançar com a associação e como atingir nossos objetivos.

O segundo encontro, ocorrido em 24/3, teve como foco a VISÃO e a MISSÃO da organização e os objetivos maiores da organização. Os aspectos essenciais foram lançados e as conversas produziram subsídios para a auto-percepção da Cidadeapé como organização. 

Sessão 3: Planejamento Estratégico 2

Dia: Sábado, 07/04/2018
Hora: Das 8h30 às 13h00
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

O que aconteceu no segundo encontro da Cidadeapé, em 24 de março?

O plano era fechar os textos de missão e visão e, a partir deles, já lançar as bases do planejamento estratégico: os objetivos macro. Ao final do encontro, acabamos permanecendo na discussão dos textos de missão e visão, sem conseguir consolidar o restante. Mas os insumos para o desenho dos objetivos macro e estratégias de ação foram produzidos!

O que esperar do encontro de 07 de abril?

Vamos consolidar o planejamento estratégico, resgatando os insumos gerados no encontro anterior e investigando como eles já apontam para os objetivos macro e estratégias de ação. A ideia não é fazer um planejamento “modelo”, e sim um planejamento que de fato ajude a tomar decisões, orientar e avaliar internamente o trabalho da Cidadeapé. Assim, o que vai guiar a discussão é a necessidade concreta da organização e suas pessoas.

E depois?

Se conseguirmos fechar o planejamento estratégico – objetivos macro e estratégias de ação – neste encontro, o último encontro será inteiramente dedicado à gestão e ao arranjo organizacional. Vamos avaliar as práticas que já existem, legitimar as que consideramos boas e movimentar aquelas que nos prejudicam.

Saiba mais aqui sobre a Formalização Institucional da Cidadeapé.

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo

Formação em Auditoria Cidadã de Segurança Viária

Nos meses de abril e maio, a Cidadeapé vai promover oficinas de formação em Auditorias Cidadãs de Segurança Viária, de modo a envolver a sociedade civil na conquista de uma cidade mais segura para quem se desloca a pé e de transporte público.

Neste momento estamos em busca de organizações e coletivos parceiros de todas as regiões da cidade que queiram fazer parte das formações. Como é a mobilidade no seu bairro? É fácil ir de casa ao ponto de ônibus? Como é para atravessar a rua? Se você acha que é possível melhorar a maneira de se deslocar na sua região, mas não sabe como reivindicar junto ao poder público – a Cidadeapé quer ajudar.

O QUE SÃO AS AUDITORIAS CIDADÃS?

São oficinas destinadas a cidadãs e cidadãos interessados em melhorar a segurança no trânsito em seus bairros. Elas são promovidas gratuitamente pelos voluntários da Cidadeapé, que aplicam uma metodologia simples de avaliação das condições de segurança para pedestres e ciclistas, fazendo um exercício prático nas ruas do entorno do local da oficina. Nosso objetivo é aproximar a cidadania da discussão sobre segurança no trânsito – que geralmente é dominada por um linguajar técnico – e dar ferramentas que permitam às pessoas exigir medidas por parte do poder público.

Gostaríamos de organizar encontros em regiões mais distantes do centro de São Paulo, junto a associações locais, conselhos, coletivos etc. A atividade seria aplicada em um sábado, com duração de 3 horas, com a seguinte estrutura:

10 minutos – Apresentação das pessoas e do projeto
40 minutos – Apresentação da metodologia
90 minutos – Realização do exercício prático nas ruas do bairro
40 minutos – Apresentação dos resultados e discussão de soluções
10 minutos – Encerramento

Destacamos que é possível adaptar a programação se a organização parceira julgar necessário. A metodologia é muito fácil de usar e será uma ferramenta importante para que mais pessoas possam ajudar a identificar – e denunciar ao poder público – as dificuldades que temos como pedestres e usuários do transporte público na cidade de São Paulo!

Veja aqui uma Auditoria Cidadã que a Cidadeapé realizou, junto com o Bike Zona Sul, na Capela do Socorro em junho de 2016.

Tem interesse em receber uma das formações em Auditoria Cidadã na sua região? Entre em contato pelas nossas redes sociais ou envie um email para contato@cidadeape.org .


As Auditorias Cidadãs em Segurança Viária são parte do projeto Fortalecimento da Participação Social[*], que visa fortalecer a participação da sociedade civil nas políticas públicas sobre mobilidade a pé, de modo a alavancar mudanças reais na maneira de o governo e a sociedade entenderem o deslocamento a pé como um sistema de transporte.

O projeto é uma realização do Fundo Socioambiental CASA junto com o iCS – Instituto Clima e Sociedade e parcerias do projeto Como Anda e das organizações Corrida Amiga e Cidade Ativa, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a mobilidade a pé no Brasil, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.

Imagem do post: Av. João Goulart. Foto: Cidadeapé

“Contran adia aplicação de multas para pedestres e ciclistas”

Publicado originalmente em: IDEC – Instituto Brasileiro de Direito do Consumidor
Data: 26/03/2018

Comentário da Cidadeapé: Em outubro de 2017 o Contran publicou a Resolução 706/2017, que padroniza a aplicação de autos de infrações a pedestres e ciclistas que cometerem infrações previstas nos já incorretos e criticados artigos 254 e 255 do Código de Trânsito Brasileiro. A Cidadeapé manifestou-se imediatamente contra essa resolução e divulgou uma nota pública junto com dezenas de organizações ligadas à mobilidade ativa. Recebemos com cautela a notícia do adiamento da aplicação das multas.

Após pressão do Idec e de outras 41 organizações de todo o país, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) adiou para 1º de março de 2019 a aplicação de multas para pedestres e ciclistas que cometerem infrações de trânsito.

As punições, que estão previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), começariam a valer no final de abril deste ano. De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a resolução foi suspensa para que os órgãos de trânsito de cada local possam discutir amplamente a respeitos dos procedimentos e da viabilidade das multas.

Contudo, o Idec afirma que, mesmo previstas no CTB, as punições são injustas e ineficazes, já que esses modos de locomoção não possuem infraestruturas mínimas e são historicamente renegados pelo poder público.

Para o Instituto, além do adiamento da norma, é preciso cancelá-la. “Essa resolução vende a ideia de que a solução para a violência no trânsito urbano é penalizar suas maiores vítimas”, afirma Rafael Calabria, pesquisador em mobilidade urbana.

O pesquisador ainda complementa dizendo que qualquer discussão nesse sentido, é preciso prover acesso e segurança aos pedestres e ciclistas.

Como será?

Segundo a resolução, pedestres e ciclistas serão multados caso permaneçam ou cruzem vias por onde passam carros, como ruas, avenidas, pontes e áreas de cruzamento. Além disso, serão autuados se andarem fora das ciclovias e passarelas de passagem, por exemplo.

A punição para o pedestre será de R$ 44,19. Já para o ciclista que for flagrado em local proibido ou que estiver guiando a bicicleta de forma agressiva será multado em até R$ 130,16. Ele terá ainda a bicicleta recolhida pelos agentes de trânsito.

Imagem do post: IDEC

36ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 36ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 26/03/18, às 19h00,  no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.

As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na biblioteca do nosso site.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.
Venha contribuir para uma cidade mais caminhável! Participe.

PAUTA DA 36ª REUNIÃO GERAL

  • Boas-vindas aos novos participantes (5 minutos)
  • Informes (10 minutos)
  • Atualizações de encaminhamentos anteriores (10 minutos)
  • Projeto Fundo Casa (20 minutos)
  • Projeto Segurança Viária/Ciclocidade (15 minutos)
  • Canais de comunicação da Cidadeapé (10 minutos)
  • Câmara Temática de Mobilidade a Pé (30 minutos)

36ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 26/03/2018
Hora: Das 19h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

Formalização institucional da Cidadeapé – Segunda reunião

Depois de uma reunião muito produtiva no dia 10/3, na qual trabalhamos para reconhecer o caminho e a cultura da associação até o hoje e conectar com a responsabilidade de cada um nessa história, conseguimos começar a elaborar nossos VALORES organizacionais e iniciamos a criação da nossa VISÃO e da nossa MISSÃO.

A próxima reunião é este sábado, 24/03/18, das 8:30 às 12:30, no MobiLab.

Sessão 2: Planejamento Estratégico 1

Dia: Sábado, 24/03/2018
Hora: Das 8h30 às 12h30
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Sobre as sessões

O que aconteceu no primeiro encontro, em 10 de março?

Fizemos o primeiro “mergulho” na organização, olhando para sua história recente, seus vínculos e sua potência – e também para os obstáculos e desejos não realizados. Refletimos, ainda, sobre a forma como a Cidadeapé se constitui a partir de valores, crenças e premissas, sejam elas organizacionais ou das suas pessoas integrantes.

E o que vai acontecer no segundo encontro, em 24 de março?

Vamos consolidar a trilha construída no final do encontro anterior – visão, missão e valores – e verificar quais elementos do contexto externo são relevantes para o trabalho da Cidadeapé. Com isso, daremos início ao planejamento estratégico. Será o momento de prototipar, criar, imaginar futuros possíveis.

E depois?

Depois, pé no chão! Vamos olhar para essa co-criação, selecionar aquilo que de fato iremos abraçar e pensar que tipo de organização temos que ser para ter sucesso nisso. Fecharemos o planejamento estratégico, diretrizes de gestão e arranjo organizacional e acordos de implementação.

 

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo

Precisamos pensar a rede de semáforos para as pessoas

Modernizar a rede semafórica da cidade pode beneficiar muito a mobilidade urbana, desde que todos os modos de transporte sejam considerados na implantação do sistema

A Prefeitura lançou o Procedimento Preliminar de Manifestação de Interesse (PPMI) para a estruturação de parceria com a iniciativa privada para modernizar a rede semafórica da cidade. Vale destacar que esta estrutura de rede contempla tanto os semáforos para veículos quanto os voltados para pedestres e ciclistas.

A principal promessa que motiva a privatização do sistema é a possibilidade de usar novas tecnologias para melhorar a gestão do tráfego – como o uso de semáforos “inteligentes”, que levam em conta a demanda de veículos e ajustam seus tempos de acordo com ela. No entanto, o edital é demasiadamente vago, e não explicita o que entende por “gestão do tráfego”, apenas pede “indicação das características da rede semafórica ideal para o Município de São Paulo, incluindo estimativas de nível de custos de manutenção, nível de falhas, ganhos de eficiência”. Não fica claro a que se refere essa eficiência, porém nossa experiência nos diz que se trata predominantemente do fluxo de veículos, e sua fluidez.

Esperamos estar errados. O ideal seria que o edital especificasse os diversos elementos do sistema, explicitando o que é necessário para melhorar a qualidade da mobilidade urbana como um todo, envolvendo todos os modos de transporte – e como os semáforos podem contribuir para isso.

A Cidadeapé buscou, no edital do PPMI, exigências específicas relacionadas a potenciais aprimoramentos do sistema que pudessem melhorar a circulação de pedestres e aumentar sua segurança – como minimizar o tempo de espera e aumentar o de travessia para os deslocamentos a pé. Infelizmente não encontramos nada, apesar de o pedestre ser elemento fundamental da mobilidade urbana, e  andar a pé é forma mais praticada de locomoção. Há menções à melhoria da segurança e a acessibilidade na apresentação do projeto – mas o termo de referência não indica como chegar a isso.

Histórica e atualmente, os veículos motorizados tiveram prioridade na cidade de São Paulo e no planejamento do trânsito. Somente os veículos são considerados para a decisão sobre os tempos semafóricos, enquanto que o fluxo de pedestres é desconhecido (não são feitas contagens ou pesquisas), e portanto não é incluído nas tomadas de decisão.

Esta poderia ser uma oportunidade para mudar isso. Assim, indicamos aqui os principais problemas dos pedestres no que concerne aos semáforos – e o que seria necessário fazer para lidar com eles.

 

Problemas dos pedestres nas travessias semaforizadas

  1. Perda na prioridade na conversão com foco para pedestre – Na conversão, a preferência é do pedestre (CTB, Art. 36) mas, paradoxalmente, o foco dedicado ao pedestre tira essa preferência. Um ciclo de 3 estágios significa que o sinal abre para um fluxo de veículos, depois abre para outro fluxo de veículos, e só depois abre para os pedestres. A justificativa da segurança na verdade traz sérios prejuízos para os pedestres, pois gera grande tempo de espera e pouco tempo de travessia. O ciclo de 3 estágios é, ao contrário do que se pensa, muito mais inseguro, induzindo as pessoas a atravessarem no vermelho (67% das mortes nos cruzamentos). Há situações ainda piores, em que os pedestres sequer conseguem atravessar num sentido, sem esperar 2 longuíssimas sequências. Muitos cruzamentos deixam de ter travessias nas continuidades das calçadas apenas para assegurar todo o tempo aos veículos.
  2. Cálculo do tempo de travessia – Para cálculo do tempo de travessia  adota-se a canhestra técnica de utilizar o “tempo médio” de travessia da via por uma única pessoa. Os padrões utilizados para fixação desse “tempo médio”, no entanto, nem mesmo foram calculados por um órgão técnico brasileiro. São utilizados índices aferidos para populações de outros países (com diferente padrão de altura, faixa etária média, número de pessoas com deficiência na população, etc). Só como um exemplo, umas das poucas pesquisas acadêmicas sobre travessias indica que “97,8% dos idosos da cidade de São Paulo não conseguem caminhar a 4,3 km/h, velocidade exigida pelo padrão apresentado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP) para os semáforos da cidade”. Além disso, se em uma rua há um fluxo muito grande de pedestres e, enquanto aguardam o sinal abrir, eles formam “pelotões” para atravessar, o cálculo do tempo semafórico apenas leva em conta o tempo necessário para a primeira fileira atravessar.
  3. Botoeira – O botão que faz o pedestre “pedir licença” para atravessar. Não há padronização do seu funcionamento: ou não interferem nos ciclos semafóricos ou demoram para dar o tempo aos pedestres ou o botão simplesmente não funciona.
  4. Vermelho piscante – As atuais normas do Manual de Sinalização Semafórica do Denatran impuseram uma prática que já tem se mostrada totalmente inapropriada ao definir poucos segundos de verde e o restante do tempo de travessia em vermelho piscante, de forma a reduzir ainda mais o tempo de travessia. As pessoas se sentem pressionadas e frustradas ao atravessar, e precisam correr pela rua – ao invés de simplesmente atravessar com dignidade e conforto.

O que deveria ser feito, obedecendo ao preconizado no CTB (Lei Federal 9.503/1997), na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012) e no PlanMob de São Paulo (Decreto Municipal 56.834/2016), seria priorizar o pedestre. Para isso é preciso:

  1.  Passar a contabilizar o número de pessoas usando as vias,
  2.  Considerar o fluxo de pessoas a pé nas travessias,
  3. Conhecer melhor os tempos necessários para atravessar e
  4. Entender as necessidades de todos os pedestres, não apenas da “média”. Pessoas com dificuldade de locomoção, pessoas empurrando carrinhos de bebê, carregando compras, puxando malas, dando as mãos a crianças, de muleta, com o pé machucado, etc.

Todos devem ser capazes de atravessar as ruas com segurança, tranquilidade e dignidade.

 

Sugestões da Cidadeapé

  1. O futuro sistema semafórico todo deve ser de 2 estágios, com pedestres atravessando com prioridade e tendo o mesmo tempo (espera e travessia) que os veículos na mesma direção, respeitando o pedestre na conversão (esta era a prática até início dos anos 2000, e que ainda se observa em muitos semáforos da cidade e também em New York – vide Boletim Técnico 52 da CET).
  2. A modernização da rede semafórica deve considerar rever os cálculos do tempo de travessia considerando as diferentes demandas dos fluxos a pé – em locais com maior fluxo, o tempo deve ser maior.
  3. O futuro sistema semafórico deve prever sinalização visual e sonora automática (sem botões) em todos os semáforos (a tecnologia está disponível), não só tornando a cidade com acessibilidade universal, mas também mais segura para os pedestres em suas travessias.
  4. Maior proteção ao pedestre agregado aos novos sistemas sistemas semafóricos, com travessias nas continuação de todas as calçadas do cruzamento, com boa iluminação das faixas de travessia com configuração longitudinal, sinalização vertical adequada e câmeras múltiplas, cobrindo inclusive os pontos de ônibus.
  5. Durante a instalação do novo sistema, planejar a instalação e adequação dos postes: verificar se não há postes em excesso nas esquinas e se seu posicionamento obedece à norma e não atrapalha o percurso de quem utiliza as faixas de travessia. Comumente verificamos postes de sinalização da CET extremamente mal posicionados. Há vários locais em que o foco de pedestres está localizado no centro das rampas de acessibilidade, causando transtorno para sua utilização pelas pessoas com deficiência. Há outros locais em que chegamos a contar com até 4 postes da CET na esquina, atrapalhando o fluxo de pessoas. Observamos que em vários casos um único poste cumpriria a mesma função, desde que haja projeto e planejamento adequados.
  6. Os novos semáforos devem ter sincronização com o sistema de transporte público coletivo (aproximação com controle de velocidade e aceleração), com substancial ganho no tempo das viagens.

 

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Sobre o edital para a rede semafórica

Mais sobre semáforos e travessias no site da Cidadeapé

 

Licitação do transporte público e mobilidade a pé

Cidadeapé contribui com sugestões para o edital de licitação do transporte coletivo em São Paulo ressaltando a importância da mobilidade a pé para quem anda de ônibus

A Cidadepé enviou contribuições para a consulta pública da licitação de ônibus de São Paulo, que acabou em 5 de março, ressaltando a importância de planejar melhor o acesso dos usuários a pé ao sistema municipal de ônibus e, em especial, garantir a acessibilidade nas baldeações. A Cidadeapé colaborou com o edital em parceria com outras entidades, como o Idec, a Cidade dos Sonhos, a Ciclocidade, o ITDP e o Greenpeace.

Segundo a análise da associação, o edital traz avanços para o sistema de ônibus da cidade, mas, como de hábito, as condições de acesso  ao sistema para quem anda a pé são esquecidas. As contribuições da Cidadeapé ressaltaram a importância de pensar o sistema de transporte público como uma rede conectada a outras redes, notadamente à de mobilidade a pé. Destacamos  a importância das calçadas, da localização das travessias, acessibilidade, informação ao usuário e localização dos pontos para a eficiência do deslocamento, o conforto do usuário e a atratividade de mais pessoas ao sistema. Além disso, junto com a Ciclocidade, foi evidenciada a importância de a SPTrans exigir treinamentos que ajudem a melhorar a relação de motoristas e cobradores com pedestres e ciclistas, assim como  obrigar as empresas a terem políticas de prevenção de acidentes e atropelamentos. (Estamos realizando uma pesquisa sobre a convivência entre esses diversos atores do trânsito).

É importante destacar que nenhum usuário se locomove de ônibus sem a necessidade de se deslocar a pé em algum momento. “Ninguém brota no ponto de ônibus” – é o que costumamos lembrar. Por isso, a infraestrutura por onde esses caminhos a pé são realizados deveria ser considerada parte do sistema municipal de transporte público coletivo. Por exemplo, a CET decide a localização dos pontos de ônibus, e muitas vezes acaba colocando-os muito distantes dos locais de baldeação ou integração (por exemplo, corredor perpendicular,  estação de Metrô ou da CPTM), ou longe das faixas de pedestres, obrigando usuários a caminhar distâncias maiores para trocar de condução. É importante que o planejamento da rede leve em conta as necessidades de quem anda a pé e, principalmente, reconheça a diversidade entre os pedestres. O sistema deve ser acessível e confortável a homens e mulheres, de todas as idades, independente de sua condição física.

Com a mudança da distribuição das linhas (a proposta de “nova rede”) que, segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (SMT), deve ampliar em 4% as baldeações, a preocupação com os deslocamentos a pé se torna ainda mais necessária. Entendemos que não se pode promover mudanças que aumentem as baldeações sem instalar infraestrutura que garanta a acessibilidade dos caminhos entre os pontos de ônibus e a implantação de sinalização com informações aos usuários. Ressaltamos com a Secretaria que é urgente que sejam divulgados:

  • os estudos que embasam a proposta da nova rede;
  • cronograma de alteração das linhas;
  • cronograma de adaptações físicas a serem realizadas ANTES das alterações;
  • protocolo de participação e comunicação com as populações dos bairros ANTES das alterações.

A  Cidadeapé continuará  acompanhando o processo de licitação da cidade e principalmente a discussão das mudanças de linhas, dando sugestões e debatendo as necessidades de quem anda a pé e se desloca pelo sistema junto à SPTrans. Estamos aproveitando todos os espaços de participação social –  como o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito – CMTT e a Câmara Temática de Mobilidade a Pé – para exigir que a Prefeitura promova processos participativos e transparentes de consulta sobre as mudanças nas linhas. Se a sua região está se organizando para contestar as mudanças ou tirar dúvidas sobre elas, entre em contato conosco.

Conheça abaixo as principais sugestões feitas pela Cidadeapé.

Planejamento para quem anda a pé

  • A licitação traz diretrizes para as obrigações da SPTrans em vários pontos, mas não menciona questões sobre o planejamento das áreas de embarque e desembarque, calçadas, travessias e localização dos pontos.
  • Os temas de caminhabilidade e acessibilidade estão dispersos no edital, o que dificulta o usuário  avaliar e contribuir.

Acessibilidade

  • As normas de acessibilidade existentes hoje já estão defasadas com relação às tecnologias existentes. Ainda que as normas existentes estejam sendo cumpridas, a Prefeitura poderia ter dado um passo adiante, contemplado novas tecnologias, por exemplo alterando a medida do espaço para cadeira dentro do ônibus contemplando os diferentes tipos de cadeiras motorizadas.
  • Outro avanço que a Prefeitura pode implantar é ampliar a disponibilidade de espaço para cadeiras de rodas na frota para 2 lugares.
  • Falta detalhamento sobre sinalização acessível (sonora, tátil e visual) dentro dos veículos. O ideal é também adotar o padrão dos trilhos, em que todas as paradas são sinalizadas sonoramente, e antecipadamente – um anúncio de qual é o próximo ponto.

Informação ao usuário

  • Junto com o Idec, a Cidadeapé mandou sugestões para ampliar a disponibilidade de informações ao usuário dentro do ônibus e apontou a importância de se melhorar a informação nos pontos, embora esta última esteja ligada a outra concessão já realizada.
  • O edital detalhou algumas das informações sonoras e eletrônicas que estarão presente dentro dos ônibus, e as entidades propuseram algumas melhorias nestas informações, além da ampliação de informações estáticas e permanentes que são de fundamental importância (ou seja, os painéis de informações no interior e exterior dos ônibus e nas paradas).

Treinamento dos motoristas

  • Junto com o Ciclocidade, a Cidadeapé mandou sugestões para melhorar o detalhamento sobre o treinamento de segurança dos motoristas. No conteúdo são de especial importância as questões de gênero, assédio e de segurança na relação com ciclistas e pedestres.
  • Além da contribuição, as entidades têm trabalhado em outras iniciativas para melhorar a qualidade destes treinamentos.

A Cidadeapé vem contribuindo com sugestões para a licitação do transporte público em São Paulo desde 2015. Veja aqui o que já propusemos neste tema.

Imagem do post: Rua Teodoro Sampaio. Idosos e pessoas com problemas de saúde não dispõem de abrigo e nem assentos em ponto de ônibus. Foto: Jornal Cidade Sem Barreiras

Reunião de planejamento: “Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres”

São Paulo registrou altos índices de mortalidade de ciclistas e pedestres em 2017. De acordo com dados da CET, pedestres passaram a ser as maiores vítimas do trânsito, enquanto o número de ciclistas mortos subiu entre 23% e 48% a depender da fonte (CET ou Infosiga). O que fazer para frear os retrocessos nas políticas de segurança de trânsito e fazer a cidade #Desacelerar?

A Cidadeapé  e a Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo  convidam você para um encontro de planejamento sobre quais serão as prioridades da coalizão pela mobilidade ativa para este ano.

O que há no cenário para 2018? Quais são os grandes temas no horizonte? Quem são os principais atores e agentes de mudança? Onde concentraremos nossas forças e com quem podemos contar para buscar mudanças reais?

O encontro será dividido em dois momentos. Pela manhã, faremos uma sessão de compartilhamento de conhecimentos, que contará com parceiras e parceiros das duas associações. Dentre os temas a serem abordados, estão uma abordagem plural sobre mortos e feridos (ciclistas e pedestres) no trânsito; análise de mídia sobre as principais mensagens que estão circulando; panorama geral sobre legislação para mobilidade ativa e mapeamento do legislativo municipal; revisão da Lei de Zoneamento e a importância das Operações Urbanas. À tarde, faremos uma leitura coletiva de cenário, ameaças e oportunidades.

Não é preciso confirmar presença, mas nos ajuda a planejar o encontro ter uma ideia de quantas pessoas virão. Envie um email para contato@ciclocidade.org.br.

Compareça! Ajude-nos a construir de forma conjunta nossa forma de atuação!

Reunião de planejamento
“Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres”

Dia: Sábado, 17/03/2018
Hora: Das 9h30 às 17h00
Local: Sede do Greenpeace
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 352 – Pinheiros
Como chegar: Entre a Rua Teodoro Sampaio e a Rua Arthur de Azevedo. Estação Fradique Coutinho do Metrô. Bicicletário no local.