A primeira reunião da Associação que se propõe a lutar pela andabilidade em São Paulo aconteceu na segunda-feira, 6/4/15, com a presença de 27 pessoas. Realizada SESC Consolação, contou com um grupo diverso e muito animado com uma causa comum: andar na cidade, com qualidade e sem obstáculos.
O foco do encontro foi a apresentação de cada participante e dos idealizadores da Associação, que expuseram suas expectativas e ambições. Logo ficou claro que precisamos definir com mais precisão a que viemos e o que pretendemos fazer. As primeiras sugestões foram:
Elaborar metas para a melhoria da qualidade da mobilidade a pé em São Paulo
Escolher focos de atuação precisos
Ter diretrizes claras para agir
Garantir uma rede de voluntários para atuar na associação
Entre as ideias de metas que surgiram, podemos destacar:
Mobilidade a pé como prioridade absoluta em todo projeto urbanístico
100% dos passeios públicos regulares
Taxa zero de acidentes com pedestres
Faixas de pedestre em todos os cruzamentos da cidade
Tempo urbano estabelecido em função do deslocamento a pé
No mês de abril nosso foco será discutir essas questões com os associados e interessados de modo que possamos chegar a um plano de diretrizes, metas e ações mais elaborado até a nossa próxima reunião, que acontecerá na primeira segunda-feira de maio.
2a Reunião Geral da Associação Dia: Segunda-feira, 4/5/15 Hora: Das 19h às 21h Local: A definir
Publicado originalmente em: Mobilize Brasil Autor: Marcos de Sousa Data: 12/04/2015
Redução da velocidade do tráfego, reconstrução de calçadas nos eixos de circulação de pedestres, melhorias na sinalização para pedestres e ciclistas, ampliação da rede cicloviária e aperfeiçoamentos nos sistemas de bicicletas públicas são algumas de dezenas de sugestões apresentadas nos encontros realizados neste sábado (11/04/15) durante as discussões do PlanMob, o plano diretor de mobilidade urbana de São Paulo, que entra agora em sua fase final.
Os trabalhos, que reuniram centenas de pessoas, foram divididos em vários eixos temáticos – mobilidade a pé, ciclistas, idosos, pessoas com deficiência, saúde, e grupos específicos para organizações da sociedade civil, estudantes, trabalhadores etc. – de forma a organizar a discussão.
No grupo de Mobilidade a Pé, uma das primeiras sugestões foi a mudança do nome da secretaria de transportes para Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, além da criação de uma Diretoria de Mobilidade a Pé, “diretoria com poder real e dinheiro para desenvolver os projetos voltados para o pedestre”, enfatizaram os participantes.
Calçadas, sinalização e toda a infraestrutura para conforto de pedestres (e ciclistas) também foram considerados assuntos prioritários para o desenvolvimento da mobilidade na capital paulista.
Os integrantes do grupo de Mobilidade a Pé sugeriram a realização de pesquisas periódicas (a cada cinco anos) para detectar os locais estratégicos de passagem de pedestres, as características dessas pessoas, a velocidade de caminhada e também os tempos ideais para abertura dos semáforos. Explica-se: ainda hoje os projetistas do tráfego utilizam métricas de outros países para calcular larguras de faixas de pedestres, tempos de semáforos etc., mas, como se sabe, brasileiros não caminham na mesma velocidade de holandeses, alemães ou dinamarqueses. As mesmas pesquisas poderão detectar as condições das calçadas e da sinalização urbana, de forma a orientar as futuras intervenções da prefeitura.
Debates no grupo que abordou o tema da Mobilidade a Pé. Foto: Du Dias
Os participantes reiteraram a necessidade de que a prefeitura dê sequência ao Plano Emergencial de Calçadas (2008) para intervir diretamente na renovação das calçadas em locais de grande circulação de pedestres, no centro da cidade e nos centros de bairros.
Para o financiamento das obras, além do investimento público, sugeriu-se o investimento privado dos edifícios grandes geradores de tráfego e das empresas de serviços que utilizam o subsolo das calçadas, como as concessionárias de energia, gás, comunicações e saneamento. Mais ainda, sugeriu-se que uma fatia maior dos recursos recolhidos com multas de trânsito seja aplicado na mobilidade a pé.
Comunicação e educação foram pontos de destaque em praticamente todos os grupos de discussão. Há um consenso sobre a necessidade de campanhas de educação voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, de forma a melhorar o convívio nas ruas e reduzir o número de acidentes. Devem ser campanhas permanentes – insistiram os participantes -, em rádio, tv, internet, jornais e outros modos de difusão, além de programas de formação em escolas, empresas, repartições públicas e outras organizações da sociedade.
Velocidade máxima: 50 km/h
O grupo de ciclistas sugeriu a imediata redução da velocidade do tráfego em todas as vias da cidade, fixando um teto de 50 km/h nas vias expressas. As demais vias teriam limites de 40, 30 e até 20 km/h, nas proximidades de escolas, centros médicos e outros pontos de grande circulação de pedestres e ciclistas. Outros pontos pontos importantes das discussões sobre bicicletas envolvem também o pedestre: os ativistas pedem a garantia de acessibilidade em todas as pontes e viadutos da cidade; e sugerem que a prefeitura evite “roubar” espaço das calçadas para implantar as novas ciclovias.
No documento apresentado pela Câmara Temática Bicicleta,que dialoga com a prefeitura, os ciclistas sugeriram algumas diretrizes urbanísticas para a Rede Cicloviária Estrutural, que pode chegar a quase 1.500 km, segundo a nova proposta da prefeitura:
Conectividade;
Ligações perimetrais e radiais;
Linearidade (rotas mais curtas);
Intermodalidade (conexão com outros sistemas de transporte);
Hierarquização das ciclovias segundo a mesma hierarquia do sistema viário geral.
Os cicloativistas insistiram ainda nos seguintes pontos:
melhoria da qualidade nas ciclofaixas e ciclovias implantadas na cidade. Um exemplo é evitar a sobreposição das ciclofaixas às sarjetas de drenagem pluvial;
priorizar rotas com menor inclinação;
implantar sistemas de sinalização semafórica, horizontal e vertical;
desenvolver um programa de manurenção permanente para o sistema cicloviário da cidade.
Por fim, o documento dos cicloativistas estimula a prefeitura a ampliar o sistema de bicicletas compartilhadas e estendê-lo à toda a cidade, porém com maior garantia de qualidade e confiabilidade para os usuários.
Ao final do encontro, os representantes da prefeitura informaram que outras sugestões ao PlanMob poderão ser enviadas por meio eletrônico até dia 17 de abril através do link http://smtplanmob.prefeitura.sp.gov.br/.
Publicado originalmente em: Portal Aprendiz Autor: da Redação Data: 25/03/2015
A mobilidade a pé é a mais usada na cidade e a única que se liga com todos os outros modais: ônibus, metrô, trem, bicicleta e carro. Com isso em foco, o SampaPé está organizando um Debate Temático para a construção do Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo, o PlanMob-SP/2015.
O evento partirá do pré-documento (disponível aqui), elaborado pelo Grupo de Estudos de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP, que criou uma série de diretrizes para discussão da vida pedestre na cidade. Entre elas, está garantir equipamentos, vias acessíveis para pessoas com deficiência, sinalização e mobiliário urbana, alargamento e conserto das calçadas, estabelecimento de vias peatonais, elaboração e disponibilização de rotas e fechamento de vias da cidade para carros aos fins de semana.
No evento, haverá uma apresentação do documento, uma atividade de co-criação criativa e a participação do grupo temático da pessoa com deficiência. A atividade é aberta à todos interessados e terá transmissão online. Para maiores informações, acesse o evento do Facebook e o site do PlanMob.
Mobilidade a Pé: Debates Temáticos para a construção do PlanMob-SP/2015
Data:Sábado, 11/04/15 Hora: Das 9h às 13h Local: Uninove, AUditório no 1o andar Endereço: Rua Vergueiro, 235 Como chegar: Metrô Vergueiro
Há muito tempo São Paulo sofre com a falta de calçadas com qualidade, porém a conquista de ciclovias na cidade acabou gerando uma discussão mais ampla sobre a mobilidade ativa.
“Somos muitos os que se deslocam a pé na cidade, existem várias ações individuais na cidade, mas não tínhamos uma organização que nos representasse.” – conta a tradutora Joana Canedo, uma das idealizadoras do projeto: ” Por que os ciclistas conseguiram as ciclovias? Porque se organizaram e participaram das audiências e reuniões referentes a mobilidade urbana. Então criamos essa associação e queremos fortalecê-la com o tempo para termos voz e lutarmos por mais acessiblidade” – completa.
E a luta não é somente por calçadas. Tempo de travessia, mais faixas para pedestres, entre outros estão na pauta da associação: “O tempo de travessia nas faixas de pedestres por exemplo é calculado pra quem não tem nenhum tipo de mobilidade reduzida. Queremos pensar a cidade pra que QUALQUER PESSOA consiga chegar do ponto A ao B sem obstáculos no caminho” – explica Joana.
A produtora cultural Silvia Albertini, nascida em Milão, mora em São Paulo há 8 anos e sempre se deslocou a pé, por bicicleta ou transporte público. Depois do nascimento de sua primeira filha em 2013, percebendo a dificuldade em circular com o carrinho de bebê, criou a página Calçada Livre no facebook. “Eu acabo pegando o metrô e indo andar na av. Paulista, porque é onde eu consigo passear com minha filha – afirma Silvia.
Para estimular a caminhada e um contato mais próximo com a cidade , também surgiu oSampapé, promove passeios culturais a pé pela cidade.
Calçada nunca teve importância no planejamento urbano
Segundo a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, a cidade não é assim por falta de planejamento. “Ela é assim porque foi governada por uma política urbana que priorizou dois elementos basicamente: a cidade como um lugar para fazer negócios -pra gerar renda, emprego, riqueza – e a ideia do privado como elemento estruturador e não público.” – conta Raquel na conversa “Cultura e Espaço Público” – promovida pelo Coletivo A Batata precisa de você, no largo da Batata. E conclui: “O espaco público é basicamente um lugar para ligar pontos privados, é um lugar para circular mercadorias e pessoas. A rua é um lugar pra carros , a calçada é a mínima possível. Por exemplo: a (av. Luiz Carlos) Berrini tem uma calçada em alguns lugares de 60 cm, ou seja, não tem menor importância a calcada , é um lugar para o carro acessar uma torre, um estacionamento e acontecer tudo dentro de um espaço fechado.”
Por isso a arquiteta ressalta a importância política e na política urbana da cidade de movimentos que estão defendendo a valorização do espaço público.
Segundo pesquisa Origem Destino realizada pelo metrô, cerca de 30% da população se desloca exclusivamente a pé. Isso não inclui pessoas que caminham na hora do almoço nem as que estão caminhando para pegar o ônibus, por exemplo.
O fato é alem dos 30%, o resto da população faz alguma parte do caminho a pé, seja até pra pegar o carro no estacionamento. No fim somos todos pedestres.
Calçadas são de responsabilidade privada
Como as calçadas são de responsabilidade dos proprietários dos terrenos, é mais difícil criar meios para que sejam padronizadas. Apesar da prefeitura disponibilizar uma cartilhacom instruções e especificações das mesmas, na prática não é o que se vê.
Na cartilha as calçadas foram divididas em 3 faixas: faixa de serviço– destinada a colocação de árvores, postes de sinalização e mobiliário urbano, faixa livre – que deve ter 1,20cm e faixa de acesso – que é de apoio a propriedade. Mas é difícil encontrar uma calçada que seja adequada a esses pré-requisitos.
Nessa nova calçada ( foto abaixo), readequada depois da reurbanização da Faria Lima, além do piso liso, há espaço para postes e árvores, e as mesas do bar da esquina não atrapalham a circulação de pedestres. Mas no entorno próximo, já voltam a ser estreitas e impossíveis de andar.
“Um dos pontos que queremos levantar também são as fontes de investimentos para calçadas. Muito deve ser público, da mesma maneira que a prefeitura é responsável pelo leito carroçavel, por que não seria pelo leito ‘andável’?” – justifica Joana, que questiona as contrapartidas das obras viárias da cidade. ” Ao invés de construirmos túneis, poderíamos ter mais investimentos nas calçadas”. – completa.
Mas pensando nas novas diretrizes da cidade que agora prioriza pedestres, ciclistas e transporte público, está mais do que na hora de criarmos esses movimentos e mostramos essa demanda. Quem sabe algum dia conseguimos a cidade ideal.
Imagem do post: Travessia no Centro de SP. Foto: Rachel Schein
Para construir o PlanMob de São Paulo colaborativamente haverá uma sala temática de Mobilidade a Pé na “Frente de Debates Temáticos para a construção do PlanMob-SP/2015”.
A presença de todos os andarilhos da cidade é essencial para construir diretrizes para transformar São Paulo em uma cidade mais caminhável nos próximos 15 anos.
Haverá transmissão online para aqueles que não puderem comparecer – disponibilizaremos o link no dia.
Frente de debates temáticos para a construção do PlanMob-SP
Dia: Sábado, 11/4/15 Hora: Das 9h às 12h Local: Uninove Vergueiro – Auditório do 1o andar Endereço: Rua Vergueiro, 235 Como chegar: Metrô Vergueiro
Apesar de ser o modo de deslocamento mais utilizado pelos paulistanos, o modo a pé é pouquíssimo discutido ou considerado nas políticas públicas da cidade. Chegou a hora dos pedestres ganharem uma voz e lutarem por seus direitos de mobilidade
O último mês está sendo marcado pelas discussões do Plano de Mobilidade para a cidade de São Paulo. Discussões importantes para criarem-se diretrizes sobre como melhorar nossa circulação pelo espaço urbano para os próximos 15 anos.
O modo a pé é o mais utilizado pelos paulistanos. Cerca de 30% das viagens realizadas em São Paulo são feitas exclusivamente a pé. Ou seja, esse número não inclui o trajeto até o ponto de ônibus ou a estação de trem, nem as caminhadas na hora do almoço, por exemplo. Apenas deslocamentos com mais de 500 m ou considerados “da origem ao destino”, de casa para o trabalho ou escola. (Fonte: Pesquisa OD do Metrô – 2012).
Ainda assim, o modo a pé sempre foi pouquíssimo considerado nas políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana — vide os estado catastrófico das calçadas da cidade e a dificuldade para se atravessar uma rua. Por isso um grupo de organizações paulistanas elaborou na semana passada um roteiro com sugestões e recomendações para o modo a pé: “Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé”
Com esse documento ficou evidente que não existia, até hoje, uma associação em que qualquer cidadão pudesse ser parte integrante e atuante, apoiando políticas públicas pensadas para os pedestres e contribuindo de fato com ações e propostas voltadas para a mobilidade a pé.
Surge neste contexto a associação que pretende juntar muitos caminhantes por suas causas comuns. Pensada por pessoas já atuantes na questão da mobilidade urbana – em organizações como SampaPé!, Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade, Mobilidade Pinheiros e Rede Nossa São Paulo – e que já advogavam pelos que andam por nossas calçadas e ruas.
Entendemos ser urgente que todos aqueles que se deslocam a pé pela cidade tenham representatividade e oportunidade de participação social e política. Entre nós estão incluídos cadeirantes, bebês em seus carrinhos, idosos, mulheres, homens, jovens e crianças, enfim pessoas que se movem por São Paulo sem outro meio de transporte além de seus pés – ou, na impossibilidade de usá-los, com cadeiras ou outros.
A primeira reunião, aberta a todos os que querem andar pela cidade, será realizada no dia 6 de abril, segunda-feira, às 19h no Centro Cultural São Paulo.
Assim nasce a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo.
Você anda a pé pela cidade? Então você é um de nós!
Você também pode fazer parte dessa associação, que é de todos, pois todos, em algum momento, somos pedestres.
Associe-se
Enquanto associado você está dando peso à representatividade dos pedestres na cidade. Quanto mais associados tivermos, mais força teremos para defender nossos direitos e interesses. A associação é aberta a todos os que acreditam no modo a pé como meio de deslocamento na cidade. Associe-se preenchendo o formulário.
Publicado originalmente em: Mobilize Brasil Autor: Marcos de Sousa Data: 16/03/2015
Entidades da sociedade civil, entre elas o Mobilize Brasil, prepararam documento com sugestões e recomendações para melhorar o Plano Diretor de Mobilidade Urbana da cidade de São Paulo. O trabalho foi entregue hoje (16) ao secretário Municipal de Transportes Jilmar Tatto.
A iniciativa é da ativista Letícia Sabino, que colheu sugestões de várias organizações que trabalham para melhorar a mobilidade do pedestre como forma de aperfeiçoar o Plano de Mobilidade 2015 em gestação pela Prefeitura de São Paulo.
O trabalho foi iniciado dentro do GT de Mobilidade a Pé da ANTP após a constatação de que as propostas para o Plano de São Paulo pouco atendiam às necessidades de milhões de pessoas que transitam a pé ou em cadeiras de rodas na capital paulistana.
Assim, melhorias nas calçadas, instalação de bancos, árvores, iluminação e lixeiras, além de sinalização adequadas estão incluídas na proposta entregue ao secretário, com o objetivo de estimular as viagens a pé nas calçadas da cidade. O artigo 9º sugere textualmente:
Art 9 – Definir uma política pública para a melhoria das calçadas considerando as particularidades de cada área da cidade, priorizando áreas de grande fluxo de pedestres e de maior risco. Levando em conta políticas públicas e as diferentes fontes de investimento, tais como:
§ 1. Investimento público;
§ 2. Investimento das concessionárias de serviços que utilizam as calçadas (como energia, gás, telecomunicações e saneamento);
§ 3. Investimento de grandes empreendimentos geradores de tráfego;
§ 4. Investimento privado.
Entre várias outras sugestões, o documento sugere a participação cidadã nos projetos que envolvam melhorias e alterações na sinalização voltada a pedestres, ciclistas e usuários do transporte público.
O texto também propõe a criação de diretorias específicas de mobilidade a pé na CET e na SPTrans, além da transformação da Secretaria de Transportes em Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.
Assinam as organizações: Acupuntura Urbana | Cidade para as Pessoas | Cidade Humana | Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP | Corrida Amiga | Desenhe Sua Faixa | GreenPeace | Instituto Mobilidade Verde | ITDP Brasil | Minha Sampa | Movimento 90º | Mobilize Brasil | MUDA práticas culturais e educativas | Pé de Igualdade | SampaPé! | SP Negócios | SP para o Pedestre