“Associação pela Mobilidade a Pé realiza caminhada lúdica no Dia do Pedestre”

Publicado originalmente em: ANTP, Mova-se
Reportagem:
Data: 11/08/2015

Em comemoração ao Dia do Pedestre, a Cidadeapé, Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, levou cidadãos para uma caminhada lúdica por ruas emblemáticas do centro da capital.

A proposta da atividade “Namore a cidade” era avaliar os pontos positivos e negativos do percurso, em uma referência a um aplicativo de relacionamentos.

O descolamento a pé é o primeiro modo de mobilidade. Uma pesquisa do Metrô de São Paulo revelou que quase metade das viagens são feitas a pé.

A organização e mobilização dos pedestres em grupos e associações pode contribuir para a melhoria das condições de caminhabilidade das cidades.

O secretário municipal adjunto da Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Tuca Munhoz, esteve no evento e falou ao Canal Mova-se. Entrevistamos também Ana Carolina Nunes, da associação Cidade a Pé, Meli Malatesta, arquiteta, urbanista, presidente da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade a Pé da ANTP e autora do Blog “Pé de Igualdade”.

Assista ao filme:

Imagem do post: Grupo na Praça Don José Gaspar. Foto: Mova-se

“Hoje é dia do pedestre. Ops, da pessoa que anda!”

Publicado originalmente em: Caminhadas Urbanas, Estadão
Autor:  Mauro Calliari
Data: 08/08/2015

8 de agosto, dia do pedestre.

Hoje é um bom dia para pensar em todo mundo que anda a pé pela cidade. Olhe ao redor, tem um monte de gente por aí. Em S.Paulo, 30% das coisas que as pessoas fazem num dia, fazem a pé. Entretanto, no momento em que os paulistanos parecem estar buscando avidamente a retomada de seus espaços públicos, há pouco o comemorar:

Em primeiro lugar, há gente demais que morre ou se acidenta andando a pé. Foram mais de quinhentas pessoas atropeladas no ano passado*, na faixa, fora da faixa, na calçada, por carros, ônibus, motos e até duas por bicicletas. Normalmente, esse tipo de acidente não causa comoção nenhuma. As rádios que cobrem o trânsito tratam isso como “acidente com vítima” ou “atropelamento” e passam a preocupar-se com o número de quilômetros de congestionamento que tal morte provocou. Além disso, os acidentes nas calçadas revelam os buracos e falhas do piso: quase a metade dos atendimentos de ortopedia do Hospital das Clínicas está ligado a quedas nas calçadas.

Em segundo lugar, nossa cultura ainda é a de menosprezar quem anda a pé. “Quem anda a pé não tem dinheiro para comprar carro”. “Quem anda a pé que espere a sua vez de atravessar”. “Quem anda a pé não deu certo na vida”. Basta ver uma das definições de pedestre no dicionário: “sem brilho, rústico, modesto”.

Um dia como hoje é um bom momento para ajudar a mudar isso. Para começar, vamos lembrar de que andar é muitas vezes uma escolha pessoal, mais saudável, mais agradável, mais ligada à cidade e, no mínimo, menos poluente.

Depois, quando estivermos na posição de motoristas, vamos sair de casa mais cedo para não ter nenhuma vontade de correr, atravessar sinal no amarelo, entrar na faixa de pedestre.

E, para terminar, vamos traduzir as estatísticas em coisas concretas: não foi um pedestre que foi atropelado ontem. Foi alguém com nome, profissão, parentes, amigos, gostos, uma vida a ser vivida. Uma pessoa, como eu ou você.

 

*Para saber mais sobre os acidentes em S.Paulo, http://www.cetsp.com.br/media/412276/3relatoriofatais2014.pdf

Imagem do post: Mauro Calliari

Álbum de fotos: Namore sua Cidade

Algumas imagens revelando nossa celebração do Dia do Pedestre 2015.

Foto: Fábio Pittas

“Dia 8 é o Dia do Pedestre. E não há nada a comemorar”

Publicado originalmente em: Pé de Igualdade, portal Mobilize
Autor:  Meli Malatesta
Data: 17/08/2015

Dia 8 de agosto foi definido para ser o DIA DO PEDESTRE, muito embora, como acontece com as mães, todo dia é dia de ser pedestre.  Segundo  consta, a data surgiu em função da famosa foto dos Beatles atravessando uma faixa de pedestres para ser capa de um de seus mitológicos LPs.  Mas poderia ser outra data, como por exemplo, o dia em que o genial  Adoniran Barbosa compôs ou gravou a belíssima  Iracema,  a melhor crônica já feita de um atropelamento paulistano …

Mas melhor do que chamar a atenção para o atropelamento, o acidente que mais fataliza a população brasileira,  vale a pena  destacar o PEDESTRE como aquele cara que fica com o “fim da festa” ao se dividir o espaço público  e o tempo de direito de uso destes espaços nas nossas cidades . Mesmo assim  é um corajoso, campeão de presença, já que as viagens cotidianas feitas exclusivamente a pé correspondem quase à metade (40%) do total das viagens diárias feitas em ambientes urbanos precários, que submetem seus heróis ao estresse  e ao medo.

Assim ainda não há ainda o que comemorar, mas sim chamar a atenção de toda a sociedade para a importância da mais primordial  e importante forma  de deslocamento e assim cobrar, de si mesma e do poder público,  posturas e obrigações que permitam proporcionar à Mobilidade a Pé seu real desempenho com dignidade, eficiência e harmonia necessárias  à  vida urbana com qualidade.

Imagem do post: Pedestre: quem faz 40% do total das viagens/dia pelas ruas. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Dia do Pedestre: Namore a sua cidade

No dia 8 de agosto, Dia do Pedestre, nós da Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo – convidamos todos a caminhar pelas ruas de São Paulo de um jeito diferente: namorando a cidade.

A atividade percorrerá ruas emblemáticas do centro da cidade de uma forma divertida e inesperada. O percurso corresponde à meia rótula do Plano de Avenidas do Prestes Maia, aqui apresentado em uma versão melhorada: o nosso “Plano de Desavenidas”, que passa pela Rua Xavier de Toledo, Avenida São João, Avenida Ipiranga e rua São Luis.

Os caminhantes serão estimulados a observar e compartilhar o melhor e o pior da cidade, mostrando o que gostam e o que não gostam ao andar a pé!

Convide seus amigos e bora caminhar.

Curiosidade: O dia 8 de agosto foi escolhido como Dia do Pedestre por ter sido o dia em que o fotógrafo Iain MacMillan registrava a imagem icônica dos Beatles cruzando a faixa de pedestres da Abbey Road, em Londres, em frente ao estúdio de gravação da banda.

Quando? 8/08, sábado
Que horas? 14h30
Ponto de encontro: Entrada principal da Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: Praça Don José Gaspar

Dia do Pedestre 2015

Organizações parceiras
Corrida amiga
SampaPé
Pé de Igualdade
Photowalksp
Foto Cultura
Amora – Intervenções Lúdicas
CT Mobilidade a Pé  e Acessibilidade da ANTP

Novo nome, novo logo

Depois de muitas discussões, finalmente a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo ganhou um apelido, um nome simpático, mais fácil de comunicar e expressar a nossa missão:

Cidadeapé

A escolha foi difícil. Tivemos que fazer duas votações, pois muitos nomes bacanas já eram usados por outras entidades ou mesmo produtos. E outros simplesmente não soavam bem para a maioria. Mas o novo nome já está funcionando e tem a nossa cara.

Junto com o nome, ganhamos uma logomarca. Ela foi desenhada pela artista visual Isadora Ferraz, voluntária da Cidadeapé. Em suas palavras:

O logo foi desenhado e depois escaneado e passado para o computador, onde trabalhei no Photoshop.
A pessoa que desenhei  no logo foi inspirada em fotografias do artista Manolo Pacheco e nas fotografias que encontrei no site da Associação.
Procurei por fotos que registravam as pessoas andando na cidade, e escolhi algumas para trabalhar com o desenho de observação. Foram inúmeros os desenhos que fiz das pessoas andando a pé, de bike, cadeira de rodas, skate, etc. Forma de me aproximar da proposta da Associação, e de chegar no formato do logo final. 🙂

Logo Cidade a Pé

5a Reunião Geral da Associação

Todos estão convidados a participar de nossa 5a Reunião Geral da Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, que vai acontecer na próxima segunda-feira,  3/8/15, na Biblioteca Mario de Andrade.

PAUTA

  1. Lei do Gesto do Pedestre: emissão de opinião
  2. Lei de Zoneamento: Acompanhamento
  3. Plano 1000 km de calçadas: acompanhamento
  4. Redução de Velocidade das Marginais e outras: possíveis futuras ações
  5. Ação para o Mês da Mobilidade
  6. Ação “Namore sua cidade”
  7. Informes

Agenda
08/08: Dia do Pedestres – Evento:”Namore sua cidade
23/08, Inauguração da Ciclovia da Av. Bernardino de Campos, abertura da Avenida Paulista para as pessoas

5a Reunião Geral da Associação pela Mobilidade a Pé em São PauloDia: Segunda-feira, 3/8/15
Hora: Das 19h às 21h
Local: Biblioteca Mário de Andrade – Sala Infantil
Endereço:  Rua da Consolação, 94
Como chegar: Metrô Anhangabaú
Imagem do post: Biblioteca Mário de Andrade - Piratininga Arquitetos Associados. Foto: Maíra Acayaba

Manifesto a favor da redução da velocidade nas marginais

A Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo e o Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana manifestam aqui sua posição favorável à redução da velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê na cidade de São Paulo. Antes de tudo, somos a favor da vida. Se reduzir a velocidade dos carros é uma maneira de garantir que vidas sejam poupadas, e, com isso, famílias inteiras deixem de sofrer, não podemos ter outra posição senão apoiar tal medida.

 

Nós, que propomos uma cidade pensada para a integridade das pessoas e mais humana, apoiamos totalmente a redução da velocidade nas marginais, tendo em vista que estas vias são campeãs em colisões e atropelamentos no município. Nossa posição vai contra aquela sustentada por argumentos falaciosos que serviram historicamente para a política rodoviarista implantada na cidade.

Em 2014 foram perdidas 1.200 vidas no trânsito de São Paulo. Trata-se de um quadro inaceitável, agravado por um desenho urbano que prioriza a fluidez dos automóveis em detrimento da integridade das pessoas. É por isso que medidas que diminuam a letalidade do trânsito são urgentes.

 

A redução da velocidade vem sendo adotada no mundo inteiro visando a maior segurança. Segundo estudo da organização WRI Brasil-EMBARQ Brasil, um pedestre que é atropelado a 60 km/h tem 20% de chances de sobreviver. Se o atropelamento acontece a 50 km/h, a chance de sobrevivência sobe para mais de 50%.

 

Sob o olhar do motorista do automóvel pode parecer que as marginas se tratam de vias totalmente segregadas, sem contato direto com a cidade. Entretanto, elas não são mais “rodovias”, iguais a quando foram concebidas no passado. Nas pistas locais, existem lotes lindeiros, entrada e saída de construções, pontos de ônibus e inúmeros locais de conversão e travessia. Além disso, as alças de acesso às pontes e viadutos, com a chegada de automóveis a partir de uma via em alta velocidade, oferecem perigo às pessoas que tentam atravessar os rios Tietê e Pinheiros ou vias transversais a pé ou de bicicleta. Logo, a redução a 50km/h das pistas locais as torna mais compatíveis com as condições em que elas estão inseridas.

 

Vale lembrar também que todos os cidadãos – o que inclui os próprios condutores de veículos motorizados – são vítimas das velocidades excessivas. É por isso que a questão de segurança viária tem que ser tratada como um problema de Estado. Não se trata de uma competição entre motorizados e não motorizados, mas de uma medida para preservar a vida de todos.
Apesar da estratégia de medo espalhada por alguns veículos de comunicação, estudos técnicos comprovam que a redução da velocidade pode contribuir para a melhor fluidez do trânsito. Estudos apresentados pela CET mostram que com a redução da velocidade, a distância necessária a ser mantida entre veículos diminui, fazendo com que um veículo ocupe menos espaço e consequentemente aumentando a capacidade de veículos trafegando ao mesmo tempo na via.

De qualquer maneira, a velocidade média de tráfego nas marginas não ultrapassa 15km/h nos horários de pico, atestando que o modelo de deslocamento centrado no transporte motorizado individual já está falido. É por isso que a fluidez dos carros não pode ser nossa baliza para determinar ações de mobilidade.

Outro argumento falacioso é o que acusa a existência de uma “indústria da multa”. Na realidade, o número de multas ainda é muito ínfimo diante da quantidade de infrações impetradas por condutores de veículos motorizados. Nós, que andamos a pé e de transporte público pela cidade, conhecemos bem os perigos aos quais as pessoas estão expostas devido à imprudência dos condutores. Muitos desses maus comportamentos são perpetuados justamente porque impera a impunidade entre os condutores. Deixamos aqui, portanto, nosso apelo para que aumente a fiscalização no trânsito.

 

Portanto, nós da “Cidade a Pé – Associação pela Mobilidade a Pé” em São Paulo e do Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana, prestamos nosso apoio às medidas de redução de velocidade aplicadas às marginais. Essa e quaisquer outras medidas que privilegiem a vida de todos em relação à pressa de alguns, garantindo a segurança nos deslocamentos urbanos, devem ser estimuladas para caminharmos rumo a uma cidade mais humana e justa.


Cidade a Pé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo
COMMU – Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana

 

Imagem do post: Divulgação Prefeitura de São Paulo

“Cidades não são rodovias”

Publicado originalmente em: Mobilize
Autor: Marcos de Sousa
Data: 26/06/2015

Um congresso de transportes e trânsito discute calçadas e faixas de pedestres. Na mesma semana uma ciclovia é inaugurada na av. Paulista, em São Paulo. Sinais inequívocos de que as coisas estão mudando nas cidades brasileiras

Especialistas em transportes e mobilidade urbana de todo o país estiveram reunidos em Santos (SP), para o 20º Congresso Nacional de Transportes e Trânsito, evento bienal organizado pela ANTP entre os dias 23 e 25 de junho. O congresso abordou praticamente tudo o que se pratica em mobilidade urbana no país, sobre pneus ou trilhos, incluindo modelos para cálculo de demandas, e novas tecnologias de integração.

Um diferencial deste 20º Congresso foi a presença de discussões sobre o modo de transporte a pé, graças ao trabalho da Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade, grupo dirigido pela arquiteta Meli Malatesta, gestora do blog Pé de Igualdade aqui do Mobilize Brasil. Assim, pela primeira vez no Brasil, um congresso de transportes e trânsito discutiu temas como a largura e qualidade das calçadas, ou a sinalização e o tempo de travessia para pedestres.

Saltou à vista, também, o grande número de trabalhos e debates sobre ciclovias, sistemas de bicicletas públicas e relatos sobre a integração de bikes com outros modos de transporte, não apenas nas capitais, mas sobretudo nas pequenas e médias cidades brasileiras, como Joinville e Blumenau, em Santa Catarina, que já foram completamente cicláveis, mas foram cedendo espaço ao automóvel, como lembra o artigo de Ivana Ebel, uma catarinense que redescobriu o hábito de pedalar ao chegar em Berlim, na Alemanha. “Em quase sete anos por aqui, nunca conheci uma pessoa que não tivesse bicicleta”, diz a brasileira, que rememora no texto a paisagem ciclística de sua infância, em Blumenau.

Sim, os europeus usam bicicletas, embora tenham mais carros do que os brasileiros, e a razão é simples: os transportes são muito bem integrados, permitindo trocas de modos – do caminhar ao trem interurbano – com muita facilidade, tal como relata nosso colaborador Yuriê César, em seu artigo Deslocamentos de um viajante, dos aeroportos aos centros urbanos. Em cidades como Paris, Amsterdã e Copenhague há terminais ferroviários nos próprios aeródromos, com rápida conexão para os centros das cidades ou outras localidades. Já no Brasil, o traslado entre aeroportos e cidades pode consumir de uma a três horas de viagem. De carro, ou ônibus.

Mas também temos boas notícias. Neste final de semana, a avenida Paulista, uma das vias mais conhecidas do país, será aberta ao tráfego de ciclistas e pedestres para a festa de inauguração da ciclovia que agora marca seu eixo central. A festa, com crianças, jovens e idosos ocupando a grande avenida, sinaliza uma mudança importante na condução das políticas públicas do Brasil. Afinal, cidades não são rodovias.

Imagem do post: Inauguraçao da Ciclovia da Paulista. Foto - belaisa23 - Isabela H M

4a Reunião Geral da Associação

A Mobilidade a Pé está finalmente entrando na pauta!

Na semana passada, o 20º Congresso da ANTP abriu espaço para o modo de transporte a pé, graças ao trabalho da Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade.

Este domingo, dia 28/06/15, foi histórico pela inauguração da Ciclovia da Paulista, a qual a Associação pela Mobilidade a Pé apoiou. E a festa de inauguração foi mais uma prova de que a Paulista deve ser das pessoas aos domingos!

As últimas notícias do mês de junho estão no blog, confira aqui:
É preciso ter boas calçadas, mas também muito mais do que isso…
Afinal, quem é o dono dessa calçada esburacada?
SAC: por que fazer e como fazer

Com tantas coisas para festejar, também temos que trabalhar. Segunda que vem, dia 6/7/2015, teremos nossa reunião geral mensal. Vamos discutir nossas próximas ações para o segundo semestre, incluindo:

PAUTA

  1. Ação para o Dia do Pedestre: 8/8
  2. Ações para o Mês da Mobilidade: setembro
  3. Se a Paulista fosse Nossa – apoio da Associação
  4. Políticas públicas: PL 79/2013, 1000 km2 de calçada, lei do gesto do pedestre
  5. Informes
4a Reunião Geral da Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo
Dia: Segunda-feira, 6/7/15
Hora: Das 19h às 21h
Local: SASP – Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo
EndereçoRua Mauá, 836, casa 29 – Vila dos Ingleses
Como chegar: Metrô Luz – Saída pela rua São Caetano (noivas)
Imagem do post: Vila dos Ingleses. Foto: José Oliveira.