Os 10 mandamentos da mobilidade a pé

Imperativos para uma sociedade que respeita os pedestres:

I) Amarás a vida e respeitarás o pedestre como o principal usuário
da via;
II) Em algum momento da vida tu és pedestre: ame os pedestres como a ti mesmo;
III) Darás sempre prioridade de passagem ao pedestre nas faixas de pedestres, pois ele é o rei das ruas; deverás aguardar mesmo que o sinal tenha aberto para você, sem assustá-los ou apressá-los com acelerações ou buzinas;
IV) Garantirás calçadas limpas e bem construídas e jamais, em hipótese alguma, estacionarás sobre elas, pois são dos pedestres;
V) Não transformarás as ruas em pistas de corridas: a velocidade mata;
VI) Reduzirás a velocidade ao ver um pedestre atravessar repentinamente à sua frente – em um confronto com o carro, quem perde é ele;
VII) Prestarás total atenção aos pedestres e lhes dará total prioridade quando tiverdes que utilizar a calçada para sair ou entrar de um estabelecimento ou residência, posto de gasolina e
outros locais;
VIII) Cuidarás para que os espaços públicos sejam ideais para a Mobilidade a Pé: onde todos possam se ver e serem vistos, se aproximarem e se cuidarem;
IX) Respeitarás os direitos de os corpos ocuparem seu espaço na via com conforto, harmonia e dignidade, sem esbarrões ou proximidade;
X) Farás cumprir os direitos e deveres definidos pela lei pertinente à Mobilidade a Pé com o mesmo ardoroso rigor com que sabes e exiges em relação à Mobilidade Motorizada.

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X Mandamentos

Por uma cidade mais humana: Carta aberta à gestão municipal e à sociedade

As notícias desta semana foram muito tristes para a cidade. Duas mortes no trânsito tiveram destaque na mídia: Thiago Pimentel, de 9 anos, atropelado por uma van enquanto pedalava pela ciclovia da avenida Bento Guelfi, na zona Leste, e o sr. Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, atropelado por uma bicicleta enquanto atravessava a avenida General Olímpio da Silveira (sob o elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão).

Estes casos evidenciam o modelo falido de São Paulo: um conjunto de infraestruturas incapazes de garantir segurança e conforto nos deslocamentos dos mais frágeis, somado a uma cultura individualista no trânsito. Esse modelo resultou, apenas no ano de 2014, na morte de 1249 pessoas no trânsito, dos quais 45% eram pedestres (555 pessoas), ou 3 pedestres mortos a cada 2 dias em colisões, atropelamentos, choques, entre outros (Relatório de acidentes de trânsito fatais, CET 2015). Os números exorbitantes atestam a urgência de se dar a devida atenção à infraestrutura da mobilidade a pé na cidade – que hoje é insuficiente e pouco discutida.

Vivemos em um grande centro urbano que foi construído priorizando a fluidez dos veículos automotores em detrimento das pessoas. As altas velocidades, os tempos semafóricos mal calculados, as largas avenidas e calçadas insuficientes não são compatíveis com a marcha de quem se desloca a pé. As pessoas que andam pela cidade se espremem, disputando espaços, nas calçadas e canteiros centrais, enquanto os que ousam pedalar pelas vias sofrem ameaças ao compartilhar as faixas de rolamentos com veículos motorizados.

Estamos assistindo a cidade de São Paulo passar por mudanças importantes na área da mobilidade. A ampliação da infraestrutura cicloviária, a qual apoiamos, é um grande avanço para a promoção de uma cidade mais humana. Essas transformações, no entanto, chamam cada vez mais a atenção para a vulnerabilidade das pessoas que se deslocam a pé e evidenciam a negligência histórica tanto por parte das autoridades quanto da população em geral em relação a elas. Vale destacar que, na cidade de São Paulo, um terço de todos os deslocamentos diários são feitos exclusivamente a pé (Pesquisa Origem-Destino, Metrô 2007), o que torna esse modo de transporte o mais utilizado. Acreditamos que a responsabilidade é partilhada entre quem desenha as vias e quem as utiliza, por isso são necessárias ações urgentes tanto na parte estrutural quanto cultural.

Por um lado, a infraestrutura, o desenho e a sinalização de trânsito da cidade induzem a situações de perigo para as pessoas em seus deslocamentos. No caso da ciclovia sob o Minhocão, por exemplo, implementou-se uma estrutura no canteiro central de forma a não comprometer a circulação motorizada, obrigando os transportes ativos a compartilhar um conturbado canteiro central com pilastras atrapalhando a circulação e a visão entre eles, enquanto os veículos motorizados usufruem do maior espaço da via, sem obstáculos e com altas velocidades. Isso evidencia que, mesmo com o investimento em novas políticas de mobilidade, os modais humanos continuam com menos prioridade em relação aos motorizados.

As travessias da cidade são outras expressões dessa falta de prioridade aos mais vulneráveis no trânsito. A implementação das faixas de pedestres muitas vezes não corresponde à linha de desejo e às necessidades dos fluxos a pé. É o caso por exemplo de diversos acessos aos pontos de ônibus na avenida 23 de Maio, onde as faixas de travessia são inexistentes e obrigam as pessoas a cruzarem no meio da via. Mesmo travessias que parecem bem resolvidas, com faixas e sinais luminosos para pedestres, muitas vezes não contam com tempo semafórico suficiente para garantir a travessia completa, e muitas tampouco contam com rampa de acesso. No caso do sr. Florisbaldo, ele fez o que todos os pedestres fazem: atravessou pelo caminho mais curto e lógico, pois a faixa de travessia necessária ali, junto com redutores de velocidade, nunca foi implantada.

Além disso, a população em geral parece ter pouco conhecimento da obrigação do “maior cuidar do menor”, determinada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 29, item XII, § 2). Diariamente, é possível testemunhar pedestres sendo obrigados a esperar cessar o fluxo de veículos para conseguir atravessar vias sem semáforo, mesmo tendo prioridade em relação aos demais modais de transporte, situação recorrente em todos os bairros da cidade.

O caso da avenida Bento Guelfi demonstra que o histórico de negligência em relação aos modos ativos – e mais frágeis –  criou uma cultura de não respeito às pessoas e à legislação, que deve ser revertida. Mesmo com a implantação da ciclovia, a redução da velocidade na via e a implantação de redutores de velocidade, as infrações à sinalização e o desrespeito às pessoas continuam ocorrendo, e a via continua perigosa. Fiscalização intensiva e ações educativas para todos os atores do trânsito – motoristas, ciclistas e pedestres – precisam acompanhar as políticas de infraestrutura para evitar mais mortes.

Nós da Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo –  somos favoráveis ao compartilhamento dos espaços, observando sempre a regra de que o maior deve zelar pela segurança do menor. Prezamos uma cidade com menos pressa, onde os encontros e a integração nos caminhos sejam valorizados e existam espaços de convivência. Entretanto, para que isso seja possível, é urgente que as estruturas da cidade sejam alteradas, de modo a privilegiar a segurança dos mais vulneráveis, e não a fluidez motorizada. Necessita-se, ainda, que todas as pessoas estejam engajadas em um compromisso de respeito mútuo.

Baseados nos preceitos da Visão Zero – em que nenhuma morte ou ferimento grave nos deslocamentos sejam aceitos, inclusive quedas nas calçadas -, exigimos verdadeiras mudanças estruturais nas políticas de readequação da cidade e que a vida e as pessoas fiquem sempre em primeiro lugar. Cabe às autoridades priorizar efetivamente as necessidades da mobilidade a pé para redesenhar a paisagem urbana, mas todos temos que atuar juntos e evitar que semanas como essa se repitam, uma vez que todos somos pedestres.

Veja aqui a nota à imprensa.

Imagem do post: Avenida Bento Guelfi. Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

“Contagem de pedestres e ciclistas aponta a necessidade de reurbanização na região do Butantã (SP)”

Publicado originalmente em: Página da Rachel
Autor:  Rachel Schein
Data: 17/08/2015

Comentário da Cidadeapé: Estivemos na contagem de pedestres, junto com Pé de Igualdade e a Corrida amiga – numa parceria com a Ciclocidade, que estava contando ciclistas. A mobilidade a pé começa (finalmente) a aparecer nas agendas cidadãs!

No dia 12 de agosto a Ciclocidade promoveu uma contagem de ciclistas na av. Vital Brasil, esquina com a Estação do Metrô Butantã. Foram contados 758 ciclistas em 14 horas. Ou seja, em média passam 54 ciclistas por hora.

Além da direção que os ciclistas seguiam, foram anotados itens como o uso do capacete e mochila (para avaliar o quesito passeio x trabalho/estudo), quantidade de mulheres e crianças ( ” termômetros” para avaliar a segurança da via), e também se o ciclista estava na calçada ou contramão ( pela ausência da infra-estrutura e consequentemente a busca  do ciclista por segurança).

Uma ciclovia ali com certeza atrairia novos usuários da bicicleta, como a Eliseu de Almeida, que aumentou em 40% o número de ciclistas um ano depois que a estrutura foi implantada. Na ponte Cidade Universitária, próximo a região,  uma contagem realizada em junho de 2015, registrou 1062 ciclistas.

ciclista vital 1

Nas horas que estive lá durante a tarde, notei um trajeto bem comum. Muitos ciclistas vem pela calçada na contramão da av. Vital Brasil sentido ponte Eusebio Matoso- Rua Pirajussara. É que ali tem o acesso para a Raposo Tavares e para a ciclovia da av.Eliseu de Almeida.

Outro fato que me chamou a atenção foi a pouca quantidade de mulheres (9%) e quase nenhuma criança, o que mostra que pedalar ali não é nada seguro.

Reportagem mostra a necessidade de estrutura cicloviária e adequação de calçadas

A ideia de fazer a contagem surgiu depois desse vídeo, publicado nesta página, em que foram entrevistados ciclistas da região contando sobre a importância da estrutura segregada nas avenidas Vital Brasil e Corifeu de Azevedo Marques.


Uma reunião em julho deste ano foi proposta pela rede Ciclo Butantã, em parceria com a Bike Zona Oeste e a Ciclocidade para discussão dos problemas da região.

ciclista vital 5Velocidade alta dos veículos incompatível com a quantidade de pedestres que circulam nas avenidas, falta de calçadas adequadas e  de estrutura cicloviária foram os mais apontados.

O ” Pé de Igualdade”, a ” Corrida Amiga” e a “Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo” se juntaram ao grupo e promoveram uma contagem de pedestres no mesmo ponto em que houve a contagem de ciclistas.

De acordo com a contagem feita por amostragem (4 períodos de 10 minutos) no local, estima-se que entre as 17h e as 18h 3.918 pessoas tenham  atravessando no cruzamento das ruas Pirajussara e Vital Brasil , e mais de 8 mil pessoas circularam pelas calçadas do entorno.

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* estimativa tendo como base a contagem realizada em quatro intervalos de 10 minutos, entre as 17h e as 18h, nas travessias e nas calçadas do entorno do cruzamento.

No meu turno da contagem de ciclistas observei cenas muito preocupantes, que talvez, com a redução de velocidade deixem de ocorrer. Como a esquina tem grande circulação de pedestres e é um ponto importante de ligação entre o terminal de ônibus, a estação de metrô e acesso a av. Eliseu de Almeida e Rodovia Raposo Tavares, conflitos de diversas naturezas acontecem com frequência. Desde pedestres que não conseguem completar a travessia no tempo do semáforo como motoristas que cruzam o sinal vermelho, ciclistas que trafegam pela contramão (por falta de calçadas e necessidade de se deslocar poucos metros para fazer entregas no mesmo lado da via).

Observações feitas pelos voluntários que fizeram a contagem de pedestres:

Apesar de estar junto à saída de uma estação-terminal de metrô/ônibus, as faixas de pedestres não sao dotadas de tempo para a travessia dos mesmos ( vermelho geral para os veículos).
Assim, o ciclo semafórico que opera no local é dimensionado levando em conta somente os fluxos veiculares e não o fluxo de pessoas.
Muitas das travessias são conflitantes com conversões veiculares, onde é uma constante o desrespeito do motorista ao pedestre que iniciou a travessia conforme instituído pelo CTB ( Art 38, que estabelece preferência ao pedestre), e a ausência de fiscalização desta infração.
Acúmulo de pedestres nas áreas de travessia, mais críticos nos canteiros centrais.”

Em junho deste ano um caso de atropelamento de uma menina de 16 anos,seguido de morte, na faixa de pedestres deste cruzamento foi registrado no facebook por um morador do Butantã.

O fato é que, como nós sabemos, as pessoas que se deslocam com a própria energia fazem o caminho mais curto. Pedestres e ciclistas ” infringem” as leis para garantirem sua segurança e economizarem energia. Portanto a cidade tem que se adequar as necessidades dessas pessoas e não obrigá-las a seguir as mesmas regras feitas para os carros.

Associações preparam petição

Todas essas ações foram feitas com a intenção de levantar mais dados para criação de uma petição reivindicando reurbanização da região, que inclui infra-estrutura cicloviária, diminuição da velocidade máxima permitida e ampliação das calçadas na av. Vital Brasil e readequação das mesmas na Corifeu de Azevedo Marques.

A petição deve sair em breve. Aviso por aqui! 🙂

 

Imagem do post: Contagem de ciclistas na av Vital Brasil. Foto: Rachel Schein

“Associação pela Mobilidade a Pé realiza caminhada lúdica no Dia do Pedestre”

Publicado originalmente em: ANTP, Mova-se
Reportagem:
Data: 11/08/2015

Em comemoração ao Dia do Pedestre, a Cidadeapé, Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, levou cidadãos para uma caminhada lúdica por ruas emblemáticas do centro da capital.

A proposta da atividade “Namore a cidade” era avaliar os pontos positivos e negativos do percurso, em uma referência a um aplicativo de relacionamentos.

O descolamento a pé é o primeiro modo de mobilidade. Uma pesquisa do Metrô de São Paulo revelou que quase metade das viagens são feitas a pé.

A organização e mobilização dos pedestres em grupos e associações pode contribuir para a melhoria das condições de caminhabilidade das cidades.

O secretário municipal adjunto da Secretaria da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Tuca Munhoz, esteve no evento e falou ao Canal Mova-se. Entrevistamos também Ana Carolina Nunes, da associação Cidade a Pé, Meli Malatesta, arquiteta, urbanista, presidente da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade a Pé da ANTP e autora do Blog “Pé de Igualdade”.

Assista ao filme:

Imagem do post: Grupo na Praça Don José Gaspar. Foto: Mova-se

“Hoje é dia do pedestre. Ops, da pessoa que anda!”

Publicado originalmente em: Caminhadas Urbanas, Estadão
Autor:  Mauro Calliari
Data: 08/08/2015

8 de agosto, dia do pedestre.

Hoje é um bom dia para pensar em todo mundo que anda a pé pela cidade. Olhe ao redor, tem um monte de gente por aí. Em S.Paulo, 30% das coisas que as pessoas fazem num dia, fazem a pé. Entretanto, no momento em que os paulistanos parecem estar buscando avidamente a retomada de seus espaços públicos, há pouco o comemorar:

Em primeiro lugar, há gente demais que morre ou se acidenta andando a pé. Foram mais de quinhentas pessoas atropeladas no ano passado*, na faixa, fora da faixa, na calçada, por carros, ônibus, motos e até duas por bicicletas. Normalmente, esse tipo de acidente não causa comoção nenhuma. As rádios que cobrem o trânsito tratam isso como “acidente com vítima” ou “atropelamento” e passam a preocupar-se com o número de quilômetros de congestionamento que tal morte provocou. Além disso, os acidentes nas calçadas revelam os buracos e falhas do piso: quase a metade dos atendimentos de ortopedia do Hospital das Clínicas está ligado a quedas nas calçadas.

Em segundo lugar, nossa cultura ainda é a de menosprezar quem anda a pé. “Quem anda a pé não tem dinheiro para comprar carro”. “Quem anda a pé que espere a sua vez de atravessar”. “Quem anda a pé não deu certo na vida”. Basta ver uma das definições de pedestre no dicionário: “sem brilho, rústico, modesto”.

Um dia como hoje é um bom momento para ajudar a mudar isso. Para começar, vamos lembrar de que andar é muitas vezes uma escolha pessoal, mais saudável, mais agradável, mais ligada à cidade e, no mínimo, menos poluente.

Depois, quando estivermos na posição de motoristas, vamos sair de casa mais cedo para não ter nenhuma vontade de correr, atravessar sinal no amarelo, entrar na faixa de pedestre.

E, para terminar, vamos traduzir as estatísticas em coisas concretas: não foi um pedestre que foi atropelado ontem. Foi alguém com nome, profissão, parentes, amigos, gostos, uma vida a ser vivida. Uma pessoa, como eu ou você.

 

*Para saber mais sobre os acidentes em S.Paulo, http://www.cetsp.com.br/media/412276/3relatoriofatais2014.pdf

Imagem do post: Mauro Calliari

Álbum de fotos: Namore sua Cidade

Algumas imagens revelando nossa celebração do Dia do Pedestre 2015.

Foto: Fábio Pittas

“Dia 8 é o Dia do Pedestre. E não há nada a comemorar”

Publicado originalmente em: Pé de Igualdade, portal Mobilize
Autor:  Meli Malatesta
Data: 17/08/2015

Dia 8 de agosto foi definido para ser o DIA DO PEDESTRE, muito embora, como acontece com as mães, todo dia é dia de ser pedestre.  Segundo  consta, a data surgiu em função da famosa foto dos Beatles atravessando uma faixa de pedestres para ser capa de um de seus mitológicos LPs.  Mas poderia ser outra data, como por exemplo, o dia em que o genial  Adoniran Barbosa compôs ou gravou a belíssima  Iracema,  a melhor crônica já feita de um atropelamento paulistano …

Mas melhor do que chamar a atenção para o atropelamento, o acidente que mais fataliza a população brasileira,  vale a pena  destacar o PEDESTRE como aquele cara que fica com o “fim da festa” ao se dividir o espaço público  e o tempo de direito de uso destes espaços nas nossas cidades . Mesmo assim  é um corajoso, campeão de presença, já que as viagens cotidianas feitas exclusivamente a pé correspondem quase à metade (40%) do total das viagens diárias feitas em ambientes urbanos precários, que submetem seus heróis ao estresse  e ao medo.

Assim ainda não há ainda o que comemorar, mas sim chamar a atenção de toda a sociedade para a importância da mais primordial  e importante forma  de deslocamento e assim cobrar, de si mesma e do poder público,  posturas e obrigações que permitam proporcionar à Mobilidade a Pé seu real desempenho com dignidade, eficiência e harmonia necessárias  à  vida urbana com qualidade.

Imagem do post: Pedestre: quem faz 40% do total das viagens/dia pelas ruas. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Dia do Pedestre: Namore a sua cidade

No dia 8 de agosto, Dia do Pedestre, nós da Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo – convidamos todos a caminhar pelas ruas de São Paulo de um jeito diferente: namorando a cidade.

A atividade percorrerá ruas emblemáticas do centro da cidade de uma forma divertida e inesperada. O percurso corresponde à meia rótula do Plano de Avenidas do Prestes Maia, aqui apresentado em uma versão melhorada: o nosso “Plano de Desavenidas”, que passa pela Rua Xavier de Toledo, Avenida São João, Avenida Ipiranga e rua São Luis.

Os caminhantes serão estimulados a observar e compartilhar o melhor e o pior da cidade, mostrando o que gostam e o que não gostam ao andar a pé!

Convide seus amigos e bora caminhar.

Curiosidade: O dia 8 de agosto foi escolhido como Dia do Pedestre por ter sido o dia em que o fotógrafo Iain MacMillan registrava a imagem icônica dos Beatles cruzando a faixa de pedestres da Abbey Road, em Londres, em frente ao estúdio de gravação da banda.

Quando? 8/08, sábado
Que horas? 14h30
Ponto de encontro: Entrada principal da Biblioteca Mário de Andrade
Endereço: Praça Don José Gaspar

Dia do Pedestre 2015

Organizações parceiras
Corrida amiga
SampaPé
Pé de Igualdade
Photowalksp
Foto Cultura
Amora – Intervenções Lúdicas
CT Mobilidade a Pé  e Acessibilidade da ANTP

Novo nome, novo logo

Depois de muitas discussões, finalmente a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo ganhou um apelido, um nome simpático, mais fácil de comunicar e expressar a nossa missão:

Cidadeapé

A escolha foi difícil. Tivemos que fazer duas votações, pois muitos nomes bacanas já eram usados por outras entidades ou mesmo produtos. E outros simplesmente não soavam bem para a maioria. Mas o novo nome já está funcionando e tem a nossa cara.

Junto com o nome, ganhamos uma logomarca. Ela foi desenhada pela artista visual Isadora Ferraz, voluntária da Cidadeapé. Em suas palavras:

O logo foi desenhado e depois escaneado e passado para o computador, onde trabalhei no Photoshop.
A pessoa que desenhei  no logo foi inspirada em fotografias do artista Manolo Pacheco e nas fotografias que encontrei no site da Associação.
Procurei por fotos que registravam as pessoas andando na cidade, e escolhi algumas para trabalhar com o desenho de observação. Foram inúmeros os desenhos que fiz das pessoas andando a pé, de bike, cadeira de rodas, skate, etc. Forma de me aproximar da proposta da Associação, e de chegar no formato do logo final. 🙂

Logo Cidade a Pé