Propostas para melhorar a mobilidade na região de viaduto que cedeu em SP

Cidadeapé, Idec, Ciclocidade, Bike Zona Oeste e Rede Nossa São Paulo listaram recomendações que podem aliviar as condições de deslocamento de milhões de pessoas afetadas por interdições na zona oeste da capital

Diversas entidades que defendem a mobilidade sustentável em São Paulo enviaram às autoridades responsáveis pelo trânsito, transporte e administração dos governos estadual e municipal de São Paulo, um documento com recomendações para melhorar as condições de tráfego na região do viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros, na zona oeste da cidade, no dia 15 de novembro.

“Vinte dias após a queda de parte da estrutura, as medidas tomadas pelas autoridades ainda não surtiram efeito para melhorar o deslocamento de quem precisa passar pela região. Algumas delas, como liberar o tráfego de táxis nos corredores e faixas de ônibus, só complicam o trânsito, porque direcionam ainda mais veículos para a área interditada”, alerta o pesquisador em mobilidade urbana do Idec, e conselheiro da Cidadeapé, Rafael Calabria.

Entre as medidas sugeridas pelas organizações estão: 1) implantar faixas exclusivas de ônibus na via e no entorno, além de ampliar o atendimento de ônibus na região; 2) reduzir a tarifa na área para incentivar o uso do transporte coletivo; 3) ampliar e completar a rede cicloviária dos pontos próximo ao incidente; 4) ampliar os acessos à ciclovia da Marginal Pinheiros, que poderia ser usada por mais pessoas; e 4) melhorar a caminhabilidade nas pontes e na região do viaduto, evitando também pequenos deslocamentos em carros.

Para as entidades, essas medidas, utilizadas em conjunto, poderiam amenizar os grandes problemas enfrentados por quem mora ou necessita passar pela região. Segundo a prefeitura, não há previsão para conclusão das obras para reabrir o viaduto interditado.

O documento, assinado pelas entidades IDEC, Cidadeapé, Ciclocidade, Bike Zona Oeste e a Rede Nossa São Paulo, foi enviado em 5/12/18 para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a São Paulo Transporte S.A (SPTrans), a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), as Secretarias de Transporte Municipal e Estadual, e os gabinetes da Prefeitura e do Governo do Estado.


Clique aqui para ver a carta com todas as recomendações.

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