Metas para a associação

Estamos tentando definir de maneira colaborativa quais as principais metas e diretrizes da Associação.

Ajude-nos completando o formulário abaixo até às 23h59 do domingo, dia 03/05/2015. Depois disso fecharemos a pesquisa para análise.

O resultado da pesquisa será apresentado na 2a Reunião Geral da Associação, dia 04/05/15, e será a base para discutirmos nossas próximas ações concretas para começar a desenvolver na cidade.

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

A proposta de Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé foi construída, de modo colaborativo, em três fases:

1) O Grupo de Estudos de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP iniciou esta carta de demanda de diretrizes para auxiliar a construção de um Plano de Mobilidade em que realmente priorize as pessoas e seus deslocamentos;

2) O texto inicial ficou disponível online para comentários e contribuições por um período de 21 dias; e

3) Reunião no debate temático para a construção do Plano de Mobilidade, organizado pela Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, no dia 12 de abril de 2015, aberto para o público em geral.

O texto a seguir é uma contribuição ao município de São Paulo, que surgiu da sociedade civil para o poder público, legitimando um desejo da sociedade pela criação de políticas de base para desenvolver uma cidade mais caminhável e confortável para os pedestres nos próximos quinze anos.

Veja aqui o texto final encaminhado à Secretaria de Transportes da PMSP em 13/04/2015:

Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

CMTT: Mobilidade a Pé em São Paulo

A 12a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito aconteceu no dia 16/04/2015. Nela, o principal ponto da pauta foi a Mobilidade a Pé.

Destacamos aqui os principais pontos levantados pela prefeitura, quanto à situação atual dos espaços de circulação a pé e as propostas da prefeitura para melhorar a situação.

Trechos da apresentação:

PROBLEMA: DIFERENTES CRITÉRIOS para a gestão da VIA:

Pista (veículos): Responsabilidade pública
X
Calçada (pessoas): Responsabilidade privada

 

AS RAZÕES DO PROBLEMA
•  Prioridade do uso do espaço viário para automóveis;
• Baixo investimento e desvalorização do espaço público;
•  Diferentes gestores do espaço público das vias (SMT= pista/SMSP= calçadas);
•  Responsabilização mista de manutenção e reforma das calçadas : PMSP (vias principais – 1.500 km) X particular (vias secundárias – 13.000 km);
•  Inexistência de recurso específico.

 

PROPOSTAS
• Nova Lei: calçada é responsabilidade pública;
• Criar órgão ou departamento responsável pela construção, reforma, adequação e regularização das calçadas, bem como por sua gestão;
• Rever as leis e as atribuições dos órgãos intervenientes;
• Identificar e fixar fonte de financiamento (R$ 50 mi/ano):
parcela do FMDT OU FUNDURB;
venda de espaço publicitário em postes de placa de logradouros;
financiamento federal.
•  Estabelecer estratégia de transição;
• Iniciar as reformas das calçadas pelo PEC.
• Manter meta de reforma/construção de 250.000 m²/ano

Veja aqui a apresentação completa:

12reunao CMTT_2015-04-16 - capa

“O jogo dos sinais desencontrados”

Publicado originalmente em: Mobilize Brasil
AutorMarcos de Sousa
Data: 25/04/2015

Quem caminha, pedala ou circula de ônibus fica perdido no labirinto de ruas e linhas que  fazem a dinâmica das cidades. Veja como melhorar esse jogo no relatório da campanha Sinalize!

Vamos começar com algumas situações do dia a dia:

1. Você chega à parada de ônibus e descobre que a sua linha não para nesse ponto, mas em outro, distante cerca de 300 metros.

2. Você chega ao ponto, mas ninguém sabe informar se (e quando) o tal ônibus  passa por ali.

3. O ônibus chegou, mas o motorista não sabe indicar em qual ponto você deve descer.

4. Você vai de metrô (ou trem), mas na porta da estação não há nenhum mapa ou placa que indique onde fica o centro de exposições que você procura.

5. Finalmente você encontrou o local, mas precisa atravessar uma avenida de oito pistas e não há faixa de segurança, nem sinal para pedestres.

6. Você pegou uma bicicleta para ir à tal feira: segue as placas de trânsito, enfrenta uma enorme ladeira e, ao final, descobre que fez o caminho errado.

Certamente, você já passou por alguma situação parecida em qualquer grande cidade do Brasil, a julgar pelos resultados da Campanha Sinalize!, publicados ontem (23) em um amplo relatório sobre o assunto. De forma geral, todas as capitais avaliadas obtiveram notas baixas, que indicam a carência, às vezes total, de sinalização voltada a pedestres, ciclistas e usuários de transportes públicos.

Mas, além de apontar problemas, o documento traz bons exemplos de sinalização em cidades – brasileiras e mundiais -, com fotos, desenhos e textos explicativos. Também contém informações sobre leis e normas, além de dicas sobre os canais de contato nas prefeituras para reclamar sobre falhas ou defeitos nos sistemas de sinais.

“Cidade justa para o pedestre”

Publicado originalmente em: Correio Braziliense. Disponível no site da ANTP
Autor: Redação
Data: 05/04/2015

Ofertar faixas, passagens subterrâneas e passarelas é um dos meios de manter o pedestre seguro. Mas é preciso pensar além disso. Doutora em mobilidade não motorizada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Meli Malatesta diz que, só para começar, tomadores de decisão e planejadores dos espaços públicos de circulação se referem, erroneamente, à mobilidade a pé como pedestres. Para a especialista, essa é uma forma equivocada de denominação e traz como consequência a perda da visão da mobilidade a pé como sistema, levando a um enfoque empobrecido, por ser pontual e direcionado ora no pedestre, ora na faixa de travessia; ora na calçada, ora na passarela.

Após a revisão do conceito, Meli lembra que o segundo passo é a sociedade tomar ciência de que 40% das viagens diárias no Brasil são executadas totalmente a pé, sendo o modo mais praticado nas cidades brasileiras. Por isso, segundo ela, é preciso rever as formas de utilização dos espaços públicos de circulação, mudar leis, melhorar calçadas, tempos de travessias e fazer campanhas educativas. Mesmo em relação ao transporte público, os passageiros não afloram no interior dos ônibus ou metrôs. Eles chegam aos pontos, às estações e aos terminais caminhando e, dessa forma, saem deles. Assim, seus espaços públicos também deverão estar adequados para priorizar a mobilidade a pé, defende Meli, que integra a Comissão Técnica de Mobilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

Na avaliação do sociólogo Eduardo Biavati, nos últimos anos, a discussão sobre a faixa de pedestres acabou engolida pelo debate da mobilidade urbana. Isso, segundo ele, não chega a ser ruim, uma vez que o debate é mais amplo e engloba temas como o planejamento do espaço urbana, a faixa, a calçada, a ciclovia, a faixa exclusiva para ônibus e o deslocamento dos carros. A coisa ficou mais complexa. Não tem como pensar em uma cidade mais justa sem pensar no pedestre. E a segurança dele não se resolve só com calçada e faixa. É preciso desmontar a lógica da cidade pensada só para o carro, defende.

O grande desafio dos gestores, segundo Biavati, será com a população idosa. Temos uma proporção cada vez maior de idosos que continuam pedestres ou que voltam a ser pedestres. Mesmo em Brasília, é fácil ver idosos com dificuldade de andar. Os gestores terão ainda outra missão: a de educar essa parcela crescente da população brasileira sem fazê-la se sentir incapaz. Com o envelhecimento, há dificuldade de julgamento de distância e velocidade do veículo. As habilidades vão ficando limitadas, e o corpo não responde como antes.

Houve avanços nesses últimos 18 anos, mas ainda há muito o que avançar. Para as mortes no trânsito deixarem de ser uma epidemia, o Estado precisa assumir o problema e definir políticas perenes de educação, fiscalização e punição aos infratores, além de melhorar a engenharia. À sociedade cabe se mobilizar e cobrar ações efetivas por parte do governo, além de cumprir as leis de trânsito. Cada um fazendo a sua parte, menos pais chorarão as mortes precoces dos filhos. E menos filhos ficarão órfãos.

“A vez do pedestre também tem que ser agora!”

Publicado originalmente em: Yahoo Notícias – Habitat
Autor:  Raquel Rolnik
Data: 09/04/2015

Até o dia 17 de abril, os paulistanos podem contribuir pela internet com a elaboração do Plano de Mobilidade da cidade de São Paulo. A última rodada de debates temáticos presenciais acontece no próximo sábado, a partir das 9h, no auditório da Uninove (Vergueiro). A elaboração do plano é uma exigência da Política Nacional de Mobilidade, aprovada em 2012.

Um dos temas que serão discutidos no encontro de sábado é a mobilidade a pé. Embora ninguém nunca fale nos pedestres na discussão da mobilidade urbana, a quantidade de pessoas que se desloca no dia a dia principalmente desse modo é altíssima: chega a mais de 30% da população, segundo a pesquisa Origem e Destino realizada pelo Metrô em 2007.

Se considerarmos que os que utilizam o transporte público também se deslocam a pé no trajeto entre a casa/trabalho/escola e o ponto onde pegam o ônibus ou a estação de trem ou metrô, percebemos que o tema é absolutamente central nessa discussão. Mesmo quem utiliza o carro diariamente, em alguns momentos, é também pedestre: no horário de almoço, quando caminha até um restaurante, ou mesmo no trajeto entre o estacionamento e o local de trabalho.

Porém, quando se fala em mobilidade urbana, em geral pouco se pensa na situação dos pedestres na cidade. Lembro de uma pesquisa realizada pela CET em 2011 que mostrava que 89,6% dos motoristas não respeitam as faixas de pedestres e que cerca de 70% das pessoas que se deslocam a pé se sentem desrespeitadas no trânsito.

Em 2011, também, a Câmara Municipal aprovou uma Lei das Calçadas, estabelecendo novos critérios e parâmetros, e até publicou uma cartilha para orientar os proprietários de imóveis, que são, em grande parte das ruas da cidade, os responsáveis pela manutenção das calçadas. Obviamente, de lá pra cá, não vimos grandes mudanças, nossas calçadas, em geral, continuam sendo de péssima qualidade…

O fato é que esse modelo de gestão da infraestrutura de circulação dos pedestres, privado e individual, simplesmente não dá conta de enfrentar o problema. Se historicamente o poder público cuida do leito carroçável, onde andam os veículos, por que não pode ser responsável por garantir calçadas seguras e confortáveis para os pedestres?

Pensando em todas essas questões que envolvem o difícil cotidiano de quem se descola a pé pela cidade, um grupo de pessoas decidiu criar a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo. O objetivo é se articular e somar forças para cobrar a inclusão de ações pela melhoria da mobilidade a pé nas políticas gerais de mobilidade da cidade.

E eles estão certos. Uma verdadeira política de mobilidade implica, sim, pensar ações de apoio à circulação dos pedestres. Em Nova York, por exemplo, existe um plano de mobilidade não motorizada que inclui tanto ações para deslocamentos por bicicleta – como o planejamento das ciclovias – como ações voltadas à melhoria da circulação dos pedestres na cidade.

Nesse momento em que a cidade de São Paulo busca mudar seu paradigma de mobilidade, investindo em mais espaço para o transporte público e para as bicicletas, com a implementação de faixas exclusivas de ônibus e de ciclovias, é fundamental, também, incluir iniciativas que melhorem as condições dessa parcela tão expressiva da população que se locomove a pé.

Imagem do post: Calçada em Itaquera, zona leste de São Paulo. Foto: Marcos Paulo Dias

Diretrizes da Mobilidade a Pé PlanMob-­SP – Apresentação

Disponibilizamos aqui a apresentação feita na sala de “Mobilidade a Pé”, na Frente de Debates Temáticos para a construção do Plano de Mobilidade de São Paulo, que aconteceu em 11 de abril de 2015.

A apresentação foi realizada por Letícia Sabino (SampaPé), Meli Malatesta (Pé de Igualdade) e Silvia Stuchi Cruz (Corrida Amiga), e tinha como objetivo:

“Construir e fortalecer juntos as diretrizes ESSENCIAIS para garantir o destaque e a prioridade na mobilidade a pé em São Paulo.”

Teve como premissa o documento:  Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé, elaborado por mais de 20 entidades  envolvidas na reflexão e reinvindicação do modo a pé, para chegar a uma base para criar uma cidade mais caminhável e confortável para os pedestres nos próximos quinze anos.

Veja aqui a apresentação completa: Diretrizes da Mobilidade a Pé PlanMob-­SP

Apresentação -  PlanMob.2015_11_04

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Primeira reunião da Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo

A primeira reunião da Associação que se propõe a lutar pela andabilidade em São Paulo aconteceu na segunda-feira, 6/4/15, com a presença de 27 pessoas. Realizada SESC Consolação, contou com um grupo diverso e muito animado com uma causa comum: andar na cidade, com qualidade e sem obstáculos.

O foco do encontro foi a apresentação de cada participante e dos idealizadores da Associação, que expuseram suas expectativas e ambições. Logo ficou claro que precisamos definir com mais precisão a que viemos e o que pretendemos fazer. As primeiras sugestões foram:

  1. Elaborar metas para a melhoria da qualidade da mobilidade a pé em São Paulo
  2. Escolher focos de atuação precisos
  3. Ter diretrizes claras para agir
  4. Garantir uma rede de voluntários para atuar na associação

Entre as ideias de metas que surgiram, podemos destacar:

  • Mobilidade a pé como prioridade absoluta em todo projeto urbanístico
  • 100% dos passeios públicos regulares
  • Taxa zero de acidentes com pedestres
  • Faixas de pedestre em todos os cruzamentos da cidade
  • Tempo urbano estabelecido em função do deslocamento a pé

No mês de abril nosso foco será discutir essas questões com os associados e interessados de modo que possamos chegar a um plano de diretrizes, metas e ações mais elaborado até a nossa próxima reunião, que acontecerá na primeira segunda-feira de maio.

2a Reunião Geral da Associação
Dia: Segunda-feira, 4/5/15
Hora: Das 19h às 21h
Local: A definir

“São Paulo quer mais calçadas, ciclovias e um trânsito “mais calmo””

Publicado originalmente em: Mobilize Brasil
AutorMarcos de Sousa
Data: 12/04/2015

Redução da velocidade do tráfego, reconstrução de calçadas nos eixos de circulação de pedestres, melhorias na sinalização para pedestres e ciclistas, ampliação da rede cicloviária e aperfeiçoamentos nos sistemas de bicicletas públicas são algumas de dezenas de sugestões apresentadas nos encontros realizados neste sábado (11/04/15) durante as discussões do PlanMob, o plano diretor de mobilidade urbana de São Paulo, que entra agora em sua fase final.

Os trabalhos, que reuniram centenas de pessoas, foram divididos em vários eixos temáticos – mobilidade a pé, ciclistas, idosos, pessoas com deficiência, saúde, e grupos específicos para organizações da sociedade civil, estudantes, trabalhadores etc. – de forma a organizar a discussão.

No grupo de Mobilidade a Pé, uma das primeiras sugestões foi a mudança do nome da secretaria de transportes para Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, além da criação de uma Diretoria de Mobilidade a Pé, “diretoria com poder real e dinheiro para desenvolver os projetos voltados para o pedestre”, enfatizaram os participantes.

Calçadas, sinalização e toda a infraestrutura para conforto de pedestres (e ciclistas) também foram considerados assuntos prioritários para o desenvolvimento da mobilidade na capital paulista.

Os integrantes do grupo de Mobilidade a Pé sugeriram a realização de pesquisas periódicas (a cada cinco anos) para detectar os locais estratégicos de passagem de pedestres, as características dessas pessoas, a velocidade de caminhada e também os tempos ideais para abertura dos semáforos. Explica-se: ainda hoje os projetistas do tráfego utilizam métricas de outros países para calcular larguras de faixas de pedestres, tempos de semáforos etc., mas, como se sabe, brasileiros não caminham na mesma velocidade de holandeses, alemães ou dinamarqueses. As mesmas pesquisas poderão detectar as condições das calçadas e da sinalização urbana, de forma a orientar as futuras intervenções da prefeitura.

Debates no grupo que abordou o tema da Mobilidade a Pé. Foto: Du Dias

Debates no grupo que abordou o tema da Mobilidade a Pé. Foto: Du Dias

Os participantes reiteraram a necessidade de que a prefeitura dê sequência ao Plano Emergencial de Calçadas (2008) para intervir diretamente na renovação das calçadas em locais de grande circulação de pedestres, no centro da cidade e nos centros de bairros. 

Para o financiamento das obras, além do investimento público, sugeriu-se o investimento privado dos edifícios grandes geradores de tráfego e das empresas de serviços que utilizam o subsolo das calçadas, como as concessionárias de energia, gás, comunicações e saneamento. Mais ainda, sugeriu-se que uma fatia maior dos recursos recolhidos com multas de trânsito seja aplicado na mobilidade a pé.

Comunicação e educação foram pontos de destaque em praticamente todos os grupos de discussão. Há um consenso sobre a necessidade de campanhas de educação voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, de forma a melhorar o convívio nas ruas e reduzir o número de acidentes. Devem ser campanhas permanentes – insistiram os participantes -, em rádio, tv, internet, jornais e outros modos de difusão, além de programas de formação em escolas, empresas, repartições públicas e outras organizações da sociedade.

Velocidade máxima: 50 km/h

O grupo de ciclistas sugeriu a imediata redução da velocidade do tráfego em todas as vias da cidade, fixando um teto de 50 km/h nas vias expressas. As demais vias teriam limites de 40, 30 e até 20 km/h, nas proximidades de escolas, centros médicos e outros pontos de grande circulação de pedestres e ciclistas. Outros pontos pontos importantes das discussões sobre bicicletas envolvem também o pedestre: os ativistas pedem a garantia de acessibilidade em todas as pontes e viadutos da cidade; e sugerem que a prefeitura evite “roubar” espaço das calçadas para implantar as novas ciclovias.

No documento apresentado pela Câmara Temática Bicicleta,que dialoga com a prefeitura, os ciclistas sugeriram algumas diretrizes urbanísticas para a Rede Cicloviária Estrutural, que pode chegar a quase 1.500 km, segundo a nova proposta da prefeitura:

  • Conectividade;
  • Ligações perimetrais e radiais;
  • Linearidade (rotas mais curtas);
  • Intermodalidade (conexão com outros sistemas de transporte);
  • Hierarquização das ciclovias segundo a mesma hierarquia do sistema viário geral.

Os cicloativistas insistiram ainda nos seguintes pontos:

  • melhoria da qualidade nas ciclofaixas e ciclovias implantadas na cidade. Um exemplo é evitar a sobreposição das ciclofaixas às sarjetas de drenagem pluvial;
  • priorizar rotas com menor inclinação;
  • implantar sistemas de sinalização semafórica, horizontal e vertical;
  • desenvolver um programa de manurenção permanente para o sistema cicloviário da cidade.

Por fim, o documento dos cicloativistas estimula a prefeitura a ampliar o sistema de bicicletas compartilhadas e estendê-lo à toda a cidade, porém com maior garantia de qualidade e confiabilidade para os usuários.

Ao final do encontro, os representantes da prefeitura informaram que outras sugestões ao PlanMob poderão ser enviadas por meio eletrônico até dia 17 de abril através do link http://smtplanmob.prefeitura.sp.gov.br/.

Para conhecer o PlanMob:
www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/planmob/