Por que defender a mobilidade a pé?

Não é exagero dizer que todos somos pedestres. O deslocamento a pé é a forma mais primordial de locomoção e conecta todos os outros meios de transportes. Usamos calçadas e ruas todos os dias: empurrando carrinhos, carregando objetos, com bengalas, guiando cães, em cadeiras de rodas, brincando, para ir ao trabalho, à escola, às compras, ao estacionamento, para ver a rua, fazer exercício, dia e noite, faça sol ou faça chuva.

Por isso falamos “Mobilidade a Pé”, pois vai muito além de se classificar como pedestre. A mobilidade a pé agrega as integrações e baldeações, caminhar até o ônibus, metrô, trem, bicicletário… E também dá a dimensão do sistema que precisa ser planejado: com calçadas, travessias, sinalização, árvores, lixeiras e demais infraestruturas.

Mas justamente por sermos “todos pedestres”, é difícil gerar identificação das pessoas com esse meio de transporte, o que torna ainda mais difícil fazer tomadores de decisão se lembrarem dos pedestres no seu planejamento para a cidade.

A estrutura da cidade cria caminhos tortuosos, como calçadas esburacadas e cheias de obstáculos, ausência de rampas de acessibilidade e travessias mal posicionadas. Está na hora de mudar essa realidade!

 Cidades caminháveis e acessíveis para todos

Em uma cidade caminhável, todas as pessoas se deslocam com conforto e segurança. A acessibilidade não é importante apenas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas também para idosos, gestantes, crianças e pessoas carregando compras e carrinhos de bebê, pois todos devem se deslocar com autonomia, sem ter que recorrer a ajuda de terceiros. Ela vai muito além de ter calçadas amplas e sem buracos, pois permite que as pessoas se localizem em qualquer ponto da cidade, possam atravessar as ruas e avenidas sem medo de ser atropeladas, sem desviar de objetos no seu caminho e não sejam incomodadas pela sujeira ou pela poluição sonora e atmosférica.

Isso significa que toda a rede de mobilidade a pé e de transporte público deve ter um desenho universalmente acessível. Ou seja, essas redes de transporte devem levar em conta as necessidades de todos e todas, sem obstáculos ou degraus intransponíveis a qualquer pessoa.

Cidades caminháveis promovem saúde, sustentabilidade (ambiental e econômica), justiça social e bem-estar.

 

< 1. Apresentação > 3.Os princípios da defesa da mobilidade a pé

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