Logotipo do I Seminário Caminhos da Cidade: o desafio de discutir mobilidade urbana e saúde

I Seminário Caminhos da Cidade: mobilidade urbana e saúde

A Cidadeapé foi convidada a participar do seminário organizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e fará uma apresentação na mesa “Conversas sobre Mobilidade e Saúde”, a partir das 10h50.

O Seminário é aberto ao público. Venham fazer parte!

I Seminário Caminhos da Cidade: mobilidade urbana e saúde
Data:
16 de maio de 2016
Horário: das 8h às 12h30
Local: Anfiteatro João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da USP
Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715
Organização: Faculdade de Saúde Pública da USP

O “I Seminário Caminhos da Cidade: O desafio de discutir mobilidade urbana e saúde”, promovido pelo Departamento de Epidemiologia em parceria com o Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP, e com apoio da Comissão de Cultura e Extensão da FSP-USP (CCEx), será realizado no dia 16 de maio, no auditório da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Programação

  • 8h00 Credenciamento e Recepção
  • 8h15 Abertura oficial
  • 8h45 Mesa 1: Cidade e Mobilidade
    • Dr. Francisco Comaru (Universidade Federal do ABC)– Cidades e Urbanização não planejada.
    • Ms. Marcelo Pereira Bales (CETESB) – Poluição veicular no município de São Paulo
    • Dra. Maria Ermelina Malatesta (ONG Pé de igualdade) – Mobilidade ativa
    • Dr. Tácito Pio da Silveira (Dir. de Planejamento de Transporte – SPTrans) – Plano de Mobilidade de São Paulo.

Ao final das apresentações, abertura para perguntas e debate.

  • 10h30 Intervalo
  • 10h50 Mesa 2: Conversas sobre Mobilidade e Saúde
    • Dr. Thiago de Sá (Docente da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC)) – Mobilidade motorizada e impactos na saúde
    • ONG Cidadeapé – Experiências e Propostas de Mobilidade para o Município
    • Pesquisas da FSP/USP
    o Idosos e dificuldade de atravessar as ruas em segurança (Etienne Duim – Estudo SABE)
    o Educação ambiental para promoção da saúde com trânsito solidário (Sandra Costa de Oliveira)
    o De casa para escola – mobilidade de crianças (resultados preliminares) (Sandra Costa de Oliveira)

Ao final de cada Mesa, haverá abertura para perguntas e debate.

Grupo grande de pessoas atravessa a rua contra a luz do sol

Oficina: Pessoas, a pé e de bicicleta – construindo propostas de convivência

Vamos oferecer uma oficina gratuita no evento Bicicultura!!! Pré-inscrições aqui.

Com a expansão da rede cicloviária e a maior visibilidade do uso da bicicleta como meio de transporte, surgem alguns pontos de atenção a serem olhados em relação à convivência entre os modos ativos. Com uma agenda propositiva, Cidadeapé, Sampapé e Corrida Amiga oferecem ao Bicicultura uma oficina sobre convivência entre modos ativos. O objetivo é cocriar produtos de comunicação que promovam formas de melhorar ainda mais a convivência e a união de forças em prol da mobilidade humana.

Oficina: Pessoas, a pé e de bicicleta – construindo propostas de convivência

Dia: Sábado, 28/05/16
Horário: 14h às 15h30
Local: Galeria Olido – Sala de Ensaio Azul
Endereço: Avenida São João, 473 – Centro
Pré-inscrições: aqui!

Ana Carolina Nunes

Ana Carolina faz mestrado em Políticas Públicas na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde pesquisa implementação de políticas de combate à violência contra as mulheres. Atualmente também trabalha com organizações e coletivos de mobilidade ativa (a pé e bicicleta) e ocupação do espaço público na cidade de São Paulo, tais como Cidadeapé, SampaPé e Ciclocidade.

Silvia Stuchi Cruz

Doutora em Política Científica e Tecnológica (DPCT/Unicamp); gestora ambiental (EACH/USP); idealizadora da rede CorridaAmiga; secretária executiva da Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); membro da Cidadeapé e colabora com o Mobilize Brasil.

 

Bicicultura

O Bicicultura, maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo, acontece entre 26 e 29 de maio de 2016 em São Paulo. Organizado pela sociedade civil, busca ser o expoente máximo da bicicleta em todas as suas vertentes: cultural, social, política, artística, econômica e ambiental.

O evento abre espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona.

A programação, em fase de elaboração, contará com palestras, oficinas, mostra de filmes, bicicletada noturna e outras atividades gratuitas, como feiras de trocas e exposição de novidades do mercado da bicicleta. Em breve serão abertos editais para sugestão de oficinas e para inscrição de filmes na mostra. Os locais das atividades ainda serão definidos e anunciados em breve.

O Bicicultura 2016 é idealizado e realizado pela União de Ciclistas do Brasil – UCB, Ciclocidade, Instituto CicloBr e Instituto Aromeiazero, contando com o patrocínio Banco Itaú e o apoio institucional da Prefeitura de São Paulo. São apoiadores Instituto Clima e Sociedade, Aliança Bike, CompartiBike, Shimano, Kalf, Transporte Ativo, Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) Brasil, Realbras, ARC, Visual Sinalização e Construções, Bloe, Courrieros, TC Urbes, Urbana Bicicletas, Bike Anjo, Ciclo ZN, Dream BMX, Silvia e Nina, Cidadeapé, Bicicleta para Todos, Portal Mobilize, Vá de Bike, Bike é Legal, Figura Web Filmes, Casa das Caldeiras, Brasil Bike Polo, oGangorra, Página da Rachel.

Imagem do post: Dia do Pedestre 2015. Namore sua Cidade. Foto: Fabio Pittas
Travessia T1 - Libero Badaró

“Balanço Geral da Mobilidade a Pé dos últimos anos: atingimos o mesmo pé de igualdade dos demais modais?”

Publicado originalmente em: Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)
Autora: Meli Malatesta
Data: 04/04/2016

Mais uma gestão municipal entra na reta final de mandato e exige a feitura de uma reflexão sobre como anda (desculpe o trocadilho) a Mobilidade a Pé na cidade dos últimos anos.

De positivo temos de cara um Plano Diretor que insere a Mobilidade a Pé na matriz modal da cidade, assume e descreve sua rede, institui a criação de área responsável para cuidar do assunto como nunca foi feito antes em qualquer legislação municipal.

Na sequência vem o Plano de Mobilidade – PlanMob, exigência do Programa Nacional de Mobilidade Urbana instituído pela Lei Federal da Mobilidade Urbana. Com a participação da sociedade, através dos primeiros movimentos pedativistas, a insípida redação inicial foi alterada e passou a incluir diretrizes políticas de forma a finalmente descolar o assunto dos tradicionais programas pontuais de segurança trânsito limitados à redução de atropelamentos, assumindo a uma postura mais ampla e sistemática, apesar da recusa da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) da inclusão do conceito de Rede de Mobilidade a Pé.  O assunto Mobilidade a Pé conseguiu até uma cadeira na estrutura do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte que a princípio, para variar, não havia contemplado este modal na sua formação inicial.

 

Grupo de pedestres numa rua e palestrantes num evento da ANTP

Apesar de todas estas boas iniciativas, a aplicação prática da prioridade dada à Mobilidade a Pé ficou restrita a uma única e efetiva ação de abrangência, constituída pelo Programa de Proteção à Vida, responsável por reduzir as velocidades das principais avenidas da cidade a civilizados níveis de 50 Km/h.  Apesar de não ter sido objetivamente  dirigido aos que caminham a pé,  esta redução, minimizada por muitos equivocadamente como indústria de multas, repercutiu positivamente e em pouquíssimo tempo, com uma expressiva redução do número de mortes de pedestres.  Este fenômeno assume enorme importância porque, pela primeira vez desde que os dados de acidentes de trânsito passaram a ser coletados na capital, o atropelamento deixou de ser a ocorrência de trânsito que mais mata gente.

Entretanto ainda há muito a ser feito para se estruturar uma rede por onde se possa exercer definitivamente a mobilidade mais praticada na cidade: são as ações referentes à construção, manutenção e fiscalização das terríveis calçadas paulistanas. Nesta gestão se reduziram a um pífio programa de construção de 1 milhão de metros quadrados de calçadas.  Apesar do impressionante número, quando divididos pelos 2,00 m de largura da média de nossas calçadas resultam em 250 Km, quase nada se comparado aos quase 34 mil Km que representam o total.  É quase a metade do que os já alcançados 400 Km de ciclovias e ciclofaixas que foram implantados nos últimos dois anos.

Pés de pedestre em calçada de pedra portuguesa quebrada

E quanto à sensação de desconforto gerada pelo pouco tempo de travessia nas faixas semaforizadas, o que foi feito?  Persiste ainda para os que andam a pé a sensação de divisão injusta de tempo nas travessias sinalizadas, mesmo com o vídeo tutorial divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) explicando a eles o que é para ser feito nesta bizarra programação.  Pena terem esquecido de preparar outro filme tutorial para os condutores sobre o que fazer nesta situação. Mas efetivamente, até o momento, não houve alteração da política da redivisão do direito de uso do espaço e do tempo dos cruzamentos entre pedestres e veículos, e a exótica programação semafórica da travessia reduzida adotada desde a gestão anterior reina absoluta, indiferente às características de perfil e fluxo de usuário.

Também muito pouco ainda foi feito para melhorar a qualidade do acesso a pé para a utilização dos equipamentos de transporte público coletivo, totalmente desprovidos de infraestruturas de conexão eficientes e seguras e menos ainda de informação sobre as linhas de ônibus que as servem.

Pedestre numa calçada ao lado de um poste com placa

Baseados nestas considerações podemos concluir seguramente que mesmo tendo sido criado um ambiente legal propício às políticas de priorização da Mobilidade a Pé e à estruturação de sua rede através da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei da Mobilidade Urbana de 2012) e da Lei Brasileira da Inclusão, o caminho ainda é longo para que a caminhada possa estar nivelada no mesmo Pé de Igualdade dos demais modais.

Maria Ermelina Brosch Malatesta – Arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, mestrado em Transporte a Pé na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e doutorado em Transporte Cicloviário pela FAUUSP; presidente da Comissão Técnica Mobilidade a Pé e Mobilidade e Acessibilidade da ANTP

Imagem do post: Travessia da rua Libero Badaró. Foto: Cidadeapé
Card da Corrida Amiga para a campanha Calçada Cilada, sobre fundo de calçada de mosaico

CalçadaCilada2016: Ponte Rio—São Paulo pela mobilidade a pé e acessibilidade universal

Neste sábado, tem ação da #CalçadaCilada 2016!

Uma ação da Corrida amiga com a Cidadeapé, a Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e nosso parceiro carioca: Caminha Rio. Isso mesmo!!! Será uma ato simbólico de irmandade entre a rede dentro da campanha Calçada Cilada na luta por cidades caminháveis e acessíveis.

Vai ser logo após o 3º módulo da série de Formações em Mobilidade a Pé. Ao concluirmos nossos estudos a respeito do “Pedestre na Lei”, vamos às ruas para caçar #CalçadaCilada!

Todos estão convidados a participar. É só ir se encontrar com a gente às 16h30.

#AcessibilidadeUniversal App #Cidadera #MobilidadeAPé
#Corridaamiga #ANTP #Cidadeapé #CaminhaRio

Dia: Sábado, 12/03/2016
Hora: 16h30
Local: Na frente do Colégio Equipe
Endereço: Rua São Vicente de Paula, 374

Evento no Facebook: CalçadaCilada2016: Ponte Rio—São Paulo pela mobilidade a pé e acessibilidade universal

Cone laranja tombado em buraco de calçada de mosaico quebrada

Calçada Cilada 2016

Comentário Cidadeapé: A Cidadeapé é uma das apoiadoras da Campanha Calçada Cilada 2016! Vamos participar e enviar fotos das calçadas esburacadas, quebradas, com obstáculos, com degraus, postes, pisos escorregadios que encontramos em nosso caminho todos os dias? Basta abaixar o aplicativo Cidadera no celular e começar a denunciar!! E depois taguear: #calçadacilada

A caminhada é meio de transporte urbano que não gera emissões, é natural e saudável. Além disso, a maior parte dos deslocamentos urbanos é feito desta forma no Brasil, segundo estudo feito pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) em 2014. Porém, quem anda à pé se deparar com muitas ciladas sob  a forma de calçadas e ruas mal cuidadas, e por isso precisamos unir esforços para incentivar a sociedade civil a denunciar e reivindicar mudanças. Com esse propósito, a Corrida Amiga está organizando a campanha Calçada Cilada 2016. Nosso canal com o poder público é o aplicativo e o site Cidadera, uma plataforma interativa e prática que vocaliza nossas demandas de mobilidade a pé e acessibilidade.

Como participar?

  • Denunciando calçadas cilada com o app Cidadera
  • Divulgando a campanha
  • Articulando-se com a nossa rede
  • Liderando e participando dos eventos
  • Contribuindo com sugestões

Usando o app

Baixe o app Cidadera no smartphone – versão Android ou IOS –  de forma a poder registrar suas avaliações dos locais por onde você caminha. Também é possível fotografar e anotar as informações para publicá-las no site do Cidadera – calçada cilada.

Seja no app ou no site, clique no link “Pedestre”, escolha a cidade, a rua onde você encontrou o problema de mobilidade, e indique as ciladas encontradas. O objetivo é gerar um mapa nacional #CalçadaCilada para alimentar outras pesquisas relacionadas à caminhabilidade urbana.

Como foi a Campanha Calçada Cilada 2015?

  • Histórico: Mais de 291 ocorrências levantadas em 41 municípios de 16 estados da federação e mais de 30 parceiros.
  • A repercussão na mídia foi positiva, com mais de 40 reportagens na imprensa (oGlobo; CatracaLivre; Abril)
  • Todas as irregularidades denunciadas foram encaminhadas aos responsáveis (prefeituras e sub-prefeituras). Tivemos o retorno de 3 prefeituras, querendo saber mais sobre o uso do app para auxiliar na gestão pública e interface com cidadãos.

Calçadas, Acessibilidade e a nova lei da Inclusão

A campanha Calçada Cilada 2016 destacará o debate da acessibilidade universal e inclusão, especialmente após a entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015).  Estaremos lutando por cidades acessíveis, onde possamos ir e vir livremente. Veja o que alguns apoiadores disseram sobre a campanha:

  • É necessário sensibilizar o cidadão que somos todos pedestres. Em algum momento todos caminhamos (Paulinha – pedestre, Jane’s Walk Brasília)
  • Temos que trazer à consciência da sociedade civil o transtorno quanto à dificuldade de mobilidade. (Mila Guedes – Milalá, São Paulo)
  • Tornar público e amplo casos tratados como individuais, tais como acidentes pessoais (que é, de fato, um problema de todos!). (Gilberto de Carvalho – Cidadeapé)
  • É preciso resgatar o  maior propósito das vias públicas urbanas: a caminhabilidade e a mobilidade das pessoas, (Manoel Silva – Londrina Sustentável)
  • Temos que começar a chamar atenção para o problema da caminhabilidade e da falta de acessibilidade no Rio de Janeiro. (Thatiana Murillo – Caminha Rio)

O que faremos?

  • Durante o mês de março, na Comissão Técnica de Mobilidade a pé e Acessibilidade da ANTP, faremos a leitura do Código de Trânsito Brasileiro e da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Nº 12.587/ 12) de modo a identificar pontos que requerem ser atualizados sob a perspectiva do pedestre. A #calçadacilada ajudará a evidenciar e colocar em pauta a falta de infraestrutura adequada à mobilidade a pé.
  • No dia 01 de abril, em cooperação com Cidade Ativa, FIAM-FAAM e Portal Mobilize, vamos promover um debate sobre as várias perspectivas da “Calçada Cilada”. Queremos impulsionar a reflexão a respeito dos agentes da mobilidade a pé, das responsabilidades acerca da acessibilidade em nossas cidades, bem como inspirar soluções e caminhos.
  • Nos dias 02 e 03 de abril, organizaremos caminhadas em prol da mobilidade ativa e da acessibilidade das calçadas. Denunciando ciladas em calçadas a partir do aplicativo Cidadera, priorizando vias com grande circulação de pessoas – como aquelas próximas a hospitais, escolas, centros de compras, terminais de transportes ou atrações turísticas, seja no centro das cidades ou nos bairros mais distantes.
  • No dia 10/04, em conjunto com a ONG Atados na Campanha Dia das Boas Ações, realizaremos o Boca no Trombone, encaminhando as denúncias de #calçadaCilada 2016 aos órgãos responsáveis, pressionando em Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), mídias sociais, páginas/ comunidades das prefeituras.

Apoiadores da Campanha

  • Achilles International Brasil
  • Anjos que correm
  • ANTP
  • Atados / Dia das Boas Ações
  • Bike Anjo
  • Biomob
  • Caminha Rio
  • Cidade ativa
  • Cidadera
  • Cidadeapé
  • Corrida transporte
  • Desbravadores de Sampa
  • Desenhe sua faixa
  • Giro Inclusivo
  • Instituto CicloBR
  • Instituto Clima e Sociedade ICS
  • Instituto Mara Gabrilli
  • Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP)
  • Jane’s Walk BSB
  • Livro “Eu Amo Correr”/ Editora Mol
  • Milalá
  • Mobilize
  • Move Brasil
  • Pé de Igualdade
  • Respeite um carro a menos
  • Rock & Run
  • Sampapé

 

Mulher passa junto a uma placa de ponto de ônibus em calçada com jardim

“Nossa São Paulo solicita à Prefeitura que disponibilize informações nas paradas de ônibus”

Publicado em: Rede Nossa São Paulo
Autor: Airton Góes
Data: 03/03/16

Comentário Cidadeapé: Um dos elementos do sistema de transporte a pé é a informação. Informação sobre onde você está, para onde você vai, como chegar e muito mais. Informações como essas deveriam ser encontradas em todos os pontos de ônibus da cidade, de acordo com leis municipais, por exemplo. Uma das lutas da Cidadeapé é pela informação nos pontos de ônibus: completas, com qualidade, no mínimo do mesmo tamanho que a publicidade. Por isso assinamos a carta da Rede Nossa São Paulo e estamos preparando outras ações para reivindicar essa informações.

Carta, que é assinada por outras 158 organizações da sociedade civil, reivindica informações básicas ao cidadão: linhas que passam no local e respectivos trajetos

Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo

Nesta quinta-feira (3/3), a Rede Nossa São Paulo encaminhou carta ao prefeito Fernando Haddad e ao secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, reivindicando que a Prefeitura disponibilize nas paradas de ônibus da cidade informações básicas aos usuários do sistema público de transporte.

O documento, que é assinado por outras 158 organizações da sociedade civil, solicita que as informações sobre as linhas que passam pelo local e o roteiro de cada uma delas sejam colocadas em todos os pontos de ônibus da cidade de São Paulo, no menor prazo possível. E que estas informações sejam disponibilizadas também em formatos acessíveis e inclusivos.

De acordo com a carta, em outras cidades do mundo estas informações estão disponíveis aos cidadãos há muitos anos.

“São medidas simples, que trariam enorme benefício aos cidadãos, e uma demonstração de respeito aos usuários do transporte público”, conclui o texto.

Além das 158 organizações da sociedade civil que assinam a carta, segundo a Rede Nossa São Paulo, dezenas de cidadãos e cidadãs também se dispuseram a apoiar a iniciativa.

Confira abaixo a íntegra do documento encaminhado ao prefeito e ao secretário municipal de Transportes, com a relação das organizações que a assinam:

Ao
Excelentíssimo Senhor Prefeito Fernando Haddad

Em primeiro lugar, gostaríamos de cumprimentar a Prefeitura de São Paulo pela prioridade que tem dado ao transporte público e ao não motorizado. Esta política está sintonizada com aquela praticada em todas as cidades do mundo que procuram melhorar a mobilidade da população.

Entretanto, registramos a necessidade de uma importante medida que há tempos deveria ter sido implementada. Faltam nos pontos de ônibus informações básicas ao cidadão: quais são as linhas que passam nestes locais e qual o trajeto percorrido. Não é à toa que nas paradas de ônibus de quase todas as cidades do mundo – grandes, pequenas e médias – tais informações estão disponíveis aos cidadãos há muitos anos. Certamente o prefeito deve ter constatado esta realidade em suas viagens ao exterior. 

É incrível que em São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, não tenha estas informações nos pontos de ônibus, obrigando, inclusive, alguns ativistas de boa vontade a grafitar o número das linhas que passam por lá.  Esta responsabilidade deveria ser da Prefeitura. 

Solicitamos, portanto, que as informações sobre as linhas que passam pelo local e o roteiro de cada uma delas sejam colocadas em todos os pontos de ônibus da cidade de São Paulo, no menor prazo possível. E que estas informações sejam disponibilizadas também em formatos acessíveis e inclusivos, como letra ampliada, em relevo ou em Braille, além de áudio.
São medidas simples, que trariam enorme benefício aos cidadãos, e uma demonstração de respeito aos usuários do transporte público.

Atenciosamente,

Rede Nossa São Paulo e demais organizações abaixo assinadas

Imagem do post: Que ônibus passa aqui? 
Silhuetas de corpos desenhadas com giz na faixa de pedestres, em ato pelas vítimas do trânsito

“Em São Paulo ativistas pintam corpos no asfalto em protesto por mortes de pedestres”

Publicado originalmente em: Mobilize
Autor: Ana Nunes e Du Dias
Data: 26/11/2015

Nesta quinta-feira (26) as ruas ao redor do prédio que abriga o Instituto Tomie Ohtake, na região de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, amanheceram com dezenas de corpos pintados no asfalto. Os desenhos estão acompanhados do número 555, representando os pedestres assassinados no trânsito da cidade durante o ano de 2014, a maioria deles vitimas de atropelamentos. A intervenção é um protesto contra as centenas de vidas interrompidas todos os anos pela violência do trânsito.

A intervenção ocorreu durante a noite de quarta-feira (25), quando um grupo de ativistas pela mobilidade a pé percorreu algumas ruas do entorno das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Pedroso de Moraes, marcando o asfalto com as figuras. A região foi escolhida pois é ali, no prédio do Instituto Tomie Ohtake, que acontece o primeiro Seminário Internacional Cidades a Pé, com a presença de autoridades de trânsito e transporte de outras partes do Brasil e de outros países. Segundo os ativistas o protesto tem como objetivo provocar a reflexão sobre a brutalidade da cidade com as pessoas que andam a pé.

Não foi acidente

A indignação que move o protesto ganha ainda mais substância em uma semana na qual uma criança de 11 anos é assassinada por um motorista embriagado em Sapopemba, na Zona Leste, enquanto brincava no canteiro central da avenida Arquiteto Villanova Artigas. Apesar do teor violento de crimes como esse, muitos veículos de imprensa chamam atropelamentos de “acidentes”, ignorando a discrepância na relação de forças entre a carroceria de um veículo e o corpo de uma pessoas que anda a pé ou de bicicleta pela cidade.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê a responsabilidade dos veículos maiores sobre a segurança dos menores. Isso significa que todas os elementos da mobilidade são responsáveis pela incolumidade do pedestre, o mais vulnerável da cadeia. Com a ação o grupo pretende chamar atenção para a responsabilidade pela segurança das pessoas, que deve ser compartilhada entre o poder público, que desenha as vias, e a população, que as utiliza. “Não admitimos nenhuma morte no trânsito, ainda mais quando centenas de pedestres são assassinados em decorrência da irresponsabilidade de motoristas e omissão do poder público. É por cada uma das 555 vidas ceifadas na cidade de São Paulo que realizamos esse ato”, argumenta o sociólogo Andrew Oliveira, participante do protesto e intérprete do Super-Ando, super-herói criado por coletivos ligados à mobilidade a pé para valorizar a identidade dos pedestres e simbolizar a luta por uma cidade mais humana.

Os corpos pintados no asfalto chocam e chamam a atenção do poder público por melhorias nas condições da mobilidade a pé e também alerta os próprios caminhantes sobre a sua situação de vulnerabilidade. O que não significa, no entanto, estimular as pessoas a se recolher ainda mais, explica Andrew: “O grupo acredita que andar a pé já é, por si só, um ato de heroísmo por desafiar a lógica de uma cidade que privilegia o fluxo de automóveis em detrimento da segurança das pessoas”.

Vídeos

Vejam aqui dois vídeos sobre essa ação:

Página da Rachel: Ação de guerrilha
Bike é Legal: Ativismo: Corpos pintados no chão lembram mortes de pedestres em SP

Imagem do post: Corpos desenhado representam os 555 mortos de 2014. Foto: Fabio Myiata
Semáforo de pedestres com o boneco verde aceso e o logotipo do seminário Cidades a Pé

Pontapés no Seminário “Cidades a Pé”

No âmbito do Seminário Internacional Cidades a Pé, o espaço Pontapés se abre para  promover organizações, movimentos, coletivos e indivíduos que possuam alguma iniciativa voltada para a temática da transformação do espaço urbano visando à melhoria do deslocamento a pé nas cidades.

A Cidadeapé está entre os Pontapés selecionados para se apresentar no Seminário, e vamos falar do nosso trabalho no dia 27/11/15, entre 11h30 e 12h30. Esperamos todos lá!!!

Veja aqui: Treze iniciativas selecionadas para participar do ‘Pontapés’, no seminário ‘Cidades a Pé’

Programação dos Pontapés

Dia 26/11         12:30 -13:30h

1 – Projeto Agita São Paulo
Site: www.protalagita.org.br

2 – Desbravadores de Sampa – São Paulo
Site: www.facebook.com/desbravadoresdesp/
www.desbravadoresdesampa.com.br

3 – Índice de Caminhabilidade – Rio de Janeiro
Site: não há ainda

4 – Mapa de Aqui
Site: www.mapadaqui.org
http://www.facebook.com/projetomapadaqui

5 – Soluções para Cidades – São Paulo
Site: www.solucoesparacidades.org.br
www.facebook.com/Institutosolucoes

6 – urb-i Antes/Depois
Site: www.urb-i.com
www.facebook.com/urb.i4/

DIA 27/11        11:30 – 12:30h

1 – O Caminho dos Espaços de Serviços – Goiânia
Site: não há

2 – Carona a Pé – São Paulo
Site: https://www.facebook.com/profile.php?id=100010251002318&fref=ts

3 – Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo
Site: www.cidadeape.org
www.facebook.com/cidadeapesp?fref=ts

4 – Giro Inclusivo – São Paulo
Site: www.facebook.com/giroinclusivo

5 –Jane’s Walk – Brasília
Site: https://janeswalk.org
https://www.facebook.com/events/440139269508245/

6 – “Minha casa, Minha rua” – Vila Velha, Espírito Santo
Site: https://www.youtube.com/watch?v=hf4YJhHyh6Q

7 – R.O.T.A.S. – Rio de Janeiro
Site: https://www.ta.org.br/
https://www.facebook.com/DR-Das-Calcadas-610711522295805/

 

Pontapés

Dias: Quinta – 26/11/15 e sexta – 27/11/2-15
Hora: Das 11h30 às 12h30
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: R. Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo
Encontro de arquitetos e urbanistas - Mesa Mobilidade

Mesa sobre Mobilidade a Pé no “Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas”

Uma discussão sobre Mobilidade a Pé, Ciclofaixas e Transporte Público acontecerá no dia 13/11/15, dentro do Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas, organizado pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP), e contará com a participação de membros da Cidadeapé, Comissão Técnica (CT) Mobilidade a Pé e Acessibilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e SampaPé.

O encontro dos Arquitetos e Urbanistas tem como principal objetivo reunir profissionais, estudantes, entidades e toda a população em atividades que discutam o atual contexto profissional, definindo diretrizes de ações nos campos das relações de trabalho, do exercício da arquitetura e do urbanismo e das suas resultantes sobre as cidades. O tema deste ano é  a “Crise urbana e a organização dos arquitetos e urbanistas”.

A mesa sobre Mobilidade se coloca nesse contexto para incluir a questão da conectividade das cidades: acessar os ambientes construídos das mais diferentes formas, levando em conta a qualidade dos espaços públicos e privados de circulação e deslocamento, assim como o conforto, a segurança e as necessidades de quem se desloca. A premissa aqui é que todo deslocamento começa e termina a pé, que ele seja realizado por meio de bicicleta, ônibus, carro ou qualquer outro meio de transporte.

Encontro de arquitetos e urbanistas - Mesa Mobilidade

MESA 2 – Mobilidade a Pé, Ciclofaixas e Transporte Público. Para Onde Vamos?

Dia: 13 de novembro de 2015
Horário: das 10h às 12:30h
Local: Praças das Artes
Endereço:  Av. São João, 281, São Paulo

Inscreva-se aqui!

Gratuito

Semáforo de pedestres com o boneco verde aceso e o logotipo do seminário Cidades a Pé

Seminário Internacional “Cidades a Pé”

Discutir a cidade do ponto de vista de quem anda a pé é muito mais do que favorecer a maioria da população que já se desloca assim todos os dias. É ressignificar a cidade, seu viário e seus espaços públicos, de modo a torná-la mais segura, mas também mais agradável, acessível, confortável, humana e menos poluída.

Para a Cidadeapé esse debate não é apenas importante: é essencial e urgente.

Por isso estamos mais do que animados com o maior evento dedicado a promover cidades caminháveis já realizado no Brasil: o Seminário Internacional Cidades a Pé, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de novembro de 2015 aqui em São Paulo.

Realizado pela Câmara Temática de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o objetivo desse evento inédito tem tudo a ver com a missão da Cidadeapé: refletir sobre a importância de caminhar nas cidades e promover políticas públicas e iniciativas da sociedade civil voltadas para cidades mais caminháveis e saudáveis.

Convidamos assim todos os nossos associados, amigos e simpatizantes a participar da intensa e riquíssima programação: palestras, mesas redondas e oficinas. Mas também no espaço Pontapés, onde cada um poderá apresentar seus projetos de mobilidade. A Cidadeapé já está inscrita num Pontapé!

Sobre O Seminário

A proposta do seminário Cidades a Pé é mostrar o panorama atual dos espaços urbanos que se desenvolveram de forma a dificultar o deslocamento a pé, e os efeitos negativos que isso provoca nas cidades e em sua população. Mas sobretudo apresentar e discutir iniciativas, políticas públicas e estudos que já estão invertendo a lógica dos espaços das cidades graças a um olhar mais amplo para a mobilidade (vista como a circulação de pessoas, mais do que de veículos) Mas também para as necessidades sociais, ambientais e físicas dos ambientes urbanos.

De modo a contemplar a complexidade do tema – que vai além do planejamento urbano e do transporte – o seminário propõe quatro grandes eixos temáticos:

  1. Mobilidade a pé e saúde
  2. Desenho urbano e políticas públicas para a mobilidade a pé
  3. Cidades para todos
  4. Cidades a pé

Serão oferecidas palestras e mesas redondas, além de oficinas técnicas para gestores públicos e público interessado.

Pontapés

O espaço Pontapés é voltado para pessoas, coletivos e demais organizações de todo o Brasil apresentarem seus projetos em mobilidade a pé. A ideia é difundir atividades em andamento relacionadas para a temática da transformação do espaço urbano, visando à melhoria do deslocamento a pé nas cidades.

Veja aqui como inscrever seu projeto.

Destaques

Entre os destaques do seminário estão David Uniman (planejador urbano envolvido em projeto de otimização do metrô de Londres), Pere Navarro (ex-diretor-geral de trânsito na Espanha), Reetta Putkonen (diretora do Departamento de Planejamento Urbano de Helsinque), além de muitos outros pesquisadores, estudiosos e ativistas, brasileiros e estrangeiros: Paulo Saldiva, Natália Garcia, Tuca Munhoz, Lincoln Paiva… E também diversos companheiros e membros da Cidadeapé: Meli Malatesta, Leticia Sabino, Silvia Cruz, Irene Quintàns, Thiago Benicchio, Mauro Calliari…

Até o Peatónito, o herói defensor dos pedestres, virá diretamente do México!!

Seminário Internacional Cidades a Pé

Dias: 25 a 28 de novembro de 2015
Horário: de 8h até 18:30h
Local: Instituto Tomie Ohtake
Endereço: R. Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo

Programação completa

Inscrições para o Seminário: http://www.cidadesape.com.br/inscreva-se
Inscrições para os Pontapés: http://www.cidadesape.com.br/pontapes/?inscrever

Gratuito