Banner da Formação em Auditoria Cidadã: Pedestre, defenda seus direitos!, com foto de pessoas atravessando a rua

Formação em Auditoria Cidadã de Segurança Viária

Nos meses de abril e maio, a Cidadeapé vai promover oficinas de formação em Auditorias Cidadãs de Segurança Viária, de modo a envolver a sociedade civil na conquista de uma cidade mais segura para quem se desloca a pé e de transporte público.

Neste momento estamos em busca de organizações e coletivos parceiros de todas as regiões da cidade que queiram fazer parte das formações. Como é a mobilidade no seu bairro? É fácil ir de casa ao ponto de ônibus? Como é para atravessar a rua? Se você acha que é possível melhorar a maneira de se deslocar na sua região, mas não sabe como reivindicar junto ao poder público – a Cidadeapé quer ajudar.

O QUE SÃO AS AUDITORIAS CIDADÃS?

São oficinas destinadas a cidadãs e cidadãos interessados em melhorar a segurança no trânsito em seus bairros. Elas são promovidas gratuitamente pelos voluntários da Cidadeapé, que aplicam uma metodologia simples de avaliação das condições de segurança para pedestres e ciclistas, fazendo um exercício prático nas ruas do entorno do local da oficina. Nosso objetivo é aproximar a cidadania da discussão sobre segurança no trânsito – que geralmente é dominada por um linguajar técnico – e dar ferramentas que permitam às pessoas exigir medidas por parte do poder público.

Gostaríamos de organizar encontros em regiões mais distantes do centro de São Paulo, junto a associações locais, conselhos, coletivos etc. A atividade seria aplicada em um sábado, com duração de 3 horas, com a seguinte estrutura:

10 minutos – Apresentação das pessoas e do projeto
40 minutos – Apresentação da metodologia
90 minutos – Realização do exercício prático nas ruas do bairro
40 minutos – Apresentação dos resultados e discussão de soluções
10 minutos – Encerramento

Destacamos que é possível adaptar a programação se a organização parceira julgar necessário. A metodologia é muito fácil de usar e será uma ferramenta importante para que mais pessoas possam ajudar a identificar – e denunciar ao poder público – as dificuldades que temos como pedestres e usuários do transporte público na cidade de São Paulo!

Veja aqui uma Auditoria Cidadã que a Cidadeapé realizou, junto com o Bike Zona Sul, na Capela do Socorro em junho de 2016.

Tem interesse em receber uma das formações em Auditoria Cidadã na sua região? Entre em contato pelas nossas redes sociais ou envie um email para contato@cidadeape.org .


As Auditorias Cidadãs em Segurança Viária são parte do projeto “Fortalecimento da Participação Social“[*], que visa fortalecer a participação da sociedade civil nas políticas públicas sobre mobilidade a pé, de modo a alavancar mudanças reais na maneira de o governo e a sociedade entenderem o deslocamento a pé como um sistema de transporte.

O projeto é uma realização do Fundo Socioambiental CASA junto com o iCS – Instituto Clima e Sociedade e parcerias do projeto Como Anda e das organizações Corrida Amiga e Cidade Ativa, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a mobilidade a pé no Brasil, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.

Foto de grupo da Cidadeapé em uma sala de reunião

36ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 36ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 26/03/18, às 19h00,  no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.

As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na biblioteca do nosso site.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.
Venha contribuir para uma cidade mais caminhável! Participe.

PAUTA DA 36ª REUNIÃO GERAL

  • Boas-vindas aos novos participantes (5 minutos)
  • Informes (10 minutos)
  • Atualizações de encaminhamentos anteriores (10 minutos)
  • Projeto Fundo Casa (20 minutos)
  • Projeto Segurança Viária/Ciclocidade (15 minutos)
  • Canais de comunicação da Cidadeapé (10 minutos)
  • Câmara Temática de Mobilidade a Pé (30 minutos)

36ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 26/03/2018
Hora: Das 19h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 
Convite da sessão 2 de planejamento estratégico da Cidadeapé, em 24 de março, no MobiLab

Formalização institucional da Cidadeapé – Segunda reunião

Depois de uma reunião muito produtiva no dia 10/3, na qual trabalhamos para reconhecer o caminho e a cultura da associação até o hoje e conectar com a responsabilidade de cada um nessa história, conseguimos começar a elaborar nossos VALORES organizacionais e iniciamos a criação da nossa VISÃO e da nossa MISSÃO.

A próxima reunião é este sábado, 24/03/18, das 8:30 às 12:30, no MobiLab.

Sessão 2: Planejamento Estratégico 1

Dia: Sábado, 24/03/2018
Hora: Das 8h30 às 12h30
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Sobre as sessões

O que aconteceu no primeiro encontro, em 10 de março?

Fizemos o primeiro “mergulho” na organização, olhando para sua história recente, seus vínculos e sua potência – e também para os obstáculos e desejos não realizados. Refletimos, ainda, sobre a forma como a Cidadeapé se constitui a partir de valores, crenças e premissas, sejam elas organizacionais ou das suas pessoas integrantes.

E o que vai acontecer no segundo encontro, em 24 de março?

Vamos consolidar a trilha construída no final do encontro anterior – visão, missão e valores – e verificar quais elementos do contexto externo são relevantes para o trabalho da Cidadeapé. Com isso, daremos início ao planejamento estratégico. Será o momento de prototipar, criar, imaginar futuros possíveis.

E depois?

Depois, pé no chão! Vamos olhar para essa co-criação, selecionar aquilo que de fato iremos abraçar e pensar que tipo de organização temos que ser para ter sucesso nisso. Fecharemos o planejamento estratégico, diretrizes de gestão e arranjo organizacional e acordos de implementação.

 

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Convite da reunião de planejamento Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres?, em 17 de março

Reunião de planejamento: “Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres”

São Paulo registrou altos índices de mortalidade de ciclistas e pedestres em 2017. De acordo com dados da CET, pedestres passaram a ser as maiores vítimas do trânsito, enquanto o número de ciclistas mortos subiu entre 23% e 48% a depender da fonte (CET ou Infosiga). O que fazer para frear os retrocessos nas políticas de segurança de trânsito e fazer a cidade #Desacelerar?

A Cidadeapé  e a Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo  convidam você para um encontro de planejamento sobre quais serão as prioridades da coalizão pela mobilidade ativa para este ano.

O que há no cenário para 2018? Quais são os grandes temas no horizonte? Quem são os principais atores e agentes de mudança? Onde concentraremos nossas forças e com quem podemos contar para buscar mudanças reais?

O encontro será dividido em dois momentos. Pela manhã, faremos uma sessão de compartilhamento de conhecimentos, que contará com parceiras e parceiros das duas associações. Dentre os temas a serem abordados, estão uma abordagem plural sobre mortos e feridos (ciclistas e pedestres) no trânsito; análise de mídia sobre as principais mensagens que estão circulando; panorama geral sobre legislação para mobilidade ativa e mapeamento do legislativo municipal; revisão da Lei de Zoneamento e a importância das Operações Urbanas. À tarde, faremos uma leitura coletiva de cenário, ameaças e oportunidades.

Não é preciso confirmar presença, mas nos ajuda a planejar o encontro ter uma ideia de quantas pessoas virão. Envie um email para contato@ciclocidade.org.br.

Compareça! Ajude-nos a construir de forma conjunta nossa forma de atuação!

Reunião de planejamento
“Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres”

Dia: Sábado, 17/03/2018
Hora: Das 9h30 às 17h00
Local: Sede do Greenpeace
Endereço: Rua Fradique Coutinho, 352 – Pinheiros
Como chegar: Entre a Rua Teodoro Sampaio e a Rua Arthur de Azevedo. Estação Fradique Coutinho do Metrô. Bicicletário no local. 
 

 

Convite da sessão 1 de planejamento estratégico da Cidadeapé: missão, visão, valores e estatuto

Formalização institucional da Cidadeapé

A Cidadeapé está se preparando para se formalizar como associação. Para tanto, precisamos discutir o que a Cidadeapé é e o que pretende ser; avaliar os esforços empreendidos até agora; definir os objetivos da associação e futuras ações; determinar nossa gestão assim como formas de assegurar recursos para seu funcionamento.

Teremos quatro sessões de discussão facilitadas por profissionais de planejamento de organizações ativistas: Carolina Munis e Gabi Juns.

Venha nos ajudar a construir nossa associação!

Sessão 1: Missão, Visão, Valores e Estatuto

Dia: Sábado, 10/03/2018
Hora: Das 8h30 às 17h30
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Sobre as sessões

Teremos quatro sessões de discussão nos meses de março e abril que vão nos dar os subsídios para que possamos:

  1. Definir nossos Objetivos, Missão e Valores
  2. Nortear a elaboração o estatuto da associação
  3. Desenvolver um plano estratégico

Sessão 1

A primeira sessão terá 8 horas de duração, para a discussão coletiva dos elementos necessários para a elaboração do nosso estatuto social, o documento que organiza a estrutura de funcionamento e administração da organização, além de nossos objetivos e atividades. Entre eles:

  1. Declaração de Missão, Visão e Valores
  2. Finalidade da associação
  3. Atividades que a associação se propõe a exercer
  4. Gestão

Sessões 2, 3 e 4

As demais sessões terão 4 horas cada e servirão para elaborar o plano estratégico da Cidadeapé para os próximos meses ou anos.

Finalmente realizaremos a Assembleia Constituinte da Cidadeapé num sábado festivo de maio!

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Venha preparado para a discussão!

Sebrae: Roteiro para criar uma associação

IDIS: Diferenças entre Associação e Fundação

SocialImpact: 10 elementos essenciais de um estatuto social

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Ilustração da pesquisa Convivência no trânsito, da Ciclocidade e da Cidadeapé, com ônibus, ciclista e pedestre

Convivência no Trânsito: ônibus + pedestres + ciclistas

Qual a sua relação com os ônibus na cidade de São Paulo? Já enfrentou problemas ao pedalar ou caminhar perto de corredores e faixas exclusivas de ônibus?

Responda à pesquisa organizada pela Ciclocidade com o apoio da Cidadeapé e nos ajude a entender quais são os principais conflitos entre transporte por ônibus e modos ativos na cidade: https://bit.ly/PesquisaOnibus

Você pode responder a pesquisa do ponto de vista de ciclista ou de pedestre. São menos de 5 minutos se você responder só uma seção e 7 minutos se você responder as duas! As respostas da pesquisa nortearão sugestões para o treinamento de motoristas de ônibus. Participe:https://bit.ly/PesquisaOnibus

Nota: Parte do projeto “Iniciativa Global pela Segurança Viária”,  do Road Safety Grants Programme, dentro da Bloomberg Initiative for Global Road Safety. A Cidadeapé é parceira da Ciclocidade para desenvolver campanhas e atividades voltadas para a redução de velocidade no trânsito, acalmamento de tráfego e segurança de pedestres em São Paulo.
Foto de grupo da Cidadeapé em uma sala de reunião

35ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 35ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 26/02/18, às 19h00,  no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.

As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na biblioteca do nosso site.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.
Venha contribuir para uma cidade mais caminhável! Participe.

PAUTA DA 35ª REUNIÃO GERAL

  • Boas-vindas aos novos participantes (5 minutos)
  • Informes (10 minutos)
  • Projeto Fundo Casa (15 minutos)
  • Projeto Segurança Viária/Ciclocidade (15 minutos)
  • Licitação de ônibus (10 minutos)
  • Bicicultura 2018 (10 minutos)
  • Outros encaminhamentos (10 minutos)
  • Câmara Temática de Mobilidade a Pé (30 minutos)

35ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 26/02/2018
Hora: Das 19h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 
Foto de grupo da Cidadeapé em uma sala de reunião

34ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 34ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 29/01/18, às 19h00,  no Mobilab (Rua Boa Vista, 136, Mezanino), próximo ao Metrô São Bento.

As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na Biblioteca do nosso site.

A reunião é aberta a todas e todos que queiram colaborar.
Venha contribuir para uma cidade mais caminhável! Participe.

PAUTA DA 34ª REUNIÃO GERAL

  • Boas-vindas aos novos participantes (5 minutos)
  • Informes (20 minutos)
  • Projeto Fundo Casa – Andamento dos trabalhos (15 minutos)
  • Edital ESPM Social (10 minutos)
  • Licitação Ônibus (10 minutos)
  • Estatuto do pedestre – regulamentação (20 minutos)
  • Câmara Temática de Mobilidade a Pé (30 minutos)
 

34ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 29/01/2018
Hora: Das 19h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
Foto em preto e branco de pedestres caminhando com sombras longas

Projeto de segurança no trânsito da Prefeitura de São Paulo aposta R$ 19 mi exclusivamente em comunicação enquanto ignora ações estruturais efetivas

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) de São Paulo abriram consulta pública entre 18 e 29 de dezembro de 2017 sobre contratação de uma empresa para elaborar um plano de comunicação sobre segurança no trânsito da cidade. A contratação prevê orçamento de R$ 19 milhões em um ano, prorrogáveis por mais cinco, para materiais de comunicação (como vídeos e infográficos) e mídia (como posts em redes sociais), além de planejamento e mensuração dos resultados.

A Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo então apontou problemas no projeto.

  • Considerando o enxuto orçamento para uma cidade com a complexidade e o atrasado modelo de mobilidade urbana como São Paulo, qualquer investimento na área precisa ter boa gestão e ser otimizado ao máximo.
  • Comunicação é importante para esclarecer os cidadãos sobre seus deveres e direitos no trânsito. Mas para o momento atual da cidade, existem também outras ações práticas e efetivas que podem influenciar muito mais a segurança viária.

Portanto, a Cidadeapé propõe que a verba inicialmente prevista a ser 100% dedicada a comunicação seja compartilhada com outras ações igualmente ou mais efetivas:

Readequação física da geometria das vias:

  • estreitamento do leito e acalmamento de tráfego em retas demasiadamente largas e em curvas e declives que estimulam a velocidade;
  • estreitamento do leito em cruzamentos em que não há adequado espaço (ilha) de segurança para a travessia;
  • restituição dos espaços de calçada e de ilhas centrais subtraídos no passado para “abrir a curva” à velocidade de veículos motorizados (dificultando a travessia de pedestres na conversão).

Travessias adequadas para pedestres:

  • implantação maciça de travessias elevadas (“lombofaixas”), em especial em conversões e travessias sem semáforo
  • o fim das travessias em zig-zag
  • o fim das conversões sem faixa de travessia
  • meta de redução de trechos de mais de 50m sem faixa de travessia na cidade
  • readequação dos tempos de travessia considerando todas as pessoas, sobretudo idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida

Redução das velocidades máximas e praticadas nas vias através de sinalização e fiscalização aleatória.

E outros.

Além disso, outras observações importantes:

O contrato deveria ser limitado em até no máximo dois anos, considerando que esta é uma ação inédita, e que provavelmente trará muitos aprendizados ao longo de sua execução.

Os materiais produzidos, além de estarem subordinadas às necessidades de um programa permanente de segurança viária, devem passar pela avaliação das esferas de participação pública da Secretaria, como o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e suas câmaras temáticas.

As diretrizes de conteúdo do material a ser produzido devem inspirar-se e constantemente basear-se em legislações já existentes, como o Estatuto do Pedestre de São Paulo, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, a Política Nacional de Mobilidade Urbana e a Lei Brasileira de Inclusão.

À empresa interessada na concorrência deve ser imposta restrição à prestação de serviço para empresas de bebidas alcoólicas ou do setor automotivo durante todo o contrato, ou cairemos num potencial e perigoso conflito de interesses.

O período da consulta pública coincidiu exatamente com as festas de final de ano, e seu conteúdo não foi compartilhado nas esferas já estruturadas de participação pública (como a CTMP e o CMTT). Isso impede uma discussão séria sobre o tema com a sociedade civil e levanta o questionamento sobre os porquês de o poder público municipal preferir publicar edital de tamanha importância de forma autocrática e não-participativa.

Para concluir: diversas cidades do mundo vêm implantando programas de segurança de trânsito chamados de Visão Zero. Eles contemplam, entre muitas outras, ações simples e efetivas de mudança no desenho das ruas, transformando esses espaços de deslocamento ao induzir motoristas a adequarem a velocidade de seus veículos e, com isso, alcançando resultados efetivos. São Paulo já tem algumas ações nesse sentido – como as áreas calmas em implantação em São Miguel Paulista –, porém avança de forma extremamente tímida e pontual.

Com base em dados citados em notícias recentes da Prefeitura, calculamos que uma verba de R$ 19 milhões seria suficiente para, por exemplo, realizar três projetos de áreas calmas em centralidades de bairros.

Urge comunicar São Paulo a necessidade de reduzir drasticamente as mortes e lesões permanentes (e diárias) que ocorrem em nossa cidade. Não basta comunicar este desejo; é preciso que ele esteja refletido em como nossas ruas instigam o paulistano a se comportar quando em deslocamento. Hoje, em sua esmagadora maioria, nossas ruas limitam a mobilidade ativa, priorizam e incentivam a velocidade motorizada e dão preferência notável ao deslocamento por automóveis – o que atende a menos de 1/3 da população da cidade.

Exigimos que a Prefeitura priorize a restituição do direito das pessoas à cidade e o redesenho das vias para readequá-las à realidade de São Paulo: uma conjunção de pessoas (e não automóveis). A comunicação deve ser utilizada, sim, mas para explicar à sociedade a importância dessas novas infraestruturas e para adestrar motoristas sobre como se comportar nelas – não para pedir “gentileza” e seguirmos lamentando nossos cotidianos crimes de trânsito como se fatalidades fossem.

Cartão de feliz ano novo da Cidadeapé sobre foto aérea de um cruzamento com faixas de pedestres

Feliz Ano Novo!

Cartão de feliz ano novo da Cidadeapé sobre foto aérea de um cruzamento com faixas de pedestres

A Cidadeapé deseja um Feliz Ano Novo a todos os que se deslocam pela cidade!

Nosso terceiro ano de atuação estabeleceu a Cidadeapé como uma das importantes referências no tema da mobilidade ativa em São Paulo, graças a um trabalho consistente junto ao poder público e à sociedade, e ao lado de parceiros sérios e com a mesma visão de mobilidade urbana resiliente e sustentável.

Estivemos presentes e atuantes durante todo o ano nos principais espaços de participação social de São Paulo. Nossa missão principal é consolidar a ciência de que o deslocamento a pé é um sistema de transporte, e o mais utilizado na cidade. Por isso exige recursos financeiros, humanos e uma visão mais ampla sobre o transporte urbano – especialmente quando se almeja uma cidade mais humana e saudável.

Assim, estivemos mensalmente defendendo essa visão no CMTT, com uma representante eleita para a Cadeira de Mobilidade a Pé  (conquista no final de 2016) e uma representante na Coordenação Executiva do conselho. Estivemos também discutindo diretamente com técnicos da Secretaria de Mobilidade e Transportes no contexto da Câmara Temática de Mobilidade a Pé. Participamos de diversas audiências públicas na Câmara dos Vereadores, notadamente no que se refere ao aumento de velocidade dos veículos nas marginais e do aumento das mortes e lesões de pedestres no trânsito.

Com a intenção de ampliar ainda mais esse trabalho, iniciamos o projeto de “Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo“, com apoio do Fundo Socioambiental Casa. Completamos a primeira etapa do projeto lançando agora em dezembro o Guia de Defesa da Mobilidade a Pé.

Sabemos que podemos fazer a diferença e que estamos fazendo (falamos um pouco sobre isso aqui).

Nosso desejo para 2018 é ampliar ainda mais a nossa atuação, com mais pessoas ao nosso lado, sejam simpatizantes, associados, voluntários e parcerias. Há muitas formas de participar: Junte-se à nossa caminhada!

 

Destaques de 2017

 

Alguns temas abordados no ano