Cidadeapé elege novo diretor financeiro

Participantes da Assembleia Geral Extraordinária

Na última Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 29 de novembro, membros da Cidadeapé aprovaram a indicação de Oliver Cauã para substituir Gisele Barbosa na diretoria financeira até o final deste biênio. Oliver já é conselheiro da organização e vai acumular as duas funções interinamente. Na assembleia também foram discutido alguns itens importantes do estatuto da organização, de forma a deixar mais claras as possibilidades de substituição e sucessão da diretoria.

Agradecemos a quem participou do encontro e saudamos a nova formação da diretoria. Também agradecemos a Gisele pela dedicação ao longo do último ano.

Participe da Assembleia Geral Extraordinária da Cidadeapé

Convidamos todas as pessoas associadas, bem como aquelas interessadas em se associar à Cidadeapé, a participar da Assembleia Geral Extraordinária que será realizada no sábado, dia 29 de novembro de 2025, no coworking Eureka (Av. Paulista, 2439, 11º andar, sala 116).
A primeira chamada ocorrerá às 10h30, com a presença mínima de dois terços dos associados, e a segunda chamada às 11h, com qualquer número de presentes.

Pautas:

– Alteração do Estatuto Social com o objetivo de:

  1. Possibilitar que membros da Diretoria ou do Conselho possam assumir funções diretivas em caso de vacância de diretor;
  2. Retirar a exigência de afixação de convocações na sede social da Cidadeapé e possibilitar que as convocações sejam feitas através de redes sociais digitais.
  3. Possibilitar a realizações de assembleias on-line.

– Eleição de Oliver Cauã Cauê França Scarcelli, conselheiro, para a gestão financeira da Associação de dezembro de 2025 a dezembro de 2026.

Informações:

Assembleia Geral Extraordinária 2025 – Cidadeapé — Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo
Data: 29 de novembro de 2025, sábado
Horário: das 10h30 às 12h30
Local: Eureka Coworking – Av. Paulista, 2439, 11º andar, sala 116
Próximo às estações de metrô Consolação e Paulista. O prédio conta com recursos de acessibilidade e bicicletário.

Oficinas participativas: ruas para mobilidade ativa durante a pandemia

Com o objetivo de favorecer a mobilidade ativa, especialmente em ruas onde há grande circulação de pessoas para evitar aglomeração de pessoas no meio urbano durante a pandemia, a Cidadeapé , junto com o Sampapé e o Aromeiazero, conquistaram um espaço importante na condução de oficinas participativa para avançar nas transformações das ruas em São Paulo centrada nas pessoas.

Realizadas em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as oficinas fazem parte dos Diálogos Sociais, uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) de abrir espaços de mediação social não institucionalizados na busca do consenso entre o poder público, os movimentos sociais, as organizações da sociedade civil e demais cidadãos interessados, com o intuito de realizar a co-criação de soluções concretas para as demandas apresentadas.

Na primeira oficina, realizada dia 13 de agosto, foram selecionadas algumas vias da cidade , a partir dos critérios como fluxo de pedestres, tipos de vias (com quantidade de comércio e serviços), a proximidade de estações de metrô, terminais de ônibus e hospitais. Os estudos técnicos foram realizados pelas equipes da SMT, da CET e das entidades da sociedade civil que participam da Câmara Temática de Mobilidade a Pé (CTMP).

Os participantes da reunião foram divididos em quatro grupos de trabalho com representantes dos órgãos envolvidos na atividade, com cada um destes grupos focado em um tipo de rua por função (centralidade comercial bairros, corredor comercial, estações de transporte e centros de saúde). O desafio foi construir coletivamente modelos de intervenções emergenciais de redistribuição do espaço das ruas da cidade.

Na segunda oficina, realizada em 20 de agosto, foram debatidas sugestões de intervenções para quatro regiões com potencial para serem os projetos piloto da ação, pois podem ser implementadas em um curto espaço de tempo. São o Viaduto que dá acesso ao hospital Beneficência Portuguesa, Rua Ladeira Porto Geral/Metrô São Bento/Rua Boa Vista, Avenida Kumaki Aok no Bairro Santa Helena e Rua Oriente no Brás.

Novamente o participantes da reunião foram divididos em grupos de trabalho, focados em cada um dos projetos. O objetivo é elaborar conjuntamente diretrizes para engajamento (por exemplo, formas de mapear a comunidade do entorno e envolvê-la no processo), identidade (como a identificação de possíveis adições ao projeto para adaptá-lo ao local e a possível inclusão de comunidades artísticas do entorno), e comunicação (como formas de comunicar aos usuários o que significa cada espaço e criar canais para pessoas enviarem opiniões e retorno sobre o projeto), tendo em mente os períodos de antes, durante e depois das intervenções.

O próximo estágio é de análise de viabilidade das sugestões, que continuará sendo realizada remotamente pelos membros da oficina. está previsto que já em Setembro comecem a ser realizadas as primeiras ações com ampliação de calçadas, calçadões operacionais, redesenho das vias, entre outras soluções.

Além disso, começamos a formular também um sistema que facilite o contato entre população, comércio, entidades e poder público de forma que essas intervenções possam ser feitas de uma forma simplificada e escalonável.

Esta é a forma de, colaborativamente, caminharmos para o desenvolvimento de cidades mais humanas e caminháveis.

A Cidadeapé está sendo representada nesta iniciativa pela nossa Diretora de Relacionamento Wans Spiess. Para participar, envie uma mensagem e fique atento às novidades dessa iniciativa.

Cidadeapé elege nova diretoria

No Dia Mundial do Pedestre a Cidadeapé realizou a sua segunda Assembleia Geral Ordinária desde a sua formalização, que elegeu a nova diretoria da associação. Devido à pandemia, todo o processo de mudança de gestão está sendo realizado remotamente. A reunião da Assembleia Geral Ordinária, por exemplo, aconteceu pela plataforma Google Meets.

Registro de uma parte das pessoas presentes na Assembleia Geral Ordinária

Na assembleia, a diretoria eleita para o biênio que foi de junho de 2018 a agosto de 2020 (ligeiramente estendido devido à contingência gerada pelas condições sanitárias) apresentou o relatório anual com o balanço das ações entre julho de 2019 a agosto de 2020, além do relatório financeiro. Ambos documentos foram aprovados pelas pessoas presentes na reunião.

Em seguida, foi realizada a apresentação da chapa candidata a compor a diretoria e o conselho administrativo. A composição da nova gestão foi discutida em reuniões internas entre abril e julho, nas quais integrantes da associação também opinaram sobre a reestruturação das atividades internas. Foi definido, por exemplo que cada diretoria contaria com um grupo de mais 2 ou 3 pessoas que auxiliarão a pessoa “titular” nas ações relacionadas a esse setor. Dessa forma, a composição da gestão 2020-2022 ficou assim:


Diretoria

Administrativo Financeiro Relacionamento
Rodrigo Pardo Oliver Cauã Cauê França Scarcelli Wanessa Spiess


Conselho Administrativo​

German Freiberg Haydee Svab Leandro Aliseda Rafael Gândara Calabria


Durante a assembleia, as associadas e associados presentes puderam aprovar seu voto por e-mail, e assim foi eleita a chapa que se apresentou. Os próximos passos para finalizar o processo de mudança de gestão é colher as assinaturas no documento oficial da ata da Assembleia Geral Ordinária, registrá-la em cartório e assim formalizar a nova diretoria. Reafirmamos que estamos tomando todas as precauções necessárias para seguir esses passos com a maior segurança sanitária possível.

Agradecemos à diretoria (Alexandre Moreira, Ana Carolina Nunes e Glaucia Pereira) e o conselho de administração (Mauro Calliari, Meli Malatesta e Rafael Calabria) do biênio 2018-2020 pela dedicação nos últimos 20 meses. Desejamos muita sorte e um ótimo trabalho para a gestão que assume nesse momento e convidamos cada vez mais pessoas para somarem na construção de uma associação cada vez mais atuante na defesa da mobilidade a pé!

 

Raça e gênero na Cidadeapé

A desigualdade no Brasil é arraigada em todos os aspectos da sociedade, e a mobilidade urbana não é exceção. Os mais evidentes marcadores dessa desigualdade que produz gigantescos impactos sociais — com efeitos na saúde física e mental das pessoas, na segurança e até mesmo na expectativa de vida — são gênero e raça/cor. Sabe-se, por exemplo, que pretos e pardos levam 14 minutos a mais por dia em seus deslocamentos quando comparados com pessoas brancas1. Assim como já se identificou que as mulheres fazem mais viagens a pé e por transporte coletivo2 do que homens, que usam mais veículos individuais. Por fim, destaca-se que mulheres pretas e pardas, em sua maioria, vivem mais distantes de transportes públicos de média e alta capacidade que o restante da população3.

A Cidadeapé acredita que uma sociedade anti-racista e democrática precisa de representatividade e pluralidade de vozes atuantes. Isso não inclui apenas estado e empresas, mas organizações da sociedade civil como a nossa. Neste momento que estamos vivendo, com o racismo sistêmico em em discussão no Brasil e no mundo, além dos efeitos tragicamente desiguais da crise de saúde pública amplificada pelo Covid-19, torna-se imprescindível conhecer quem são as pessoas que compõem a nossa associação e que podem somar com a gente. 

Desde meados de 2019 a Cidadeapé havia incluído no formulário de associação as características de gênero e raça/cor, pensando em realizar ações afirmativas, participar de projetos específicos e conhecer as pessoas envolvidas na organização. Porém, estávamos sem os dados de quem se associou antes disso. Nos últimos dias fizemos um esforço de falar com cada um dos nossos associados que não havia completado o formulário ainda, pois estas informações devem ser sempre autodeclaradas.

Como resultado, temos que 52% se declaram do gênero feminino, 42% masculino, 0% não-binário e 6% preferem não declarar. E sabemos agora que as pessoas integrantes da Cidadeapé se declaram 6,7% parda, 3,3% preta (totalizando 10% negras), 2% amarela, 0% indígenas, 80% branca e 8% preferem não declarar. 

Agora temos um panorama mais completo de quem somos e podemos pensar em ações em como aumentar a paridade racial dentro da nossa organização. Num primeiro momento, queremos convidar pessoas pretas, pardas, amarelas e indígenas a integrarem a nossa associação e oferecerem suas vozes para que possamos melhorar o nosso trabalho ao pensar numa mobilidade urbana boa para todos, em consonância com a nossa missão

Convidamos também as organizações parceiras da Cidadeapé a fazerem o mesmo mapeamento interno em prol de uma sociedade mais inclusiva, igualitária e democrática. Desafio lançado!

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1 – RNSP, 2019. Viver em São Paulo 2019

2 – Metrô, 2017. Pesquisa Origem Destino da Região Metropolitana de São Paulo.

3 – ITDP, Boletim 4 MobiliDADOS

Estamos de cara nova!

Desenvolvemos um logo que tem mais a nossa cara e reflete melhor nossos valores.

A Cidadeapé acredita numa cidade onde cada pessoa pode caminhar com liberdade, qualidade e segurança. Isso significa poder estar na cidade, usar a cidade, se deslocar na cidade com tranquilidade e com nossos direitos garantidos. Uma cidade humana oferece espaço para pular corda, andar de skate, correr e jogar bola, além de simplesmente ir e vir.

Uma cidade boa para se viver é uma cidade boa para qualquer pessoa se deslocar e acessar todos os seus espaços, independente do transporte que cada um usa. Por isso defendemos políticas públicas para que todas as pessoas, independente de gênero, raça, idade, condição física ou socioeconômica,  tenham o direito de andar a pé assegurado nas leis e no dia a dia.

Na Cidadeapé valorizamos a participação, a diversidade, a acessibilidade, a sustentabilidade, a transparência, a atuação política democrática e organizada, a ocupação dos espaços públicos de participação, e os saberes e as experiências de cada pessoa.

Nossa nova imagem procura mostrar isso. E vamos continuar trabalhando para isso nesta década que se inicia. Feliz década de 2020!

Conheça nossa missão, visão e valores e veja como atuamos

E aproveite para apoiar o nosso trabalho se associando hoje!!

Um ano

Comemoramos ontem um ano de formalização da Cidadeapé.

Nada como as palavras de uma associada para descrever o que consideramos ser o mais importante: o poder de associação, de pessoas trabalhando juntas por valores comuns.

Há pouco mais de um ano participei da minha primeira reunião na Cidadeapé, onde encontrei um grupo engajado e ativista a favor dos caminhantes de São Paulo. Logo que entrei, a associação estava se formalizando e hoje comemoramos 1 ano desse passo importante como organização. Fico muito feliz em participar desse espaço junto com todos os associados que contribuem no grupo e impactam nas políticas públicas da cidade. Percebo hoje a importância de ter uma Associação que une caminhantes da cidade, para que a gente consiga juntar nossas ideias, forças e colocar a mão na massa para defender uma cidade acessível, segura, diversa e com qualidade para o nosso caminhar. Parabéns, Cidadeapé!

Herika Pritsch

Junte-se você também a este movimento e associe-se hoje para trazer mais uma voz à causa da mobilidade a pé.

Cidadãs e cidadãos se preparam para se envolver na luta por políticas públicas para a mobilidade a pé

No último sábado, 9/2/19, aconteceu no MobiLab o encontro “A Mobilidade a pé em 2019 – preparando-se para a luta”, que reuniu por volta de 25 pessoas, entre associadas da Cidadeapé e interessadas no ativismo a pé. A ideia da atividade era situar cidadãs e cidadãos sobre os princípios da defesa da mobilidade a pé e a situação das políticas públicas na cidade, de modo a prepará-las para participar na luta por uma cidade melhor.

Rafael Calabria fala sobre políticas públicas para a mobilidade a pé

Na primeira parte Rafael Calabria, conselheiro da associação, facilitou uma discussão de como as políticas públicas afetam e promovem a mobilidade a pé nas cidade. A conversa começou com uma visão das legislações existentes no país e em São Paulo – que em geral estabelecem prioridade aos modos ativos e coletivos de deslocamento. Em seguida discutimos quais órgãos municipais são responsáveis pela mobilidade urbana e como agem em relação à infraestrutura, investimentos e maneiras de planejar as vias para que o deslocamento a pé seja bom, eficiente e seguro. Por fim de abordamos a situação do orçamento público para mobilidade a pé e os canais de participação que devem ser utilizados para cobrar as melhorias necessárias. Veja aqui a apresentação.

Na segunda parte do encontro, as pessoas participantes se dividiram entre duas atividades: um treinamento de mídia para associadas e um treinamento sobre os princípios da mobilidade a pé para quem tivesse interesse em se aprofundar sobre o tema.

Ana Carolina Nunes fala de como não há uma responsabilidade compartilhada para cuidar das calçadas da cidade

O treinamento de mídia foi ministrado pela diretora de relacionamento da Cidadeapé, Ana Carolina Nunes, e contou com a participação de 6 pessoas já associadas. Em duas horas, os participantes aprenderam mais sobre os fundamentos da construção de uma reportagem, sobre o papel dos porta-vozes da associação na imprensa e dicas sobre como dar entrevistas. Ao final, aconteceu uma simulação de entrevistas usando temas polêmicos relacionados à mobilidade a pé, no qual as pessoas com menos experiência em entrevista vivenciaram “armadilhas” comuns a entrevistados.

Glaucia Pereira fala sobre Visão Zero e segurança para quem se desloca a pé

Já o treinamento sobre “Princípios da Mobilidade a Pé“, realizado pela Glaucia Pereira, contou com a participação de 18 pessoas, a maioria não associados e em primeiro contato com a Cidadeapé.

Foram abordados os seis princípios da mobilidade a pé, que guiam nossas atividades e direcionam nossas ações: 1) Segurança absoluta para quem anda a pé (Visão Zero); 2) Valorização da caminhada como meio de deslocamento (A pé é transporte); 3) Calçadas caminháveis para todos; 4) Rede de mobilidade a pé; 5) Travessia com prioridade; e 6) Sinalização específica para quem anda na cidade. O clima de conversa favoreceu a participação de todos com perguntas e comentários. Em um segundo momento, aprofundamos a discussão sobre a prioridade na travessia, e foram apresentados casos de falta de prioridade em conversões, geometria das curvas que não induzem à redução de velocidade, linhas de desejo e tempos de espera e para atravessar.

Ao final, distribuímos o Guia de Defesa da Mobilidade a Pé, nosso material referência para quem quer entender mais sobre mobilidade a pé. E reforçamos o convite para mais pessoas se associarem, apoiando o nosso trabalho de promoção de um modo de transporte mais sustentável e saudável para todos.

Aproveitamos para agradecer ao MobiLab por nos emprestar o espaço para o evento.

Reunião de Planejamento de Projetos

Vamos estruturar os trabalhos da Cidadeapé! Venha participar.
Em https://cidadeape.org/como-atuamos estão as linhas de atuação que construímos juntos. Agora é hora de detalhar os trabalhos.

REUNIÃO de Planejamento de Projetos

Dia: Segunda-feira, 15/10/2018
Hora: Das 18h00 às 21h00
Local: Mobilab
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Imagem do convite: Metrô Sumaré. Foto: Andrew Oliveira