A Cidadeapé tem estatuto, diretoria e conselho de administração

A Cidadeapé acaba de dar um importante passo na sua história: em 16/05/2018, foi realizada sua Assembleia de Constituição. Vinte e um sócios fundadores aprovaram o estatuto social da associação e elegeram sua primeira diretoria e conselho de administração. Com a formalização esperamos ter mais representatividade e  fôlego para trazer o olhar do pedestre para as questões da cidade.

Em 2015, algumas pessoas começaram a conversar sobre como jogar luz na questão da caminhabilidade, um pouco inspiradas pelos movimentos de ciclistas. O movimento foi crescendo, ganhou centenas de simpatizantes cadastrados, começou a funcionar como um grupo de ativismo e depois de muito trabalho, e várias vitórias, ganha formalização.

Nas palavras de um dos nossos  conselheiros eleitos, Mauro Calliari, a Cidadeapé é formada de “pessoas que estão dispostas a dar um pouco do seu tempo e energia para a cidade, [uma] turma que gosta de caminhar, gosta da cidade e que anda brigando para que as políticas públicas levem em conta o ponto de vista do pedestre.”

Aproveitamos a oportunidade para agradecer àqueles que nos ajudaram no processo de formalização:

   Sócios Fundadores

  • Alexandre  Moreira
  • Ana Carolina  Nunes
  • Andrew de Oliveira
  • Carlos Aranha
  • Carlos Kogl
  • Eduardo Dias
  • Élio  Camargo
  • Flavio Soares
  • Gilberto de Carvalho
  • Glaucia Pereira
  • Hannah Machado
  • Herika Pritsch
  • José Francisco Folco
  • Kelly Cristina Augusto
  • Letticia Rey
  • Margareth Cardozo
  • Meli Malatesta
  • Mauro  Calliari
  • Rafael Drummond
  • Rafael Calabria
  • Thiago Benicchio

Diretoria

Conselho de Administração

Diretor Administrativo
Alexandre  Moreira

Diretora de Relacionamento
Ana Carolina Nunes

Diretora Financeira
Glaucia Pereira

Melli Malatesta

Mauro  Calliari

Rafael Calabria

 

Veja aqui o Estatuto Social da Cidadeapé.

 

Quer fazer parte deste movimento?

Todas e todos são bem-vindos a participar e a batalhar por uma cidade com mais qualidade , liberdade e segurança para quem anda a pé.

Comece recebendo nossas novidades por e-mail: cadastre-se aqui

Ou veja aqui as maneiras como você pode participar mais ativamente.

Se quiser conhecer um pouco mais da história da Cidadeapé, abaixo dois textos sobre a nossa trajetória:

“Cidadeapé. Nasce uma associação para dar voz a quem anda a pé em São Paulo”

Publicado originalmente em: Caminhadas Urbanas, Estadão
Autor:  Mauro Calliari
Data: 17/05/2018

Ontem [16/05/2018], foi formalizada a Cidadeapé, uma ONG que está pensando na qualidade da experiência mais básica da cidade: andar a pé.

A voz do pedestre

A maioria dos deslocamentos diários em São Paulo é feita a pé. Apesar disso, quem anda a pé na cidade às vezes parece não ter voz.

Nas grandes discussões sobre o futuro da mobilidade da cidade, encontramos associações de todos os tipos – representando motoristas de taxi, donos de aplicativos, sindicatos das empresas de ônibus, moradores, comerciantes, perueiros, empresas de automóveis, associações de ciclistas e até o sindicato dos “mensageiros” e motociclistas.

Nesse emaranhado de interesses, parece estranho mas existe uma que ainda é pouco ouvida: a de quem anda a pé.

Pedestres se organizam

Nos últimos anos, porém, começaram a aparecer várias organizações ligadas à caminhabilidade. São grupos que falam do prazer e das dificuldades do caminhar e convidam à reflexão sobre o tema.

Um desses grupos começou a se encontrar em 2015, a partir da organização de cinco pessoas – Joana Canedo, Rafael Calabria, Leticia Sabino, Carlos Aranha e Tiago Benício e acabou fundando a Associação de Mobilidade a pé — simplificada depois para Cidadeapé  — um pouco inspirada por organizações de ciclistas, que estão conseguindo trazer o tema da bicicleta para o debate de mobilidade na cidade.

Outras pessoas e grupos foram se aproximando – e há cada vez mais grupos de gente que está pensando nisso –  Sampapé, Cidade Ativa, Corrida Amiga, Como Anda e até a comissão de mobilidade a pé da ANTP, uma ONG que tradicionalmente defendeu o transporte público e tem em Meli Malatesta, uma ex-funcionária do CET, uma defensora histórica dos pedestres.

Pedestres no sinal da Av. São Luiz. Foto: Mauro Calliari

Pedestre, um esquecido

A primeira característica do movimento é a consciência de que a mobilidade a pé tem poucos defensores. Uma das razões para isso pode ser a falta de identificação com uma causa razoavelmente difusa – quem é que se refere a si mesmo como “pedestre”? Nós adotamos papéis durante o dia e o de pedestre é apenas um deles.

A questão cultural começa com o predomínio do carro desde meados do século XX. Nossas cidades eram viáveis para quem tinha carro e ruins para quem não tinha. O carro sempre foi o passaporte para ter direito à cidade.

Nesse processo, quem anda a pé é visto como aquele que não conseguiu comprar seu carro e, por conseqüência, é alguém que deveria se relegar às migalhas da urbanização. Por isso o termo “pedestre” ainda tem, na língua portuguesa, um significado de “rasteiro”, “inferior”.

Só que isso está mudando rapidamente. O excesso de automóveis congestionou as ruas, poluiu o ar e atrapalhou a vida cotidiana nas calçadas.

Hoje em dia, no mundo todo, as cidades estão questionando esse predomínio, derrubando viadutos, diminuindo as velocidades e aumentando a área para pessoas. Andar a pé na cidade está mudando de status rapidamente, assim como andar de bicicleta. Um dia, talvez mais cedo do que pensamos, será muito mais bacana chegar com seu próprio pé até os lugares, entrar e sair do transporte público quando quiser, experimentando a cidade, e vendo gente do que ficar parado num congestionamento.

Calçada inacessível. Foto: Mauro Calliari

A disputa é pelo espaço urbano

Claro que não há ninguém que diga que os pedestres não são importantes, mas é preciso fazer escolhas a respeito de bens finitos: o espaço e o tempo. É aqui que mora o conflito

Cada decisão sobre o espaço envolve uma disputa. Uma nova faixa de ônibus precisa tirar espaço de carros. O aumento de calçada em lugares superlotados, como nas saídas de estações da CPTM vai acabar inevitavelmente tirando espaço de alguém, provavelmente do tal “leito carroçável”. Uma ciclovia precisa de espaço. Da mesma maneira, o aumento do tempo de travessia de pedestres significa diminuição do tempo para carros, motos, bicicletas, ônibus passarem.

Há ainda outra variável que pode ajudar a elucidar quem seriam os opositores naturais aos projetos ligados à mobilidade a pé: a briga pelos recursos orçamentários. O conserto de calçadas compete, em termos de recursos, com outras ações da prefeitura. Os membros do movimento a favor do pedestre sabem disso e parecem estar conscientes de que é preciso falar mais alto para aumentar a destinação desses recursos para suas causas.

A intermediação dos conflitos é papel da prefeitura, que, por sua vez, está começando, lentamente, a mudar para aumentar a prioridade para o transporte público e para a chamada “mobilidade ativa”, bicicletas, e, claro, o pé.

É uma mudança grande: historicamente, no Brasil, com pouquíssimas e louváveis exceções, governantes, legisladores, secretários andam exclusivamente de carro, até com motoristas. Como esperar que alguém que nunca pegou um ônibus se lembre de melhorar o acesso a pé até um terminal? Ou de colocar uma faixa de pedestre no acesso a uma ponte?

A disputa pelo espaço urbano tem hoje, um claro perdedor – o pedestre. Foto: Mauro Calliari

Como melhorar a “caminhabilidade”

Para melhorar a vida de quem anda a pé e estimular a cidade a montar uma infraestrutura de caminhabilidade digna, Ana Carolina Nunes, diretora de relacionamento da Cidadeapé acredita que o caminho é tentar influenciar as políticas públicas para garantir prioridade – e orçamento – para melhorar a situação de calçadas ruins, sinalização inadequada, falta de acessos, o perigo dos atropelamentos, insegurança e a falta de atenção de motoristas.

Isso significa adotar o ponto de vista quem anda para analisar cada nova lei, cada nova ação: da licitação dos terminais de ônibus à lei de mobilidade; do tamanho das calçadas aos limites de velocidade.

Caminhadas Urbanas e Cidadeapé

Estamos muito longe ainda, mas acho que andar do ponto A ao ponto B pode ser feito de forma prazerosa. É um processo que talvez ainda demore, mas que tende a ir melhorando à medida que a voz do caminhante seja ouvida e mais e mais pessoas estiverem nas ruas.

Há crianças que poderiam estar indo a pé para a escola se houvesse uma infraestrutura melhor, há cadeirantes que só sairão de casa quando conseguirem calçadas lisas, largas e com rampas, há velhinhos que não encontram vizinhos por medo das ruas.

Acredito que grande parte dos pequenos trajetos – e até dos grandes- pode ser feita a pé ou conjugada com o uso do transporte público.

Eu me juntei ao grupo e agora também faço parte da Cidadeapé. Acho que é uma maneira de doar um tempo e energia para ajudar a melhorar um pouco a experiência mais básica da cidade – andar a pé.

Se você quiser conhecer, esse é o link do Cidade a pé – https://cidadeape.org e esse é o link para se associar http://cidadeape.us10.list-manage.com/subscribe?u=0522de1fcc7b728cf30b33f5e&id=953df86feb

Imagem do post: Caminhar é ter direito à cidade. Foto: Adilson Miguel

A Cidadeapé está formalizada!!!

Aconteceu ontem, dia 16/05/2018, a Assembleia de Constituição da Cidadeapé!

Estamos todos muito felizes com este importante passo na nossa história e, esperamos, na história da mobilidade sustentável e de qualidade na cidade de São Paulo.

Em breve mais detalhes sobre nosso estatuto e nova diretoria!

Fotos e vídeo: Andrew Oliveira/Cidadeapé

Feliz Ano Novo!

A Cidadeapé deseja um Feliz Ano Novo a todos os que se deslocam pela cidade!

Nosso terceiro ano de atuação estabeleceu a Cidadeapé como uma das importantes referências no tema da mobilidade ativa em São Paulo, graças a um trabalho consistente junto ao poder público e à sociedade, e ao lado de parceiros sérios e com a mesma visão de mobilidade urbana resiliente e sustentável.

Estivemos presentes e atuantes durante todo o ano nos principais espaços de participação social de São Paulo. Nossa missão principal é consolidar a ciência de que o deslocamento a pé é um sistema de transporte, e o mais utilizado na cidade. Por isso exige recursos financeiros, humanos e uma visão mais ampla sobre o transporte urbano – especialmente quando se almeja uma cidade mais humana e saudável.

Assim, estivemos mensalmente defendendo essa visão no CMTT, com uma representante eleita para a Cadeira de Mobilidade a Pé  (conquista no final de 2016) e uma representante na Coordenação Executiva do conselho. Estivemos também discutindo diretamente com técnicos da Secretaria de Mobilidade e Transportes no contexto da Câmara Temática de Mobilidade a Pé. Participamos de diversas audiências públicas na Câmara dos Vereadores, notadamente no que se refere ao aumento de velocidade dos veículos nas marginais e do aumento das mortes e lesões de pedestres no trânsito.

Com a intenção de ampliar ainda mais esse trabalho, iniciamos o projeto de “Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo“, com apoio do Fundo Socioambiental Casa. Completamos a primeira etapa do projeto lançando agora em dezembro o Guia de Defesa da Mobilidade a Pé.

Sabemos que podemos fazer a diferença e que estamos fazendo (falamos um pouco sobre isso aqui).

Nosso desejo para 2018 é ampliar ainda mais a nossa atuação, com mais pessoas ao nosso lado, sejam simpatizantes, associados, voluntários e parcerias. Há muitas formas de participar: Junte-se à nossa caminhada!

 

Destaques de 2017

 

Alguns temas abordados no ano

O futuro da Cidadeapé – como devemos continuar caminhando?

Precisamos pensar e tomar decisões quanto ao  futuro da Cidadeapé.

Pretendemos definir a estrutura da associação, escrever seu estatuto e avançar em sua formalização. 

Para tanto, precisamos da sua valorosa contribuição!

Por favor, responda ao questionário abaixo, se possível até sexta. Basicamente, queremos as opiniões dos associados e associadas sobre como a Cidadeapé deveria ser estruturada e quais formas de atuação são mais importantes.

Questionário: Como devemos caminhar?

Há um ano…

Lançávamos nossa associação!

Nasce a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo

30/03/2015

Apesar de ser o modo de deslocamento mais utilizado pelos paulistanos, o modo a pé é pouquíssimo discutido ou considerado nas políticas públicas da cidade. Chegou a hora dos pedestres ganharem uma voz e lutarem por seus direitos de mobilidade

O último mês está sendo marcado pelas discussões do Plano de Mobilidade para a cidade de São Paulo. Discussões importantes para criarem-se diretrizes sobre como melhorar nossa circulação pelo espaço urbano para os próximos 15 anos.

O modo a pé é o mais utilizado pelos paulistanos. Cerca de 30% das viagens realizadas em São Paulo são feitas exclusivamente a pé. Ou seja, esse número não inclui o trajeto até o ponto de ônibus ou a estação de trem, nem as caminhadas na hora do almoço, por exemplo. Apenas deslocamentos com mais de 500 m ou considerados “da origem ao destino”, de casa para o trabalho ou escola. (Fonte: Pesquisa OD do Metrô – 2012).

Ainda assim, o modo a pé sempre foi pouquíssimo considerado nas políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana — vide os estado catastrófico das calçadas da cidade e a dificuldade para se atravessar uma rua. Por isso um grupo de organizações paulistanas elaborou na semana passada um roteiro com sugestões e recomendações para o modo a pé: “Diretrizes para o Plano de Mobilidade Urbana 2015 da Cidade de São Paulo referentes à mobilidade a pé

Com esse documento ficou evidente que não existia, até hoje, uma associação em que qualquer cidadão pudesse ser parte integrante e atuante, apoiando políticas públicas pensadas para os pedestres e contribuindo de fato com ações e propostas voltadas para a mobilidade a pé.

Surge neste contexto a associação que pretende juntar muitos caminhantes por suas causas comuns. Pensada por pessoas já atuantes na questão da mobilidade urbana – em organizações como SampaPé!, Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade, Mobilidade Pinheiros e Rede Nossa São Paulo – e que já advogavam pelos que andam por nossas calçadas e ruas.

Entendemos ser urgente que todos aqueles que se deslocam a pé pela cidade tenham representatividade e oportunidade de participação social e política. Entre nós estão incluídos cadeirantes, bebês em seus carrinhos, idosos, mulheres, homens, jovens e crianças, enfim pessoas que se movem por São Paulo sem outro meio de transporte além de seus pés – ou, na impossibilidade de usá-los, com cadeiras ou outros.

A primeira reunião, aberta a todos os que querem andar pela cidade, será realizada no dia 6 de abril, segunda-feira, às 19h no Centro Cultural São Paulo. [Acabou sendo no SESC Consolação]

Assim nasce a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo.

Já criamos um blog onde explicamos Quem somos, O que queremos, Em que acreditamos e Como pretendemos atuar. E começamos a divulgar as mais recentes publicações acerca da mobilidade a pé na nossa cidade e no mundo.

Você anda a pé pela cidade? Então você é um de nós!

Você também pode fazer parte dessa associação, que é de todos, pois todos, em algum momento, somos pedestres.

Associe-se

Enquanto associado você está dando peso à representatividade dos pedestres na cidade. Quanto mais associados tivermos, mais força teremos para defender nossos direitos e interesses. A associação é aberta a todos os que acreditam no modo a pé como meio de deslocamento na cidade. Associe-se preenchendo o formulário.

Acompanhe nosso TRabalho

Blog: www.cidadeape.org
Facebook: Cidadeapé: Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo 
E-mail: contato@cidadeape.org

Boas caminhadas!

Letícia, Joana, Rafael

Imagem do post: Pedestres paulistanos, foto de Giovanna Nucci.

Novo nome, novo logo

Depois de muitas discussões, finalmente a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo ganhou um apelido, um nome simpático, mais fácil de comunicar e expressar a nossa missão:

Cidadeapé

A escolha foi difícil. Tivemos que fazer duas votações, pois muitos nomes bacanas já eram usados por outras entidades ou mesmo produtos. E outros simplesmente não soavam bem para a maioria. Mas o novo nome já está funcionando e tem a nossa cara.

Junto com o nome, ganhamos uma logomarca. Ela foi desenhada pela artista visual Isadora Ferraz, voluntária da Cidadeapé. Em suas palavras:

O logo foi desenhado e depois escaneado e passado para o computador, onde trabalhei no Photoshop.
A pessoa que desenhei  no logo foi inspirada em fotografias do artista Manolo Pacheco e nas fotografias que encontrei no site da Associação.
Procurei por fotos que registravam as pessoas andando na cidade, e escolhi algumas para trabalhar com o desenho de observação. Foram inúmeros os desenhos que fiz das pessoas andando a pé, de bike, cadeira de rodas, skate, etc. Forma de me aproximar da proposta da Associação, e de chegar no formato do logo final. 🙂

Logo Cidade a Pé