Uma semana antes do Dia do Pedestre, a Cidadeapé promoveu uma oficina na Câmara Municipal para mostrar como é possível usar o canal SP156 para exigir, da Prefeitura, ações de melhoria da infraestrutura para a mobilidade a pé. A oficina foi transmitida pelo Youtube da Câmara Municipal e pode ser assistida a partir do minuto 21, no link abaixo. Já a apresentação usada na oficina pode ser acessada abaixo.
Você também pode conferir aqui o nosso passo a passo de como registrar uma denúncia no portal 156. E se você quiser levar nossa oficina para a sua associação de bairro, escola, conselho participativo ou afins, envie um e-mail para contato@cidadeape.org .
Não é preciso caminhar muito por São Paulo para encontrar calçadas estreitas, esburacadas ou cheias de degraus, ou cruzamentos perigosos que sequer contam com faixas de pedestres. Mas você sabia que pode acionar a Prefeitura para que esses problemas sejam corrigidos?
A Cidadeapé, com o apoio do mandato da vereadora Renata Falzoni, promove uma oficina para explicar como cidadãs e cidadãos podem denunciar essas irregularidades. O evento acontece no dia 1º de agosto, às 10h, na sala Sérgio Vieira de Mello da Câmara Municipal de São Paulo. A oficina é aberta a qualquer pessoa e não necessita de inscrição.
Vamos apresentar o canal SP156, detalhar seu funcionamento e dar o passo a passo para fazer denúncias. Também vamos apresentar os principais parâmetros que definem a qualidade das calçadas e das travessias. Além disso, vamos trazer dicas para aumentar as chances de ter seu pedido atendido e explicar como recorrer de um pedido negado.
Foto de Andrew Oliveira
SERVIÇO Oficina Cidadeapé: como exigir calçadas e travessias melhores usando o SP156 Data: 01/08/2026 Horário: 10h às 12h Local: Sala Sérgio Vieira de Mello da Câmara Municipal Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista Não é necessário fazer inscrição prévia
Sugerimos aos participantes que criem seus logins no portal SP156 antes da oficina. Mas se não conseguir, podemos ajudá-lo durante o evento. Também pedimos que tirem fotos e anotem o endereço de alguma calçada ou travessia de pedestres irregular. Esses dados serão usados para abrir as solicitações durante a oficina.
Registrar reclamações no SP156 é importante não só para apontar os problemas da infraestrutura para pedestres. Também mostra à Prefeitura que a população valoriza esse tema e exige uma postura mais proativa, tanto na fiscalização como nos investimentos para tornar os deslocamentos a pé mais seguros e confortáveis.
Os protocolos gerados pelo 156 são registros formais da insatisfação da população – e, portanto, uma ferramenta de pressão social. Por isso, é importante saber usá-los e multiplicar essa ferramenta em nossas comunidades!
Se você quiser levar a Cidadeapé para realizar essa oficina na sua associação de bairro ou conselho participativo, envie um e-mail para relacionamento@cidadeape.org
No dia 16 de junho foi encerrada a segunda edição da Atividade de Extensão (AEX) “Formação para participação nas políticas de mobilidade ativa”, realizada com estudantes de diversos cursos de graduação da USP. O objetivo da AEX é fortalecer uma compreensão crítica sobre a mobilidade urbana e refletir sobre soluções especialmente para problemas enfrentados por quem se desloca a pé, por bicicleta e transporte público.
Iniciada em março, a AEX também contou com outras organizações da sociedade para fortalecer as discussões, que dessa vez se concentraram na área de influência da rodovia Raposo Tavares no município de São Paulo. O movimento “Nova Raposo, Não!”, representado por Pedro Rosa e George Queiroz, apresentou o projeto de duplicação da rodovia proposto pelo governo do estado e explicou as razões e as estratégias para a oposição do movimento a esses planos.
Os encontros semanais da AEX mesclaram conteúdo expositivo com oficinas em sala de aula e atividade de campo*. Neste semestre, debatemos bastante sobre as desigualdades territoriais e a prioridade à mobilidade ativa. Além de ouvir e debater com especialistas sobre esses temas, os participantes fizeram uma pesquisa sobre as experiências vividas por paulistanas e paulistanos que se deslocam nos arredores da rodovia Raposo Tavares a pé, de bicicleta e transporte público. Ao final do semestre, eles se dividiram em grupos para produzir análises e recomendações, que foram apresentadas para convidados no encontro final e posteriormente sistematizadas em relatórios. Os relatórios finais podem ser acessados abaixo, separados pelos temas trabalhados por cada grupo:
Também contamos com a participação de outras ativistas e especialistas para debater diferentes assuntos: Bruna Pizzol (Poli-USP) abordou desigualdades territoriais; Aline Cavalcante (Ciclocidade), ciclomobilidade; Rafaella Basile (Iniciativa Bloomberg) Sistemas Seguros; e Isadora Guerreiro (FAU-USP), participação social.
Nessa edição, os encontros foram presenciais no Centro de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP, onde leciona Mateus Humberto, um dos coordenadores da AEX. O restante da coordenação é formado por membros da Cidadeapé e Ciclocidade: Ana Carolina Nunes, Aída Ponte, Deiny Façanha, Gisele Barbosa, Ricardo Machado e Yuri Vasquez. Já o encontro final contou com os convidados do movimento “Nova Raposo, Não!”, de Clareana Cunha (Minha Sampa), Rafael Drummond (mandato Renata Falzoni) e Rafael Calabria (mandato Nabil Bonduki).
Agradecemos a todo mundo que contribuiu de alguma forma com mais essa edição da AEX, especialmente aos estudantes que se envolveram até o fim, apesar de todos os contratempos. Seguimos contando com o engajamento de vocês para tornar São Paulo uma cidade mais justa e democrática!
*Para conhecer mais detalhes sobre a estrutura da AEX e as metodologias usadas, leia a Comunicação Técnica que publicamos no site da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)
Primeira edição da experiência com estudantes de graduação da universidade aconteceu no primeiro semestre de 2025
Registro do encontro final, com participação dos estudantes, coordenadores e convidados
Entre os caminhos da atuação da Cidadeapé para promover uma cidade acessível e caminhável, estão não apenas a interlocução direta com o poder público para pressionar por políticas públicas, mas também fomentar a participação social diversa e descentralizada. Em linha com essa necessidade, nós nos juntamos com a associação-irmã Ciclocidade para promover, de forma inédita, uma atividade de extensão (AEX) com estudantes da USP. Com o nome “Formação para participação mas políticas de mobilidade ativa”, ela aconteceu no primeiro semestre de 2025 e trouxe muitos aprendizados.
A experiência visou fortalecer a compreensão crítica sobre a mobilidade urbana e incentivar a articulação entre universidade, sociedade civil e órgãos públicos. A AEX foi aberta a estudantes de qualquer curso ou etapa da graduação e se deu através de encontros presenciais semanais em alguns espaços da área central da cidade, como o Eureka Coworking, o Instituto Pólis e a Câmara Municipal. Participaram 20 estudantes de ao menos 12 cursos diferentes, o que permitiu uma construção interdisciplinar e colaborativa dos conhecimentos. Já a coordenação foi formada por Deiny Façanha e Yuri Vasquez, representando a Ciclocidade, Ana Carolina Nunes, Gisele Barbosa e Rosemeiry Leite, a Cidadeapé e Mateus Humberto e Aída Pontes, a USP.
Por não se tratar de uma disciplina tradicional, a coordenação da atividade priorizou metodologias ativas, que estimulam uma postura curiosa e a troca de conhecimentos entre os estudantes. Os encontros foram divididos em três blocos: o primeiro tinha foco na construção do conhecimento de base sobre mobilidade ativa a partir do diálogo direto com ativistas e técnicos da área; no segundo bloco, o objetivo foi construir um diagnóstico sobre as condições da mobilidade urbana em um território delimitado pelos próprios estudantes; já no terceiro bloco, o foco foi o desenvolvimento de propostas de intervenção nesses territórios. No encontro final, os participantes apresentaram propostas para intervenção nos bairros do Tatuapé e Butantã, que foram debatidas por ativistas parceiros. (Os relatórios apresentados por cada grupo estão nos links ligados ao nome de cada bairro.)
As propostas apresentadas e os depoimentos dos estudantes participantes mostraram que o formato escolhido pela AEX foi muito acertado para promover o engajamento com a mobilidade ativa. A experiência foi tão proveitosa para todos que já estamos nos planejando para repeti-la em 2026. Além disso, a Cidadeapé está estudando retomar formações específicas sobre mobilidade a pé, voltadas para conselheiros participativos e outros grupos que querem ampliar a atuação sobre o tema, sobretudo em seus bairros.
Além disso, produzimos uma Comunicação Técnica para registrar os detalhes da metodologia utilizada nessa primeira edição e assim, poder compartilhar com outras organizações e professores que queiram se inspirar. Ana Carolina Nunes, uma das integrantes da coordenação, apresentou o trabalho no Congresso da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), no dia 30 de outubro.
Não podemos deixar de agradecer às pessoas e organizações que possibilitaram a realização desse projeto tão especial. Em primeiro lugar, aos estudantes que se envolveram na experiência e desenvolveram trabalhos excelentes. Em segundo lugar, aos especialistas e ativistas que enriqueceram os debates sobre mobilidade ativa, transporte coletivo e segurança viária: Élio Camargo (Cidadeapé), Ricardo Machado e Aline Cavalcante (Ciclocidade), Jeanete Laginhas (SPTrans) e Rafaella Basile (Iniciativa Bloomberg pela Segurança Viária). Por fim, aos parceiros que viabilizaram lugares para os encontros: Eureka Coworking, Instituto Pólis e mandato da vereadora Renata Falzoni. Até as próximas edições!
A Cidadeapé participou do “Seminário Justiça Climática e Adaptabilidade das Cidades”, organizado pelo CAU/SP nos dias 2 e 3 de junho. A Diretora de Relacionamento Ana Carolina Nunes e o Conselheiro Oliver Cauã integraram a Mesa “Sistemas de Mobilidade Sustentável”, junto com o diretor-presidente da SPUrbanismo, Pedro Martins Fernandes e a mediação do conselheiro do CMU-CAU/USP, Eder Roberto da Silva.
Aproveitamos a oportunidade para destacar as necessidades de quem se desloca a pé, que precisam ser atendidas com urgência para nos aproximarmos de um modelo de cidade mais justo e resiliente às mudanças climáticas. Mostramos dados da pesquisa Origem-Destino de 2023 que mostram que a maioria dos deslocamentos na Região Metropolitana são feitos a pé e por transporte público, especialmente pelos extratos mais pobres da população. Demandamos que é necessário garantir prioridade para que essas pessoas, que já se deslocam de maneira sustentável, consigam fazê-lo com prioridade, segurança e conforto.
Agradecemos mais uma vez pelo convite e seguimos à disposição para levar a mais debates o ponto de vista de quem se desloca a pé pela cidade.
É possível assistir à gravação de nossa participação no canal do CAU/SP no YouTube:
Com a participação do nosso associado Rafael Calábria
Com a pandemia do coronavírus, aumentou a fatia dos paulistanos que fazem parte de seu trajeto diário a pé. De acordo com pesquisa sobre mobilidade urbana feita pela Rede Nossa São Paulo, a cada 5 moradores da capital paulista, 3 usam a caminhada para se deslocar de um ponto a outro da cidade.
No ano passado, o mesmo levantamento tinha apontado que 41% da população se deslocava a pé. De 2017 a 2019, período pré-pandemia, esse percentual se manteve estável na casa de 45%. Agora ele passou para 57%.
O estudo foi divulgado nesta terça-feira (21), véspera do Dia Mundial Sem Carro.
Pandemia fez aumentar o hábito de se deslocar a pé na cidade, segundo pesquisa – Zanone Fraissat/Folhaspress
Apesar de os entrevistados indicarem que pretendem manter o novo hábito de locomoção nos próximos anos, a ampla maioria ainda se sente bastante insegura como pedestre. Para 87% dos consultados, o maior temor é passar embaixo de pontes e viadutos.
Na sequência, outros motivos de insegurança são andar em pontes e passarelas (83% temem fazer isso), seguido por andar em ciclovia e ciclofaixa (78%), andar pelas calçadas (69%) e atravessar faixas de pedestres (68%).
De acordo com Rafael Calábria, pesquisador de mobilidade urbana do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), as respostas refletem a falta de investimentos da administração municipal em calçadas e faixas de pedestres. “A cidade precisa favorecer esse meio de locomoção durante o planejamento, [atualmente] bem precarizado”, diz.
A pesquisa também apontou que o ônibus continua sendo o meio de transporte mais usado na cidade. Ele foi citado por 32% dos consultados, seguido pelo carro particular (24%), que atingiu seu maior percentual de uso em 2021 em comparação com os quatro anos anteriores.
Por outro lado, 54% dos entrevistados disseram que usam o transporte individual como principal meio de locomoção, contra 45% que disseram que é o transporte público. A pesquisa confirma um patamar que já tinha aparecido no levantamento de 2020, quando 53% afirmaram que usavam mais o transporte individual —em 2019, no pré-pandemia, o número era 56%.
Os que declararam fazer uso de veículos particulares nos seus principais deslocamentos mencionaram uma série de condições que os distanciam do transporte público: ausência de linhas em determinados trechos, falta de confiança na higienização dos ônibus durante a pandemia de coronavírus e tempo de espera.
Entre os entrevistados, 66% afirmaram que estariam dispostos a trocar o carro pelo transporte público se houvesse boas alternativas de ônibus, metrô e trem.
Desde 2019, a fatia dos que têm carro próprio se mantém abaixo de 50% na capital —47% afirmaram ter o veículo neste ano, e 46% o fizeram em 2020. Antes, o percentual era de 56%.
O pesquisador do Idec ressaltou que a prefeitura manteve o subsídio pago a empresas de ônibus durante a pandemia para compensar a falta de passageiros e que esse dinheiro deveria ser revertido na modernização da frota e em outros benefícios aos usuários.
“Uma das preocupações das cidades agora será não perder o passageiro de transporte público justamente pela má qualidade do serviço”, diz Calábria.
A melhoria da infraestrutura de transportes foi apoiada por quase a totalidade das pessoas consultadas. A ampliação de corredores de ônibus recebeu o apoio de 87% dos entrevistados, assim como a construção de mais ciclovias e ciclofaixas (79%) e a utilização exclusiva de ruas e avenidas para circulação de pedestres e ciclistas (82%).
A maior parte do público que declarou não usar bicicleta em São Paulo disse que poderia mudar de ideia se tivesse mais garantias que não seria roubada. Além disso, disseram que temem a disputa com carros na via pública como motivo para não usar esse tipo de veículo, enquanto 20% disseram que não há ciclovias para interligar as diferentes regiões da cidade.
O levantamento também mostrou como a desigualdade na cidade se reflete no tempo gasto no trânsito. Enquanto quem mora na zona norte gasta uma média de 2 horas e 5 minutos em deslocamento, na região central esse tempo cai para 1 hora e 35 minutos. Na zona sul e na zona leste, respectivamente, o tempo fica em 2 horas e 4 minutos e 2 horas e 3 minutos.
De acordo com a Rede Nossa São Paulo, foram consultadas 800 pessoas que moram na cidade de São Paulo com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 26 de agosto de 2021, a partir de entrevistas online e presenciais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Todo dia é bom para dar uma caminhada e aproveitar a cidade, mas a gente gostaria de ter mais motivos para comemorar o lado pedestre das cidades.
Por Mauro Calliari para a CidadeaPé e para todos nós, pedestres
As datas celebrativas servem para a gente lembrar de coisas que são esquecidas durante o resto do tempo. No caso do pedestre, a constatação é que, mesmo sendo uma das atividades mais básicas da cidade, é de fato uma das mais esquecidas. No dia-a-dia das grandes cidades brasileiras, a gente vê problemas de todos os tipos para quem anda a pé, desde as péssimas calçadas até a atitude questionável dos motoristas.
Há avanços, claro. Para começar, há mais gente e organizações, como nós, preocupando-se com o assunto, agitando às bandeiras para que o tema se mantenha na pauta da Prefeitura e da Câmara dos Vereadores. Também é possível dizer que nós não vivemos mais no país da barbárie no trânsito. O número de mortes vem caindo desde o Código de Trânsito Brasileiro de 1997, que estabeleceu pela primeira vez a hierarquia: a proteção do pedestre vem antes de todos os outros meios de transporte. O problema é que algumas coisas demoram muito para mudar, principalmente a infraestrutura e o comportamento no trânsito.
Para melhorar a infraestrutura, a cidade tem que investir na melhoria do que já existe – calçadas, travessias, sinalização. Mas como o espaço existente é finito, às vezes é preciso buscar uma nova divisão. Todo mundo acha estranho, mas cada vez mais é preciso diminuir espaço do leito das ruas para aumentar o das calçadas (e, claro, ciclovias e faixas de ônibus também). É preciso tornar o ambiente urbano mais inclusivo e acessível também às pessoas com algum tipo de deficiência. Não tem jeito, é preciso tomar decisões que beneficiem o coletivo em vez daquilo que a gente está acostumado.
Rua em São Paulo adaptada para o fluxo de pedestres. Imagem: Cidade Ativa
Agora, o que deveria ser mais fácil de mudar, não o é. O comportamento dos motoristas segue sendo uma barreira para criarmos uma cultura urbana de segurança e prioridade ao pedestre. O país que adotou cinto de segurança e novas leis de civilidade no trânsito parece indeciso quanto a cumprir regras básicas como parar na faixa, dar prioridade para pedestres, não buzinar no ouvido de quem está nas calçadas e, principalmente, reduzir as velocidades. Parece simples, mas não é. Como associação defensora dos direitos da mobilidade ativa a pé, nós participamos de várias reuniões com órgãos da Prefeitura que sabem o que fazer, mas, muitas vezes, não conseguem força para fazer as mudanças necessárias. Talvez nosso papel seja esse, o de não deixar ninguém esquecer do que importa: a qualidade, a inclusão e a segurança de quem acessa a pé todos os outros transportes e está presente em todas as capilaridades urbanas, seja em busca de trabalho, de lazer, de educação ou de uma vida melhor na cidade.
Não podemos deixar de avançar. Seguimos caminhando e buscando aproximar as políticas públicas dos reais desafios do mundo urbano para os pedestres.
Nesse dia celebrativo, dia mundial do Pedestre, convidamos você a se juntar a nossa causa e nessa missão, vamos caminhar juntos?
Imagem: CalçadaSP
Imagem do Topo: Capa do álbum – Foto: Reprodução Iain Macmillan
O último ano não foi fácil para ninguém. Mas, de tanto trabalho que tivemos, passou muito rápido! Na cidade de São Paulo, a discussão sobre segurança viária e prioridade à mobilidade ativa foi acirrada, apesar das ações da Prefeitura seguirem incipientes. Já no nível federal, trabalhamos muito em parceria para tentar frear retrocessos. Também completamos um ano de formalização e seguimos fortalecendo o trabalho em rede em busca de cidades mais caminháveis, justas, igualitárias e sustentáveis.
Em 2020 queremos ir ainda mais longe! Estamos em busca de apoios institucionais para ampliar nosso impacto na cidade de São Paulo. Além disso, contamos com o apoio de cidadãs e cidadãos para sermos uma associação cada vez mais forte e representativa! O ativismo é uma das forças sociais mais necessárias no Brasil neste momento conturbado – e o trabalho colaborativo visando a justiça social e climática é indispensável para a democracia. Você quer nos ajudar nessa missão? Associe-se ou convide alguém para se associar à Cidadeapé!
Mais uma vez,participamos das eleições do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) e conseguimos eleger várias conselheiras e conselheiros que estão defendendo os interesses da mobilidade ativa e sustentável nesse espaço. Para acompanhar o que está sendo discutido nas reuniões do CMTT e participar, siga as redes sociais do MobiSampa. Um assunto que invadiu o noticiário foram os patinetes elétricos. Por isso, formamos um posicionamento sobre o assunto e fizemos uma oficina para discutir a contribuição das Câmaras Temáticas da Bicicleta e da Mobilidade a Pé para o decreto de regulamentação dos serviços de compartilhamento de patinetes e bicicletas.
Também seguimos contribuindo em consultas e audiências públicas, como sobre Plano de Intervenção Urbana Minhocão e a implantação da faixas de ônibus.
Outra medida prejudicial da Prefeitura foi a mudança no Fundurb, que na prática permite retirar orçamento municipal da mobilidade ativa e o transporte público e usá-lo para financiar asfalto. Junto a outras organizações, fizemos oposição à ação.
Já o Estatuto do Pedestre completou mais de dois anos de sanção e ainda não foi regulamentado. Mais uma vez, pressionamos a gestão e agora temos participado da discussão sobre sua regulamentação por meio da Câmara Temática de Mobilidade a Pé.
Pela primeira vez, a Rede Nossa São Paulo promoveu uma pesquisa sobre pedestres na capital paulista e contou com nosso apoio na modelagem das perguntas e divulgação dos resultados.
O tema do Bicicultura 2019 foi a memória dos movimentos pela mobilidade ativa. A organização convidou ativistas da mobilidade a revisitar suas memórias, compartilhar vivências e cidadania, na humanidade das coisas e no compromisso com seu coletivo.
Nossas diretoras Glaucia Pereira e Ana Carolina Nunes apresentam o questionamento que fizemos contra a concessão da Zona Azul em SP, em parceria com a Ciclocidade
Todas e todos estão convidados a participar da 55ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 25/11/19, às 19h00. A reunião será no espaço Eureka Coworking, Av. Paulista, 2439, 11o andar.
As atas das reuniões anteriores estão disponíveis na página de Transparência do nosso site.
A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.
INSCREVA-SE NO EVENTO PARA TER O ACESSO FACILITADO: