Prédio do Instituto de Arquitetos do Brasil em esquina do centro de São Paulo

24ª Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 24ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 27/03/17, às 19hs, na sede do Instituto de Arquitetos do Brasil (Rua Bento de Freitas, 306, Vila Buarque, São Paulo), próximo a Avenida Ipiranga, e ao Metrô República.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.

Estamos com muito trabalho em diversas frentes de trabalho: Segurança no trânsito, regulamentações para calçadas, o Estatuto do Pedestre e o Programa de Metas. A nova gestão começou com um cenário muito conturbado e (quase literalmente) atropelado. Junto com outras entidades e coletivos, já definimos o tom da nossa mensagem nos próximos meses: Nem um km/h a mais, nem um cm a menos! Vamos conversar para nos organizar e dividir tarefas nessas atividades.

Venha ajudar a discussão! Participe.

PAUTA DA 24ª REUNIÃO GERAL

  • Maio Amarela Semana de Segurança Viária da ONU (8-14 Maio 2017)
  • Encaminhamentos Legislações (Calçadas e Estatuto do Pedestre)
  • Câmara Temática – Participação e encaminhamentos
  • Andamento do Programa de Metas
  • Informe ACP Ciclocidade
  • Congresso da ANTP (28-30 Junho 2017)
  • Formalização da Cidadeapé

24ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 27/03/17
Hora: Das 19h às 21h
Local: Sede do IAB-SP
Endereço: Rua Bento de Freitas, 306
Como chegar: Metrô República, ou ônibus na Av. Ipiranga e R. da Consolação
 
Crianças de bicicleta e patinete e pedestres na Avenida Paulista aberta

O futuro da Cidadeapé – como devemos continuar caminhando?

Precisamos pensar e tomar decisões quanto ao  futuro da Cidadeapé.

Pretendemos definir a estrutura da associação, escrever seu estatuto e avançar em sua formalização. 

Para tanto, precisamos da sua valorosa contribuição!

Por favor, responda ao questionário abaixo, se possível até sexta. Basicamente, queremos as opiniões dos associados e associadas sobre como a Cidadeapé deveria ser estruturada e quais formas de atuação são mais importantes.

Questionário: Como devemos caminhar?

Capa da pesquisa Como Anda: quem promove mobilidade a pé?, com ilustrações de pernas caminhando

Mobilidade a pé: estado da arte do movimento no Brasil

 

Acaba de ser lançado um importante documento que relata o estudo realizado pelo projeto Como Anda ao longo de 2016 sobre a mobilidade a pé no Brasil.

“A pesquisa Como Anda nasce da necessidade de compreender o movimento que promove a mobilidade a pé no Brasil. Sabendo quem são e o que fazem as organizações que atuam no tema é possível identificar as oportunidades e desafios para que os grupos de fortaleçam e se consolidem no cenário da mobilidade urbana, gerando benefício para a sociedade. Mapear e compartilhar os dados destes agentes é o pontapé inicial para auxiliar a potencializar as atuações e parcerias entre as iniciativas”.

O Como Anda já mapeou mais de 130 organizações que promovem mobilidade a pé por todo o Brasil. Saiba mais sobre os resultados dessa pesquisa.

 Veja o relatório aqui.
relatorio-como-anda
Casarão antigo do Belvedere, com fachada de tijolos e varandas

23A REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Todos e todas estão convidados a participar da 23ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 06/03/17, às 19hs, no Salão Anexo ao Casarão do Belvedere (rua Pedroso, 283, Bela Vista, São Paulo), próximo a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, e ao Metrô São Joaquim.

A reunião é aberta a todos e todas que queiram colaborar.

A nova gestão começou com um cenário muito conturbado e (quase literalmente) atropelado. Junto com outras entidades e coletivos, já definimos o tom da nossa mensagem nos próximos meses: Nem um km/h a mais, nem um cm a menos! Além disso, temos alguns eventos que irão discutir a temática da Mobilidade Urbana nos próximos meses.

Venha ajudar a discussão! Participe.

PAUTA DA 23ª REUNIÃO GERAL

  • Apresentação do relatório do Projeto ‘Como Anda’ (link aqui)
  • Congresso da ANTP (28-30 Junho 2017)
  • Semana de Segurança Viária da ONU (8-14 Maio 2017)
  • Decreto de calçadas Nº 45.904 e Estatuto do Pedestre
  • Planejamento para CMTP e Programa de Metas
  • Informe ACP Ciclocidade
  • Preparação para a Formalização da Cidadeapé

23ª REUNIÃO GERAL DA CIDADEAPÉ

Dia: Segunda-feira, 06/03/17
Hora: Das 19h às 21h
Local: Salão Anexo ao Casarão do Belvedere
Endereço: Rua Pedroso, 283
Como chegar: Metrô São Joaquim, ou ônibus na Av. Brigadeiro Luís Antônio
 
Casarão antigo do Belvedere, com fachada de tijolos e varandas

22a Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 22ª Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 13/02/17, às 19hs, no Casarão de Belvedere (rua Pedroso, 283 – Salão Anexo, Bela Vista, São Paulo), próximo a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, e ao Metrô São Joaquim.

A nova gestão começou com um cenário muito conturbado e (quase literalmente) atropelado. Junto com outras entidades e coletivos, já definimos o tom da nossa mensagem nos próximos meses: Nem um km/h a mais, nem um cm a menos! É hora agora de definir as estratégias e ações para seguirmos avançando.

Pauta da 22ª Reunião Geral

  • Plano de Metas
  • Encaminhamentos CMTP
  • Multirões de calçadas ou Regulamentação de Calçadas
  • Como Anda 2017
  • Formalização da Cidadeapé
  • Informe ACP Ciclocidade
  • Dados de Acidentes CET/Infosiga
  • Estatuto do Pedestre
  • Agenda de reuniões 2017 e Planejamento

22ª Reunião Geral da Cidadeapé

Dia: Segunda-feira, 13/02/17
Hora: Das 19h às 21h
Local: Casarão de Belvedere – Salão Anexo – 1º subsolo
Endereço: Rua Pedroso, 283
Como chegar: Metrô São Joaquim, ou ônibus na Av. Brigadeiro Luís Antônio
Ilustração com balões de logotipos de organizações e silhuetas de pessoas

Feliz Ano Novo!!!!

Retrospectiva 2016

Tivemos um ano de muita política, belas vitórias e grandes parcerias.

Nosso ano foi tudo o que foi graças a nossos incríveis parceiros, amigos e associados.

Obrigada a todos e um Feliz Ano Novo!

cidadeape-feliz-2017

Janeiro

Formações em Mobilidade a Pé – Módulo 1: estrutura da CET e do CMTT
Caminhada com estudantes desenvolvendo apps de mobilidade

Fevereiro

Formações em Mobilidade a Pé – Módulo 2: mobilidade a pé como sistema de transporte
Criação do #OcupaCMTT

Março

Semáforos e travessias: recomendações da câmara temática de mobilidade a pé
Nota sobre diminuição das mortes no trânsito na capital
Nota de repúdio – CMTT e a paridade de gênero
Formações em Mobilidade a Pé – Módulo 3: o pedestre na lei

Abril

Não ao PLC do gesto do pedestre

Maio

Cidadeapé vai ao III Congresso Peatonal
Câmara temática conquista avanços para a mobilidade a pé
Participação no I Seminário Caminhos da Cidade: mobilidade urbana e saúde
Oficina no Bicicultura: Pessoas, a pé e de bicicleta – construindo propostas de convivência

Junho

Auditoria Cidadã na Capela do Socorro
GT Eleições com Ciclocidade: Encontro com candidatos à prefeitura – 1 Marta Suplicy
Eleições 2016: compromissos com a mobilidade ativa
Farol Miojo 2016
Contagem de pedestres na alça da ponte Cidade Universitária

Julho

Eleições para o CMTT: muitas candidaturas e vitórias da Mobilidade a Pé
GT Eleições com Ciclocidade: Encontro com candidatos à prefeitura – 2 João Dória
Cidadeapé contribui com revisão do Código de Obras
Cidadeapé e Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP contribuem com substitutivo ao PL do Estatuto do Pedestre
GT Eleições com Ciclocidade: Encontro com candidatos à prefeitura – 3 Fernando Haddad

Agosto

Primeiro debate de prefeitáveis foi fraco e sem propostas para mobilidade ativa
Cidadeapé e Ciclocidade lançam plataforma mobilidadeativa.org.br
Consulta Pública sobre prioridades em mobilidade ativa

Setembro

Avaliações dos candidatos na plataforma da mobilidade ativa
Vereadores se comprometem com a mobilidade ativa
Contribuição para a Cartilha do Pedestre da CET
Zerar mortes no trânsito: um pacto para a cidade de São Paulo
Por que é um erro associar redução de mortes no trânsito à crise econômica
Ranking da Mobilidade Ativa

Outubro

Nem um quilômetro por hora a mais, nem um centímetro a menos – os encaminhamentos da plenária da mobilidade ativa em SP
O que esperar da próxima gestão?
1a Plenária de mobilidade ativa em São Paulo
Pedalada e corrida com prefeito eleito João Dória

Novembro

2a plenária da mobilidade ativa em São Paulo
Nota sobre o discurso do futuro secretário municipal de transportes
Audiência pública sobre limites de velocidade nas marginais e seus impactos

Dezembro

“Desafios e Prioridades para a cidade de São Paulo: propostas para a Nova Gestão”, o encontro, aberto à participação de todos, será realizado na Câmara Municipal.
Entidades entregam dossiê de 300 páginas ao Ministério Público do Estado por considerarem ilegal a volta das altas velocidades nas marginais
Crítica ao o programa “Marginal Segura”
Cidadeapé pede a sanção do PL 079/13, o PL das calçadas
Audiência Pública discute limite de velocidade em SP

 

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Nota à imprensa sobre o programa “Marginal Segura” (nota conjunta entre Ciclocidade e Cidadeapé)

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Hoje pela manhã, o futuro secretário de Transportes e Mobilidade, Sérgio Avelleda, e o presidente da CET, João Octaviano Neto, apresentaram à imprensa o programa ‘Marginal Segura’.

As entidades de defesa da mobilidade ativa, que foram ao Ministério Público Estadual contra a possibilidade de a próxima gestão aumentar os limites de velocidade máxima, manifestam sua reprovação ao conteúdo apresentado.

Seguem os principais pontos negativos:

  • O programa é totalmente focado na proposta de remediar os efeitos nocivos das velocidades – algo reforçado pelo próprio programa, que as aumentará. As propostas de mitigação ainda são insuficientes;
  • É a primeira vez no mundo em que gestores anunciam a adoção de medidas de acalmamento de tráfego junto com políticas que promovem a insegurança viária. Isso em um momento em que organizações e técnicos de todo o mundo discutem a necessidade de reduzir as velocidades na busca por zero mortes no trânsito;
  • Qualquer medida de operação controlada não é suficiente para impedir o aumento de colisões e atropelamentos, que implicam custos diretos, tais como: atendimento médico e hospitalar (SUS), remoção de veículos, recursos humanos envolvidos na operação, perda de produtividade pelo aumento dos congestionamentos, aumento de poluição sonora e atmosférica, entre tantos outros;
  • Grande parte das propostas do programa não são de redução de riscos de mortes, lesões e colisões, mas são focados sobretudo na prestação de atendimento a essas ocorrências e vítimas;
  • O projeto apenas cita medidas de segurança para pedestres em 20 pontos das travessias das transversais às vias marginais, o que é insuficiente, já que a marginal apresenta 30 pontes e mais de 200 pontos de travessia;
  • Mesmo dizendo-se aberta ao diálogo, a futura gestão não sinalizou nenhuma intenção de promover audiências públicas para discutir com a população;
  • O projeto não foi apresentado ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito-CMTT, instância de participação social cujo objetivo principal é garantir a gestão democrática e a participação popular na proposição de diretrizes destinadas ao planejamento da mobilidade urbana na cidade de São Paulo;
  • Apesar de pedidos reiterados, nem na coletiva nem ao Ministério Público do Estado, nem aos movimentos pela mobilidade ativa foram apresentados estudos que justificam tecnicamente o aumento dos limites de velocidade.

Destaca-se que algumas medidas de sinalização e modificação da geometria viária propostas pelo programa, além do reforço da fiscalização, seriam bastante bem-vindas em combinação com os atuais limites de velocidades (e até inferiores). Quando combinadas com o aumento dos limites de velocidade, no entanto, são inócuas e mascaram os riscos aos quais todos os usuários das marginais estarão mais expostos.

Assinam a nota:

Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo

Placa com os dizeres A velocidade mata. Preserve a vida!, com pedestres atravessando ao fundo

Entidades entregam dossiê de 300 páginas ao Ministério Público do Estado por considerarem ilegal a volta das altas velocidades nas marginais

O promotor Cesar Martins, do MPE, recebe representantes das entidades da sociedade civil

Entidades que defendem a mobilidade por bicicletas e a pé entregaram hoje (19/12) ao Ministério Público do Estado de São Paulo um dossiê de cerca de 300 páginas em favor da manutenção das baixas velocidades nas marginais e demais vias da cidade. O documento foi construído pela Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de SP, Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, Bike é Legal, Bike Zona Sul, Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Pé de Igualdade e Sampapé.

O objetivo foi protocolar um dossiê com estudos, documentos técnicos, legislação e artigos que auxiliem o promotor Cesar Martins na instrução dos inquéritos relativos à ameaça das voltas das altas velocidades na capital paulista. No dossiê, constam marcos legais que embasam a política de redução de velocidades; dados sobre mortes e violência no trânsito (em especial, relacionados às marginais); dados relativos à demanda real e reprimida da mobilidade ativa (mobilidade a pé e por bicicletas); e argumentos que buscam desconstruir a ideia das marginais como vias expressas.

“Viemos colaborar com o Ministério Público em seu inquérito para respaldá-lo tecnicamente, pois as entidades aqui presentes consideram que a política pública de aumento de velocidades nas marginais, a ser implementada pelo prefeito eleito João Doria, é ilegal”, declarou a advogada Juliana Maggi Lima, representante da Ciclocidade. “Ilegal não apenas por colocar em risco vidas humanas, mas porque não há indícios de que seguirá nenhum dos ritos de participação popular previstos nas leis municipais e nos âmbitos legais, como audiências públicas ou debate técnico”, completou.

 

19 mil pedestres em apenas um ponto da Marginal Pinheiros

Também estavam inclusos na documentação os resultados das contagens de pedestres e ciclistas realizadas nas últimas duas semanas pela Ciclocidade e Cidadeapé, que mostram a quantidade de pessoas que circulam na via local ou alças de acesso das marginais Tietê e Pinheiros. Em apenas um ponto da marginal Pinheiros, mais de 19.300 (19,3 mil) pedestres circularam no período entre 6h e 20h, horário em que o levantamento costuma ser realizado.

Para Ana Carolina Nunes, representante da Cidadeapé, “a decisão de voltar a aumentar as velocidades é unilateral e pensada somente a partir do viés de quem anda de carro”. Ana Nunes participou das duas contagens nas marginais e pôde ver de perto os problemas enfrentados por pedestres e ciclistas. “Estamos buscando todas as vias de diálogo com a nova gestão para dar visibilidade às pessoas mais vulneráveis no trânsito, mas vemos que não temos mais opções. Por isso protocolamos os documentos, para mostrar que existe uma demanda contrária à volta das altas velocidades, com argumentos técnicos e formais. Queremos debate público”, afirmou.

Até hoje, a equipe de transição do prefeito eleito ainda não apresentou qualquer estudo que justifique a intenção de reinstituir velocidades mais altas na marginais – uma medida que tem reduzido significativamente o número de mortes no trânsito e, ao mesmo tempo, beneficiado o fluxo de veículos que passam por elas. Para as entidades que protocolaram o dossiê, a manutenção das atuais velocidades máximas nas marginais e nas demais ruas da cidade é apenas o primeiro – e fundamental – passo para a implantação de mais de segurança viária para evitar mortes no trânsito.

O pedido pela documentação partiu do próprio promotor Cesar Martins, do Ministério Público do Estado. No último dia 30 de novembro, a Ciclocidade, o coletivo Bike Zona Sul e os advogados João Paulo Ferreira e Albert Pellegrini se reuniram com ele em um encontro que durou mais de três horas (mais informações neste link).

Saiba mais:

  • Leia o termo da reunião, redigido pelo próprio promotor.
  • Veja o resumo do dossiê apresentado ao Ministério Público do Estado (siga os links para os relatórios completos)

Dossiê sobre redução de velocidades para o MPE: feito a muitas mãos

Mulher atravessa avenida movimentada entre ônibus e caminhão

“Campanha do Estado para pedestres é inadequada, diz Associação”

Publicado originalmente em: Via Trolebus
Autor: Renato Lobo
Data: 17/11/2016

Em Agosto de 2015, o Governo do Estado de São Paulo lançou o “Movimento Paulista pela Segurança do Trânsito”, reunindo nove secretarias da gestão do Governador Geraldo Alckmin, com o intuito de reduzir o número de vitimas de acidentes de trânsito.

O movimento conta com o apoio de mais de 20 parceiros, entre eles a Ambev, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Entre as ações, teve a elaborações de folders espalhados em locais públicos, e disponíveis pela internet, onde quatro grupos são abordados: Motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. A campanha consiste ainda em advertências para cada grupo.

Mas, a campanha não agradou a todos, sobretudo atuantes da mobilidade ativa, principalmente grupo de pedestres. Segundo Ana Carolina Nunes, Integrante do Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, e Representante da Mobilidade a Pé no CMTT – Conselho Municipal de Transporte e Trânsito da cidade de São Paulo, a ação por parte do Governo Estadual é inadequada.

“Eles não conhecem a pirâmide invertida da política nacional de mobilidade urbana, que coloca o pedestre como preferência acima de tudo. Eles não conhecem os conceitos de acalmamento de tráfego. Não faz nenhum sentido querer domesticar o pedestre enquanto o motorista continua tendo o comportamento totalmente errado e sem ser coagido”, afirma Ana Carolina.

Na avaliação dela, o material desenvolvido não leva em consideração a responsabilidade do motorista sobre o trânsito, levando em conta que são papeis diferentes no viário, de um lado um equipamento que pesa toneladas, e de outro, o corpo humano. “A cartilha da dica para motoristas não se envolverem em colisões com outros carros, mas não como ele agir para não atropelar”,afirma.

“Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres” – CTB

Para Ana Carolina, faltou ainda dialogar com sociedade civil. “Se você quer fazer uma campanha para pedestres e ciclistas, o mínimo é escutar o que eles tem a dizer”, diz Ana.

Outra questão levantada pela especialista é o desenho das vias, e suas respectivas faixas de pedestres, nem sempre na rota mais lógica dos deslocamentos.

“A estrutura da cidade e o mal comportamento dos motoristas fazem com que a gente fique numa linha muito complicada. Se agente sai de casa e decide andar só cumprindo a lei, a gente é atropelado, ou a gente não atravessa a rua nunca, por que os motoristas não respeitam a preferência, e estrutura da cidade é pensada para que a gente (pedestre) de sempre uma volta maior, que a gente espere mais tempo. Então se a gente segue a regra, corre o risco do mesmo jeito. Se a gente resolve burlar as regras que não foram feitas para a gente, não só corremos o risco, como somos culpabilizados”, diz a representante da Cidadeapé.

Foto do post: Via Trolebus
Crianças de bicicleta e patinete e pedestres na Avenida Paulista aberta

20a Reunião Geral da Cidadeapé

Todos e todas estão convidados a participar da 20a Reunião Geral da Cidadeapé, segunda-feira, 28/11/16, às 19hs, na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

A nova gestão se aproxima e com isso se desenha um novo cenário. Junto com outras entidades e coletivos, já definimos o tom da nossa mensagem nos próximos meses: Nem um km/h a mais, nem um cm a menos! É hora agora de definir as estratégias e ações para seguirmos avançando.

Pauta da 20a Reunião Geral

  • Estatuto do Pedestre
  • PL 79/2013
  • Encaminhamentos da CTMP
  • Encaminhamentos da Mobilidade Ativa
  • Reunião com novo Secretário de Transportes
  • Descentralização e responsabilização dos trabalhos por tema / assunto
  • Planejamento para 2017

20a Reunião Geral da Cidadeapé

Dia: Segunda-feira, 28/11/16
Hora: Das 19h às 21h
Local: Câmara dos Vereadores, Sala Luiz Tenório de Lima – 1º subsolo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100
Como chegar: Terminal Bandeira ou Metrô Anhangabaú