Convite da sessão 3 de planejamento estratégico da Cidadeapé, em 7 de abril, no MobiLab

Formalização institucional da Cidadeapé – Terceira reunião

O terceiro encontro de planejamento estratégico da Cidadeapé será este sábado, 7/4/2018. Vamos continuar discutindo o que pretendemos alcançar com a associação e como atingir nossos objetivos.

O segundo encontro, ocorrido em 24/3, teve como foco a VISÃO e a MISSÃO da organização e os objetivos maiores da organização. Os aspectos essenciais foram lançados e as conversas produziram subsídios para a auto-percepção da Cidadeapé como organização. 

Sessão 3: Planejamento Estratégico 2

Dia: Sábado, 07/04/2018
Hora: Das 8h30 às 13h00
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

O que aconteceu no segundo encontro da Cidadeapé, em 24 de março?

O plano era fechar os textos de missão e visão e, a partir deles, já lançar as bases do planejamento estratégico: os objetivos macro. Ao final do encontro, acabamos permanecendo na discussão dos textos de missão e visão, sem conseguir consolidar o restante. Mas os insumos para o desenho dos objetivos macro e estratégias de ação foram produzidos!

O que esperar do encontro de 07 de abril?

Vamos consolidar o planejamento estratégico, resgatando os insumos gerados no encontro anterior e investigando como eles já apontam para os objetivos macro e estratégias de ação. A ideia não é fazer um planejamento “modelo”, e sim um planejamento que de fato ajude a tomar decisões, orientar e avaliar internamente o trabalho da Cidadeapé. Assim, o que vai guiar a discussão é a necessidade concreta da organização e suas pessoas.

E depois?

Se conseguirmos fechar o planejamento estratégico – objetivos macro e estratégias de ação – neste encontro, o último encontro será inteiramente dedicado à gestão e ao arranjo organizacional. Vamos avaliar as práticas que já existem, legitimar as que consideramos boas e movimentar aquelas que nos prejudicam.

Saiba mais aqui sobre a Formalização Institucional da Cidadeapé.

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Banner da Formação em Auditoria Cidadã: Pedestre, defenda seus direitos!, com foto de pessoas atravessando a rua

Formação em Auditoria Cidadã de Segurança Viária

Nos meses de abril e maio, a Cidadeapé vai promover oficinas de formação em Auditorias Cidadãs de Segurança Viária, de modo a envolver a sociedade civil na conquista de uma cidade mais segura para quem se desloca a pé e de transporte público.

Neste momento estamos em busca de organizações e coletivos parceiros de todas as regiões da cidade que queiram fazer parte das formações. Como é a mobilidade no seu bairro? É fácil ir de casa ao ponto de ônibus? Como é para atravessar a rua? Se você acha que é possível melhorar a maneira de se deslocar na sua região, mas não sabe como reivindicar junto ao poder público – a Cidadeapé quer ajudar.

O QUE SÃO AS AUDITORIAS CIDADÃS?

São oficinas destinadas a cidadãs e cidadãos interessados em melhorar a segurança no trânsito em seus bairros. Elas são promovidas gratuitamente pelos voluntários da Cidadeapé, que aplicam uma metodologia simples de avaliação das condições de segurança para pedestres e ciclistas, fazendo um exercício prático nas ruas do entorno do local da oficina. Nosso objetivo é aproximar a cidadania da discussão sobre segurança no trânsito – que geralmente é dominada por um linguajar técnico – e dar ferramentas que permitam às pessoas exigir medidas por parte do poder público.

Gostaríamos de organizar encontros em regiões mais distantes do centro de São Paulo, junto a associações locais, conselhos, coletivos etc. A atividade seria aplicada em um sábado, com duração de 3 horas, com a seguinte estrutura:

10 minutos – Apresentação das pessoas e do projeto
40 minutos – Apresentação da metodologia
90 minutos – Realização do exercício prático nas ruas do bairro
40 minutos – Apresentação dos resultados e discussão de soluções
10 minutos – Encerramento

Destacamos que é possível adaptar a programação se a organização parceira julgar necessário. A metodologia é muito fácil de usar e será uma ferramenta importante para que mais pessoas possam ajudar a identificar – e denunciar ao poder público – as dificuldades que temos como pedestres e usuários do transporte público na cidade de São Paulo!

Veja aqui uma Auditoria Cidadã que a Cidadeapé realizou, junto com o Bike Zona Sul, na Capela do Socorro em junho de 2016.

Tem interesse em receber uma das formações em Auditoria Cidadã na sua região? Entre em contato pelas nossas redes sociais ou envie um email para contato@cidadeape.org .


As Auditorias Cidadãs em Segurança Viária são parte do projeto “Fortalecimento da Participação Social“[*], que visa fortalecer a participação da sociedade civil nas políticas públicas sobre mobilidade a pé, de modo a alavancar mudanças reais na maneira de o governo e a sociedade entenderem o deslocamento a pé como um sistema de transporte.

O projeto é uma realização do Fundo Socioambiental CASA junto com o iCS – Instituto Clima e Sociedade e parcerias do projeto Como Anda e das organizações Corrida Amiga e Cidade Ativa, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a mobilidade a pé no Brasil, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.

Convite da sessão 2 de planejamento estratégico da Cidadeapé, em 24 de março, no MobiLab

Formalização institucional da Cidadeapé – Segunda reunião

Depois de uma reunião muito produtiva no dia 10/3, na qual trabalhamos para reconhecer o caminho e a cultura da associação até o hoje e conectar com a responsabilidade de cada um nessa história, conseguimos começar a elaborar nossos VALORES organizacionais e iniciamos a criação da nossa VISÃO e da nossa MISSÃO.

A próxima reunião é este sábado, 24/03/18, das 8:30 às 12:30, no MobiLab.

Sessão 2: Planejamento Estratégico 1

Dia: Sábado, 24/03/2018
Hora: Das 8h30 às 12h30
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Sobre as sessões

O que aconteceu no primeiro encontro, em 10 de março?

Fizemos o primeiro “mergulho” na organização, olhando para sua história recente, seus vínculos e sua potência – e também para os obstáculos e desejos não realizados. Refletimos, ainda, sobre a forma como a Cidadeapé se constitui a partir de valores, crenças e premissas, sejam elas organizacionais ou das suas pessoas integrantes.

E o que vai acontecer no segundo encontro, em 24 de março?

Vamos consolidar a trilha construída no final do encontro anterior – visão, missão e valores – e verificar quais elementos do contexto externo são relevantes para o trabalho da Cidadeapé. Com isso, daremos início ao planejamento estratégico. Será o momento de prototipar, criar, imaginar futuros possíveis.

E depois?

Depois, pé no chão! Vamos olhar para essa co-criação, selecionar aquilo que de fato iremos abraçar e pensar que tipo de organização temos que ser para ter sucesso nisso. Fecharemos o planejamento estratégico, diretrizes de gestão e arranjo organizacional e acordos de implementação.

 

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Convite da sessão 1 de planejamento estratégico da Cidadeapé: missão, visão, valores e estatuto

Formalização institucional da Cidadeapé

A Cidadeapé está se preparando para se formalizar como associação. Para tanto, precisamos discutir o que a Cidadeapé é e o que pretende ser; avaliar os esforços empreendidos até agora; definir os objetivos da associação e futuras ações; determinar nossa gestão assim como formas de assegurar recursos para seu funcionamento.

Teremos quatro sessões de discussão facilitadas por profissionais de planejamento de organizações ativistas: Carolina Munis e Gabi Juns.

Venha nos ajudar a construir nossa associação!

Sessão 1: Missão, Visão, Valores e Estatuto

Dia: Sábado, 10/03/2018
Hora: Das 8h30 às 17h30
Local: MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana
Endereço: Rua Boa Vista, 136, Mezanino
Como chegar: Metrô São Bento, ou ônibus  Terminal Dom Pedro II. Pode entrar com bicicleta. Acessível.
 

 

Sobre as sessões

Teremos quatro sessões de discussão nos meses de março e abril que vão nos dar os subsídios para que possamos:

  1. Definir nossos Objetivos, Missão e Valores
  2. Nortear a elaboração o estatuto da associação
  3. Desenvolver um plano estratégico

Sessão 1

A primeira sessão terá 8 horas de duração, para a discussão coletiva dos elementos necessários para a elaboração do nosso estatuto social, o documento que organiza a estrutura de funcionamento e administração da organização, além de nossos objetivos e atividades. Entre eles:

  1. Declaração de Missão, Visão e Valores
  2. Finalidade da associação
  3. Atividades que a associação se propõe a exercer
  4. Gestão

Sessões 2, 3 e 4

As demais sessões terão 4 horas cada e servirão para elaborar o plano estratégico da Cidadeapé para os próximos meses ou anos.

Finalmente realizaremos a Assembleia Constituinte da Cidadeapé num sábado festivo de maio!

Calendário

Sessão 1: Sábado, 10/3/2018, das 8h30 às 17h30
Sessão 2: Sábado, 24/3/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 3: Sábado, 7/4/2018, das 8h30 às 12h30
Sessão 4: Sábado, 21/4/2018, das 8h30 às 12h30
Assembleia Constituinte: Sábado, 5/5/2018, das 8h30 às 12h30

Todas as sessões serão realizadas no MobiLab, Laboratório de Mobilidade Urbana, ao qual agradecemos o apoio!

Venha preparado para a discussão!

Sebrae: Roteiro para criar uma associação

IDIS: Diferenças entre Associação e Fundação

SocialImpact: 10 elementos essenciais de um estatuto social

Facilitadoras


CAROLINA MUNIS participa da Escola de Ativismo desde 2013 facilitando processos de aprendizagem e coordenando um programa de pequenos financiamentos em fluxo para grupos ativistas. É uma das coordenadoras do Cursinho Popular Transformação. Colabora como revisora e co-editora da plataforma Beautiful Rising. Recentemente, completou o curso Essência da Facilitação, que exercita a presença e observação do facilitador. É graduada em Relações Internacionais.

GABI JUNS tem cinco anos de experiência em facilitação processos de planejamento no terceiro setor e aprendizagem de coletivos e organizações ativistas na Escola de Ativismo. É comunicadora e designer gráfico: traz um componente de organização visual da informação nas facilitações. Utiliza metodologias radicalmente participativas para construções compartilhadas. Recentemente, se formou moderadora pela H+K

Projeto

Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de Mobilidade a Pé na cidade de São Paulo
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Foto em preto e branco de pedestres caminhando com sombras longas

Projeto de segurança no trânsito da Prefeitura de São Paulo aposta R$ 19 mi exclusivamente em comunicação enquanto ignora ações estruturais efetivas

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) de São Paulo abriram consulta pública entre 18 e 29 de dezembro de 2017 sobre contratação de uma empresa para elaborar um plano de comunicação sobre segurança no trânsito da cidade. A contratação prevê orçamento de R$ 19 milhões em um ano, prorrogáveis por mais cinco, para materiais de comunicação (como vídeos e infográficos) e mídia (como posts em redes sociais), além de planejamento e mensuração dos resultados.

A Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo então apontou problemas no projeto.

  • Considerando o enxuto orçamento para uma cidade com a complexidade e o atrasado modelo de mobilidade urbana como São Paulo, qualquer investimento na área precisa ter boa gestão e ser otimizado ao máximo.
  • Comunicação é importante para esclarecer os cidadãos sobre seus deveres e direitos no trânsito. Mas para o momento atual da cidade, existem também outras ações práticas e efetivas que podem influenciar muito mais a segurança viária.

Portanto, a Cidadeapé propõe que a verba inicialmente prevista a ser 100% dedicada a comunicação seja compartilhada com outras ações igualmente ou mais efetivas:

Readequação física da geometria das vias:

  • estreitamento do leito e acalmamento de tráfego em retas demasiadamente largas e em curvas e declives que estimulam a velocidade;
  • estreitamento do leito em cruzamentos em que não há adequado espaço (ilha) de segurança para a travessia;
  • restituição dos espaços de calçada e de ilhas centrais subtraídos no passado para “abrir a curva” à velocidade de veículos motorizados (dificultando a travessia de pedestres na conversão).

Travessias adequadas para pedestres:

  • implantação maciça de travessias elevadas (“lombofaixas”), em especial em conversões e travessias sem semáforo
  • o fim das travessias em zig-zag
  • o fim das conversões sem faixa de travessia
  • meta de redução de trechos de mais de 50m sem faixa de travessia na cidade
  • readequação dos tempos de travessia considerando todas as pessoas, sobretudo idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida

Redução das velocidades máximas e praticadas nas vias através de sinalização e fiscalização aleatória.

E outros.

Além disso, outras observações importantes:

O contrato deveria ser limitado em até no máximo dois anos, considerando que esta é uma ação inédita, e que provavelmente trará muitos aprendizados ao longo de sua execução.

Os materiais produzidos, além de estarem subordinadas às necessidades de um programa permanente de segurança viária, devem passar pela avaliação das esferas de participação pública da Secretaria, como o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e suas câmaras temáticas.

As diretrizes de conteúdo do material a ser produzido devem inspirar-se e constantemente basear-se em legislações já existentes, como o Estatuto do Pedestre de São Paulo, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, a Política Nacional de Mobilidade Urbana e a Lei Brasileira de Inclusão.

À empresa interessada na concorrência deve ser imposta restrição à prestação de serviço para empresas de bebidas alcoólicas ou do setor automotivo durante todo o contrato, ou cairemos num potencial e perigoso conflito de interesses.

O período da consulta pública coincidiu exatamente com as festas de final de ano, e seu conteúdo não foi compartilhado nas esferas já estruturadas de participação pública (como a CTMP e o CMTT). Isso impede uma discussão séria sobre o tema com a sociedade civil e levanta o questionamento sobre os porquês de o poder público municipal preferir publicar edital de tamanha importância de forma autocrática e não-participativa.

Para concluir: diversas cidades do mundo vêm implantando programas de segurança de trânsito chamados de Visão Zero. Eles contemplam, entre muitas outras, ações simples e efetivas de mudança no desenho das ruas, transformando esses espaços de deslocamento ao induzir motoristas a adequarem a velocidade de seus veículos e, com isso, alcançando resultados efetivos. São Paulo já tem algumas ações nesse sentido – como as áreas calmas em implantação em São Miguel Paulista –, porém avança de forma extremamente tímida e pontual.

Com base em dados citados em notícias recentes da Prefeitura, calculamos que uma verba de R$ 19 milhões seria suficiente para, por exemplo, realizar três projetos de áreas calmas em centralidades de bairros.

Urge comunicar São Paulo a necessidade de reduzir drasticamente as mortes e lesões permanentes (e diárias) que ocorrem em nossa cidade. Não basta comunicar este desejo; é preciso que ele esteja refletido em como nossas ruas instigam o paulistano a se comportar quando em deslocamento. Hoje, em sua esmagadora maioria, nossas ruas limitam a mobilidade ativa, priorizam e incentivam a velocidade motorizada e dão preferência notável ao deslocamento por automóveis – o que atende a menos de 1/3 da população da cidade.

Exigimos que a Prefeitura priorize a restituição do direito das pessoas à cidade e o redesenho das vias para readequá-las à realidade de São Paulo: uma conjunção de pessoas (e não automóveis). A comunicação deve ser utilizada, sim, mas para explicar à sociedade a importância dessas novas infraestruturas e para adestrar motoristas sobre como se comportar nelas – não para pedir “gentileza” e seguirmos lamentando nossos cotidianos crimes de trânsito como se fatalidades fossem.

Pessoas, uma delas em cadeira de rodas, esperam para atravessar no centro de São Paulo

Guia de Defesa da Mobilidade a Pé é lançado

A Cidadeapé lançou o Guia de Defesa da Mobilidade a Pé.

Nele, falamos dos princípios da mobilidade a pé e indicamos as legislações e espaços de participação social para quem quer participar da luta dos direitos dos pedestres.

A situação dos pedestres só irá melhorar quando mais pessoas defenderem políticas públicas de priorização e proteção do deslocamento a pé.

O material é direcionado à atuação em São Paulo, mas pode ser adaptado para qualquer outra cidade brasileira.

O Guia integra o projeto “Fortalecimento da Participação Social”, da Cidadeapé, apoiado pelo Fundo Socioambiental CASA no âmbito do projeto Mobilidade a Pé e Mudança do Clima.

Esperamos que seja material de referência para todas e todos que tenham interesse em uma cidade mais humana, saudável e caminhável.

Acessem e divulguem.

 
Capa do Guia de Defesa da Mobilidade a Pé

Conteúdo

  1. Apresentação
  2. Por que defender a mobilidade a pé?
    1. Cidades caminháveis e acessíveis para todos
  3. Os princípios da defesa da mobilidade a pé
    1. Segurança absoluta para quem anda a pé
    2. Valorização da caminhada como meio de deslocamento
    3. Calçadas caminháveis para todos
    4. Estabelecer e consolidar a rede de mobilidade a pé
    5. Travessias com prioridade às pessoas se deslocando a pé
    6. Sinalização específica para quem anda na cidade
  4. Legislação
  5. Espaços de participação social
    1. Conselhos Municipais
    2. Câmara Municipal de São Paulo
  6. Vamos caminhar juntos pela mobilidade a pé?
Logos dos apoiadores do projeto: iCS, Fundo Casa, Como Anda, Corrida Amiga e Cidade Ativa

Mapa da Grande São Paulo com marcadores das mortes no trânsito

Há o que comemorar?

Fomos surpreendidos, no dia 19 de setembro, com a divulgação de um vídeo nas redes sociais do prefeito João Doria, no qual ele e o secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, comemoram uma suposta redução das mortes no trânsito em São Paulo. No vídeo, o prefeito anuncia: “Nós conseguimos reduzir bem o número de mortes na cidade de São Paulo”; e o secretário atribui essa suposta melhora às ações de segurança da Prefeitura. Na descrição do vídeo, aparece o seguinte texto:

“Pessoal, acabam de ser divulgados os novos dados do Infosiga sobre mortes de trânsito na cidade de São Paulo. Em agosto deste ano, foram 57 óbitos contra 103 no mesmo período de 2016. Com isso, registramos uma queda de 6% nos dados consolidados entre janeiro e agosto, comparando os dois anos. Vamos continuar trabalhando em mais orientação e conscientização, para que essa tendência de queda continue durante toda nossa gestão.”

Estamos surpresos porque, até então, nem o prefeito nem o secretário haviam comentado publicamente nenhum dado publicado pelo Infosiga.

Guerra dos números

Em fevereiro, foi feita tentativa de desacreditar dados da CET, ao dizer que se adotaria dados do Infosiga para monitorar os acidentes de trânsito. (1)

Até abril, a gestão municipal se esquivou de dados da Polícia Militar, do SAMU, e da própria CET, que indicavam aumento das mortes nas marginais. (2)

Em maio, mesmo com as iniciativas Maio Amarelo, 91 pessoas morreram no trânsito paulistano. Na ocasião, a Prefeitua declarou que não comentaria dados levantados por outro órgão – no caso, o Infosiga, órgão do governo estadual. (3)

Em julho, mesmo frente à constatação grave que as mortes de ciclistas aumentaram 75% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o mesmo período do ano passado, a Prefeitura rechaçou os dados do Infosiga. (4)

Comemorar os dados de agosto é um erro. Os dados de acidentes de qualquer tipo possuem uma variabilidade intrínseca. No trânsito, essa variação existe porque as causas dos acidentes são muitas (geometria inadequada, alta velocidade, imprudência, semáforos quebrados, má sinalização etc). Para se identificar uma tendência, é preciso analisar períodos maiores que um mês. Existir variação entre meses é normal, e somente isso não permite analisar tendência de melhora ou piora da segurança do trânsito.

Especificamente em relação ao mês de agosto, a que se refere o texto explicativo do vídeo, é preciso notar que foi o mês com maior número de acidentes em 2016, contra o menor número em 2017. O esforço de inferir melhora na segurança das pessoas que circulam em São Paulo usando dados agosto (de 2016 e 2017) é enganoso.

Registramos também com satisfação o fato da Secretaria ter finalmente concordado em utilizar o Infosiga como fonte de informação confiável. No entanto, esperamos que ele seja utilizado quando as notícias são boas ou quando são ruins. A Secretaria de Mobilidade e Transportes poderia usar os dados parciais publicados mensalmente pelo Infosiga para tomar e rever decisões, em vez de esperar mortes se arrastarem e acumularem por mais de um ano. Seguindo assim e sendo otimistas, poderíamos contar com a possibilidade real de reversão de decisões claramente equivocadas, como a remoção de ciclovias e aumento das velocidades máximas das marginais, que não ajudam a melhorar a segurança viária de ciclistas e pedestres?

Mortes de ciclistas e pedestres aumentaram

O Infosiga indica 609 pessoas mortas no trânsito de janeiro a agosto de 2017, contra 645 no mesmo período de 2016. É preciso pontuar que esses números não significam que houve uma melhora geral.

276 pedestres e ciclistas mortos entre janeiro e agosto de 2016.
301 pedestres e ciclistas mortos entre janeiro e agosto de 2017.

O aumento no número de mortes de pedestres e ciclistas em oito meses de 2017 aponta para a não melhora da segurança viária de ciclistas e pedestres. Escancara que esta cidade está longe de atingir patamares razoáveis de respeito e convivência no espaço público. Esse fato merece nossa atenção e solicitamos que a Secretaria de Mobilidade e Transporte se pronuncie oficialmente sobre isso.

A divulgação seletiva de números de trânsito de forma descontextualizada não contribui para o debate sério que precisa ser colocado. Pois, embora até aqui o número geral de pessoas mortas está menor que o mesmo período de 2016, pedestres e ciclistas estão morrendo mais no trânsito paulistano e precisamos de ações efetivas e reais para combater essa violência. Não há o que comemorar enquanto pessoas continuam morrendo no trânsito. Precisamos de menos notícias vazias e mais evidências de ação.

Cidadeapé – Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo

(1) https://glo.bo/2yHP28P

(2) https://bit.ly/2msVPPR

(3) https://bit.ly/2wkkOao

(4) https://glo.bo/2hyxvvM

 

Vista do alto de cruzamento no centro de São Paulo com faixas de pedestres em X e ciclovia

O problema da Meta de Mobilidade Ativa no Programa de Metas de SP

Foi apresentada à Câmara Temática de Mobilidade a Pé a pesquisa de mobilidade urbana realizada para medir o indicador de referência para a meta “Aumentar em 10% a participação dos modos ativos de deslocamento até 2020” (meta 26 do Programa de Metas).

É importante destacar que, desde a primeira versão do texto do Programa de Metas, nós da Cidadeapé, Ciclocidade e SampaPé criticamos essa meta. Em primeiro lugar, porque ela junta deslocamentos ativos (bicicleta e mobilidade a pé) cujo aumento tem natureza totalmente distintas: enquanto é desejável aumentar o uso da bicicleta, aumentar os deslocamentos a pé não é algo desejável por si só, tendo em vista que muitos são realizados precariamente devido à deficiente estrutura de transporte público. Em segundo lugar, uma meta baseada em aumento de deslocamentos não indicaria necessariamente nenhuma melhora para os deslocamentos ativos. Por fim, o formato da pesquisa não é capaz de mensurar o aumento no número de bicicletas e pedestres, dada a margem de erro da pesquisa se aproxima do percentual de aumento pretendido.

Vale lembrar que, junto com organizações parceiras, estivemos presentes nas audiências públicas temáticas e regionais e entregamos sugestões ao Programa de Metas, e sempre nos opusemos a este formato de meta baseada em pesquisa de aumento da mobilidade ativa.

A pesquisa não teve participação social das câmaras temáticas, como previsto no próprio Programa. Ela foi anunciada para a Câmara Temática de Mobilidade a Pé em 8 de junho, quando foi sugerido pela SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes) que haveria um processo participativo na sua elaboração. No entanto, a coleta de dados foi iniciada cinco dias depois, sem a possibilidade de participação das Câmaras Temáticas de Mobilidade a Pé e Bicicleta, e da própria Comissão Técnica da Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos). Entendemos que isso implica um erro grave no processo, uma vez que não houve tempo hábil para as discussões sobre as características e objetivos pesquisa, dada sua importância e especificidade.

A pesquisa, feita às pressas, foi coordenada pela ANTP, que por sua vez contratou a Toledo & Associados Research para fazer o planejamento, coleta e análise de dados. O banco Itaú financiou a pesquisa que, segundo alegado pela própria SMT, só foi realizada para amparar a existência da meta 26 no Programa de Metas. A ANTP doou a pesquisa à SMT.

Após insistência da Câmara Temática de Mobilidade a Pé a pesquisa foi apresentada, e pudemos constatar que, de fato, há alguns falhas problemas incompatíveis com a mensuração do aumento da participação da mobilidade ativa nos deslocamentos urbanos. Por exemplo, a meta de aumento dos deslocamentos da mobilidade ativa ficou em 3,6%, valor percentual que se aproxima da margem de erro da pesquisa, de 2,5%, o que suscita dúvida da efetividade da mensuração.

Apesar da pesquisa trazer alguns levantamentos interessantes sobre o uso de bicicleta e sobre intenção de migração para os modos ativos, ela não identifica demandas ou presença de pessoas com deficiência.

Perdeu-se, portanto, uma oportunidade de construir junto com a sociedade civil uma pesquisa que trouxesse um índice de mobilidade ativa que indicasse a qualidade dos deslocamentos da a pé, de bicicleta e acessibilidade para todas as pessoas.

É preciso romper o paradigma tecnicista da produção de pesquisas de mobilidade urbana e contemplar efetivamente a participação e as demandas das organizações da sociedade civil. Em suma, a pesquisa existe e tem aspectos que podem ser considerados para outros estudos, mas não servirá ao fim que a SMT quer dar a ela, medir a meta de participação dos modos ativos na cidade.

Cidadeapé
Ciclocidade
SampaPé

 

Banner do projeto Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de mobilidade a pé na cidade de São Paulo

Projeto “Fortalecimento da participação social”: Etapa 3

O projeto “Fortalecimento da Participação Social“ [*] visa fortalecer a participação da sociedade civil nas políticas públicas sobre mobilidade a pé, de modo a alavancar mudanças reais na maneira de o governo e a sociedade entenderem o deslocamento a pé como um sistema de transporte. Para realiza-lo, nos propusemos a cumprir três ações que, esperamos, vão sedimentar o trabalho da associação para os próximos anos, assim como o movimento em prol de um modo de deslocamento que contribui para cidades melhores.

Etapa 3

Aumentar o número de voluntários e associados da Cidadeapé

1)    Realizar formações em auditorias cidadãs de segurança viária

Em cinco eventos de pelo menos quatro horas, um em cada região da cidade. A exemplo do que foi feito na Capela do Socorro, Zona Sul, em junho de 2016.

2)      Lançar campanha de associação

Por redes sociais, com impulsionamento pago.

3)      Realizar cinco reuniões de recepção

Reuniões voltadas para novos integrantes, que receberão explicações sobre o advocacy da mobilidade a pé, noções de termos técnicos comumente utilizados e atualizações do trabalho da Cidadeapé; com facilitação dos conselhos participativos.

4)      Transmitir online as reuniões gerais

Por meio de rede social Facebook e na página da Cidadeapé.

5)      Registrar possíveis trabalhos que os associados gostariam de desenvolver ou como gostariam de atuar na Cidadeapé

Questionário de intenção de contribuição dos trabalhos

Participe você também! Mande uma mensagem para contato@cidadeape.org caso queira participar.

Justificativa

Atualmente há desconhecimento por grande parte da sociedade acerca da importância da mobilidade a pé para o sistema de transporte da cidade, dos direitos dos pedestres e das ações de advocacy que organizações da sociedade civil realizam para tentar garantir uma cidade mais caminhável e mais humana.

Assim, aumentar a quantidade de voluntários e associados é primordial para a organização ganhar mais relevância e poder atuar com mais representatividade.  Também é necessário ampliar a heterogeneidade dos associados atuantes, tornando a associação mais representativa.

A Cidadeapé conta hoje com uma lista de 230 associados – pessoas que voluntariamente se cadastram o site da associação, demonstrando interesse pela causa e pela participação da sociedade civil no desenvolvimento e articulação de políticas para a mobilidade a pé. A página da associação no Facebook possui 4100 curtidas, sendo que destas, 600 ocorreram em 2017. Estas pessoas serão indiretamente atingidas pela divulgação dos produtos nas mídias sociais da Cidadeapé. No entanto, estima-se que o público do Facebook e o número de associados podem dobrar com a formalização, e a campanha de associação.

 

Mais sobre o projeto

Introdução ao projeto “Fortalecimento da participação social”

Etapa 1: Material de referência sobre promoção da mobilidade a pé

Etapa 2: Formalização da Cidadeapé

Etapa 3: Aumento de associados e voluntários da Cidadeapé

Veja o projeto completo aqui.

 

* Projeto aprovado na I Convocatória de Propostas para a Mobilidade a Pé e Mudança do Clima, uma realização do Fundo Socioambiental CASA junto com o iCS – Instituto Clima e Sociedade e parcerias do projeto Como Anda e das organizações Corrida Amiga e Cidade Ativa, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a mobilidade a pé no Brasil, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.

Logos - Mobilidade a Pe

Banner do projeto Fortalecimento da participação da sociedade civil nas políticas de mobilidade a pé na cidade de São Paulo

Projeto “Fortalecimento da participação social”: Etapa 2

O projeto “Fortalecimento da Participação Social“ [*] visa fortalecer a participação da sociedade civil nas políticas públicas sobre mobilidade a pé, de modo a alavancar mudanças reais na maneira de o governo e a sociedade entenderem o deslocamento a pé como um sistema de transporte. Para realiza-lo, nos propusemos a cumprir três ações que, esperamos, vão sedimentar o trabalho da associação para os próximos anos, assim como o movimento em prol de um modo de deslocamento que contribui para cidades melhores.

Etapa 2

Formalizar institucionalmente a Cidadeapé

1)    Levantar as fontes de financiamento para a mobilidade a pé

Por meio de pesquisa na internet, lista de contatos, inclusive rede Como Anda.

2)      Realizar reuniões para as definições de objetivos, valores e missão da associação

Reunião dedicada ao tema, com mediação/facilitação profissional.

3)      Elaborar o plano estratégico e estatuto

Vamos debater ações de advocacy previstas para a associação, discutir a efetividade dos esforços empreendidos e formas de assegurar recursos para seu funcionamento. Teremos reuniões dedicada ao tema, com mediação/facilitação profissional.

4)      Abrir CNPJ da Cidadeapé

Contratação de contador e advogado

5)      Elaborar documento com apresentação institucional da Cidadeapé

Material online e impresso sobre atuação, importância, filosofia e objetivos da entidade para a cidade e divulgar para destinatários estratégicos, incluindo conteúdo das atividades anteriores, com contratação de designer profissional; e lista de destinatários estratégicos (secretarias, vereadores, comissões, gabinetes, órgãos públicos, autarquias, conselhos regionais etc)

Participe você também! Mande uma mensagem para contato@cidadeape.org caso queira participar.

Justificativa

A formalização da Cidadeapé pretende consolidar a associação como entidade representativa da mobilidade a pé, que busca promover e sistematizar a discussão com a sociedade civil sobre as políticas públicas referentes ao tema em São Paulo e frente ao poder público.

A Cidadeapé foi criada como uma organização de voluntários em março de 2015, com a visão de defender as condições dos espaços da cidade para quem se desloca a pé, em particular no que se refere à segurança, acessibilidade e qualidade do deslocamento. Veja aqui os 6 objetivos da Mobilidade a Pé desenvolvidos por nossos associados.

Desde então, a organização se fortaleceu e ganhou espaço na mídia, na discussão social e também nos órgãos públicos municipais – além de ter atuado no âmbito nacional (revisão do CTB, não à lei do “gesto do pedestre”, PAC da Mobilidade Ativa). Nesses anos, os voluntários trabalharam dedicada e graciosamente para cumprir essa missão.

Faz-se necessário agora que o trabalho seja mais profissionalizado para que possamos ampliar ainda mais nossa ação, com mais recursos humanos e financeiros, além de uma base jurídica.

 

Mais sobre o projeto

Introdução ao projeto “Fortalecimento da participação social”

Etapa 1: Material de referência sobre promoção da mobilidade a pé

Etapa 2: Formalização da Cidadeapé

Etapa 3: Aumento de associados e voluntários da Cidadeapé

Veja o projeto completo aqui.

 

* Projeto aprovado na I Convocatória de Propostas para a Mobilidade a Pé e Mudança do Clima, uma realização do Fundo Socioambiental CASA junto com o iCS – Instituto Clima e Sociedade e parcerias do projeto Como Anda e das organizações Corrida Amiga e Cidade Ativa, com o objetivo de apoiar projetos que promovam a mobilidade a pé no Brasil, especialmente nas grandes regiões metropolitanas.

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